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Turismo em Angola
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RESUMO
Esta pesquisa focaliza faz um diagnostico da infra-estrutura turística da Ilha de Luanda para receber turistas nacionais e estrangeiros. na pesquisa são apresentadas definições e conceitos sobre turismo e planejamento, para constatar as possibilidades atuais do turismo, ser um potencial econômico de participação no PIB da cidade de Luanda, com base em dados estatístico cedidos pelo Ministério do Turismo de Angola e do Governo provincial de Luanda transformando a Ilha num espaço geográfico acolhedor para entretenimento e lazer. Além de mostrar caminhos para novos investimentos que podem ser importantes para valorizar a região e melhorar a qualidade dos serviços oferecidos atualmente. O estudo identifica, também a oferta dos meios de hospedagem, dos serviços de alimentação e dos serviços gerais considerados como fatores essências para uma cidade receber turistas, nacionais e estrangeiros. Salienta ainda, a construção mais recentes na cidade, de novos atrativos turísticos o que aumenta os espaços para receber mais turistas. A partir daí, são sugeridas estratégias para o desenvolvimento do turismo na cidade de Luanda, visando à melhoria da infra-estrutura para a captação de um número maior de turistas estrangeiros, para geração de renda e para a economia do país e, conseqüentemente, a valorização da cidade de Luanda capital de Angola.
Palavras-chave: Diagnosticar o Turismo, no Planejamento Urbano da Ilha de Luanda. de autoria de*
Abstract
This research focalizes he/she does an I diagnose of the tourist infrastructure of the Island of Luanda to receive national and foreign tourists. in the research definitions and concepts are presented about tourism and planning, to verify the current possibilities of the tourism, to be an economical potential of participation in GDP of the city of Luanda, with base in data statistician given in by the Ministry of the Tourism of Angola and of the provincial Government of Luanda transforming the Island in a homelike geographical space for entertainment and leisure. Besides showing roads for new investments that can be important to value the area and to improve the quality of the services offered now. The study identifies, also the offer of the lodging means, of the feeding services and of the general services considered as factors essences for a city to receive tourists, national and foreigners. He/she/you still points out, the most recent construction in the city, of new tourist attractions what increases the spaces to receive more tourists. Since then, they are suggested strategies for the development of the tourism in the city of Luanda, seeking to the improvement of the infrastructure for the reception of a larger number of foreign tourists, for generation of income and for the economy of the country and, consequently, the valorization of the city of capital Luanda of Angola.
Kay Word - To diagnose the Tourism, in the Urban Planning of the Island of Luanda. Listas do vocabulário
Ambundo – Povos Antigos dos quais descedem os quimbundos. Axuluandas – nome atribuido ao povo nativo da Ilha, Tribo etnia. Camundongo – nome dado ao axiluanda, da etnia quimbundo, grupo etnico na subvisão quimundo. Gika – Nome de um revolucionário Angolano participante da Luta armada de Libertação Nacional. Kalandula – Nome atribuido a uma queda de aguas – cachoeira. Kianda – Deusa do mar na trdição quimbundo. Kalunga – Mar nome comumemente encontrado entre os axiluandas Deus do Mar. Lullu – Nome de bairro dentro da Ilha. Libongo – moeda usada pelos axiluandas na troca das mercadorias. Muxiluanda – o mesmo que axiluanda, etnia seguimento social tribal. Mufete – Peixe assado normalmente sem tirar as vilceras. comida típica do povo ilheu Zimbo. – Moedas de cobre cunhadas usadas como meio de troca na economia desses povos. Semba – Nome atribuido a uma dança de celebração em rituais religiosos ou em festas de consagração. Kinaxixi – Nome do mercado mucipal de Luanda, situado no centro da cidade Kitandeira – Nome atribuido a uma vendedoura ambulante de Peixe trazido normalmente da Ilha de Luanda. N’Zambi – Deus Supremo e celestial entre os quimbundos. Figura celestial criador do ceu e da Terra. N’zambi ya Kalunga – Deus do mar – clamor usado normalmente em orações dedicadas ao agradecimento pelos feitos do ano entre os axiluandas Cacuso – Peixe da agua doce consumido normalmente grelado. Gamba – Camarão Grande – em média com tamanho maior que o normal. Bantus – Nome do Povo local tribo mae que engloba todo africano do centro e sul da Africa.
Lista das Figuras
Figura 1. Mapa Geografico da Ilha de Luanda Figura 2 Mapa Geográfico turístico de Angola Figura 3 Mapa da Cidade de Luanda com a Ilha na extremidade de baixo Figura 4. Mapa da África, localização geográfica de Angola. Figura 5 Ponte da Ilha de Luanda, Porta de entrada o interior da Ilha Figura 6 Moeda em Circulaçãona Cidade e no País Figura 7. O Interior da Ilha. Farol da Ilha de Luanda Figura 8. vista da Baia de Luanda, ao fundo a Fortaleza São Miguel Figura 9. porto de Luanda e ao fundo a Ilha de Luanda e o Farol. Figura 9.1 Kitandeiras acompanhadas de uma sacerdotiza no serviço religioso de oferendas aos deuses e deusas do mar particularmente no ritual da Kianda Figura 9.2 Ritual da Kianda, oferenda e sacrificios ao Kalunga e a Kianda nas festas de 26 de novembro Figura 9.3 Coperativa de pescadores. ve-se redes espalhadas no chão sendo preparadas para a atividade pesqueira. Figura 10. Hotal Panorama, no complexo hoteleiro da Ilha de Luanda Figura 11. Coperativa de Pescadores reunidos para mais um dia de atividade pesqueira Figura 12 Fortaleza São Miguel – Museu das Forças Armadas de Angola Figura 13, mercado dos Trapalhões. Venda de artesanato. (Reco Reco) Figura 14 A Lagosta é um crustáceo muito apreciado por visitantes que chegam a Ilha de Luanda Figura 15 vista aérea da Ilha de Luanda Figura 16 vista da Baia de Luanda – Clube Náutico Figura 17 – Avenida 4 de fevereiro ou como é chamada popularmente – marginal. Figura 18. O Interior do restaurante de comida Internacional (Panorama) no Complexo Hoteleiro da Ilha de Luanda Figura 19. Movimento de pessoas na praia em dia de sol em pleno verão
Lista das Tabelas
Tabela 1 desembarque de turistas na cidade de Luanda Tabela 2 Motivo de viagens de Turismo em Luanda Tabela 3 de Recita do Turismo em 5 anos Tabela 4 de distribuição dos Turistas que chegam em Luanda em Relação a Ilha de Luanda. Tabela 5 de Atrativos turísticos Tabela 6 de Restaurantes e Serviços de Alimentação* Tabela 7 de Oferta de Meio de Hospedagem na cidade de Luanda Tabela 8 de Serviços oferecidos pelas Agencias de Viagens. Tabela 9 de Serviços de entretenimento e lazer Tabela: 10 de Faixa etária Tabela: 11 Renda Bruta Mensal Tabela: 12 Motivo da Visita
Lista dos Gráficos
Gráfico 1 da Tabela 1. desembarque de Turistas na cidade de Luanda. Gráfico 2. da Tabela 2 Motivo de Viagens de Tuiristas em Luanda Gráfico 3 da Tabela 3 de Receita do Turismo em cinco anos Gráfico 4 da Tabela 4 de distribuição dos Turista em Luanda em relação à Ilha de Luanda Gráfico 5 da Tabela 10 da Faixa Etária Gráfico 6 da tabela: 11 Renda Bruta Mensal Gráfico 7 da tabela: 12 motivo da visita
Lista das abreveaturas
ANASANGA (Associação de Amigos e Naturais da Ilha de Luanda) IHD – ONU – Índice de Desenvolvimento Humano das Org. das Nações Unidas PNUD Fundo das Nações Unidas Para o Desenvolvimento OMT – Organização Mundial do Turismo ONU – Organizaçao das Nações Unidas ANGOTUR – Agencia Nacional de Gestão e Organizaçao do Turismo de Angola MINHOTUR – Ministério da Hotelaria e Turismo INFOTUR – Instituto Nacional de Fomento do Turismo de Angola TAAG – Transportes Aéreos de Angola UEM– Unidade Economica Mista UEE – Unidade Econômica Estatal LDA – Luanda ENAVE – Estaleiros Navais
Sumário
1. INTRODUÇÃO 24 2 CONTEXTUALIZANDO O DIAGNOSTICO DO TURISMO NA ILHA DE LUANDA 31 2.4 O processo de planejamento do turismo no contexto global 35 3 PLANEJAMENTO TURÍSTICO E A ILHA DE LUANDA 38 3.1 O turismo e Meio Ambiente. 55 3.2 Panorama da Ilha de Luanda 58 3. 3 História da Ilha de Luanda 60 3.4 Estado do turismo na ilha de Luanda 64 3.5 História Ilha de Luanda 75 3. 6 Aspectos geográficos da ilha de Luanda 78 3.7 Aspecto socioeconômicos da ilha de Luanda 81 3.7.1 Caracterização Urbana da Ilha de Luanda 83 3.7.2 Uso e Ocupação do Solo 86 3.7.3 Infra-estrutura e Serviços Urbanos 91 3.7.4 Saneamento Básico da Ilha 93 3.7.5 Aspectos sócio-cultural 94 4 O TURISMO ATUAL NA ILHA DE LUANDA – ANGOLA 95 4. 1 Oferta turística da ilha de Luanda – angola 96 4. 1. 1 Atrativos turísticos 97 4. 1. 2 Equipamentos e Serviços Turístico 99 4. 1. 3 Infra – estrutura de Apoio Turístico 101 4.2 A Rede hoteleira, similar e agência de viagens e turismo. 101 4.2.1 Equipamentos e serviços turístico 103 4.3 Descriminação dos hotéis, agencias de viagens e na Ilha de Luanda. 105 4.3.1 Agências de viagens 108 4.3.2 Companhias Aéreas e Lojas de Venda de Pacotes turísticos 110 4.3.3 Entretenimento e lazer 111 4.4 Motivo de viagens de turismo em Luanda 113 4.5. - Receitas do turismo em milhões de kz 115 4.5.1 Legislação Comum do turismo de angola 118 4.5.2 Ficha técnica de angola 118 4. 6 Demanda turística atual 120 4. 7 Analise da situação atual do turismo na ilha de Luanda angola 125 5 CONCLUSÃO 128 6 REFERÊNCIAS 133
1. INTRODUÇÃO Esta pesquisa objetiva apresentar o diagnóstico da situação turística ao longo de décadas de decadência do turismo na Ilha de Luanda, e da atual etapa da do desenvolvimento do turismo na Ilha de Luanda – República de Angola, analisando-se ela oferece estrutura adequada para receber visitantes estrangeiros e nacionais. A escolha do tema em questão surgiu no momento em que começamos a estudar a disciplina planejamento e organização do turismo, foram estudados alguns conceitos sobre planejamento, turismo diante alguns autores como: DORIS RUSCHMANN, MARIO PETRICCH e MARIO BENI. Para elaborar o diagnóstico da situação turística atual do turismo na Ilha, foram realizadas uma pesquisa de estudo da demanda turística atual da Ilha, analisar a legislação pertinente ao turismo, para distinguir o potencial local. Foram feitas coletas de dados por meio de uma pesquisa bibliográfica adquirido ao longo da pesquisa, como sites, livros, fotos, mapas e pesquisa de campo sobre o perfil dos visitantes na Ilha. Para o desenvolvimento desta pesquisa instigou-se questionar-se que a Ilha oferece estrutura adequada para receber visitantes estrangeiro e nacionais, levantamos a hipótese de que a Ilha tem potencial para atrair turistas, mas falta aquela localidade infra-estrutura de serviços, para que os turistas desfrutem da sua paisagem natural. Buscamos ressaltar aspetos históricos geográfico do local, identificando ainda, a sociedade e a economia do mesmo, para distinguir os serviços existente no local e sugerir estratégias que possam incrementar o turismo na Ilha de Luanda. Os objetivos do presente trabalho foi elaborar o diagnóstico da situação turística atual da Ilha de Luanda, realizar o levantamento da oferta turística, indicadores de ocupação dos equipamentos receptivos e medidas e ocupação dos espaços de recriação. Realizar o estudo da demanda turística e qualificação do tráfego turístico para caracterização e classificação dos fluxos em função de permanência, solicitações de equipamentos consumo e medidas de intensidade de participação nas várias atividades de recriação. O problema é que atualmente, a Ilha de Luanda, em Angola oferece estrutura adequada para receber visitantes estrangeiros e nacional. O estudo do espaço turístico, abrangendo o levantamento de delimitação de descrição física da aérea receptora, recursos naturais e culturais e análise do diferencial turístico, equipamentos receptivos, de alojamento hoteleiro, extra-hoteleiro e complementares de alimentação e recriação, infra-estrutura de após a atividade turística-recriativa. O perfil socioeconômicos da área, compreendendo o levantamento de composição étnica da população e organização social, indicadores dos setores de atividade econômica, com ênfase no setor terciário. Figura 1 Mapa Geográfico turístico de Angola
Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo de Angola 2006 Como proporcionar um desenvolvimento do turismo em Luanda através do Diagnóstico o Turismo, no Planejamento Urbano da Ilha de Luanda? Esta pergunta é a que nos propomos discutir ao longo desta pesquisa auxiliados pela pesquisa de campo, feita no local como instrumento de coleta de dados, para a elaboração e apresentação do diagnóstico ora apresentado como tema no desenvolvimento econômico através do pólo turístico apresentado pela história da Ilha de Luanda desde épocas remotas. Justificar o diagnóstico do turismo, no planejamento urbano da Ilha de Luanda, é contribuir com os programas e projetos do governo de Luanda, e conseqüentemente do Ministério do Turismo e Hotelaria de Angola. A Importância global que o Turismo tem para as comunidades no desenvolvimento econômico e social das regiões comunitárias no planejamento urbano é cada vez mais uma prática constante nas grandes metrópoles, no que diz respeito à sustentabilidade das atividades de lazer e turismo oferecidas pela cultura de cada povo, o que tornou-se objeto de estudo de especialistas, como áreas de estudo de importância capital para avaliar o desenvolvimento econômico, social e cultural das regiões urbanas, constituindo-se aqui o continente africano, a costa atlântica de Angola no município da Ilha de Luanda que tem um potencial enorme para o desenvolvimento do turismo, pela análise da pesquisa de campo usada para elaboração desta pesquisa e dos livros usados como subsídio bibliográfico na análise de autores como Pepetela, no seu livro intitulado ilha de luanda. editado em Luanda, 1990; Yázigi, através do seu livro intitulado, subsídios sobre o papel da fantasia no planejamento do turismo editado em São Paulo, pela editora Atlas, em 2000. e da metarmorfose que Santos, faz em seu livro intitulado metamorfose do espaço habitado editado igualmente em São Paulo, pela editora hucitec, em 1994, fornecedo para a autora desta pesquisa elementos para justificar o tema ora apresentado. salienta-se que a pesquisa envolveu tres etapas significativas, a saber, a da colheita de dados, a elaboração do projeto, a leitura dos principais autores usados como referencia para justificar o tema, e da montagem e elaboração da monografia.
Figura 2. Mapa da África, localização geográfica de Angola.
Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo de Angola 2006
O objetivo científico é colaborar para que a região ora citada possa se desenvolver e potencializar os recursos para o uso racional no emprego da atividade economica de exploração do turismo na região para aumento do Índice de Desenvolvimento Humano (IHD) das Nações Unidas a muito tempo proprocionado pelo PNUD em Angola, especificamente na região em estudo. Como aluna e estudante de turismo, tendo como meta trabalhar na área de hotelaria e turismo, é objeto prescindivel o estudo de um tema relacionado ao País que propoecione uma experiencia teórica para o estudante e pesquisador, familiarizando-se com os temas de turismo para o final do curso que se aproxima com a colação de grau, e que como exigencia curricular da Instituição de ensino me proporciona o diploma do curoso de graduação em Turismo. O método adotado para a elaboração da pesquisa é o de perguntas e resposta respaldado pelo discurso de levantamento de hipóteses que levem a responder uma grande parte das perguntas como: Como Diagnosticar o Turismo, no Planejamento Urbano da Ilha de Luanda?, e como propor algum tipo de inovação em função das demandas encontradas na região que impeçam o desenvolvimento do turismo? e o que impediu que o Turismo como principal atividade da região decaí-se a tal ponto que a população local (axiluandas) encontrasse dificuldades para escoamento dos produtos pesqueiros típicos da região para a rede de turismo, constituída por hotéis pousadas e casas de diversão que vinha se desenvolvendo na região durante as ultimas décadas. .Tal método é apresentado pelos autores Dencker (1998); e Gil, (2002). Basicamente o método de pesquisa é hipotético, constituindo-se de perguntas e respostas, com auxilio dos subsídios oferecidos pela pesquisa de campo efetuada pela pesquisadora, e pelos conceitos elaborados por vários especialistas em turismo, apresentados nas referências.
Figura 3 Mapa da Cidade de Luanda com a Ilha na extremidade de baixo
Fonte: INFOTUR Instituto de Fomento de Turismo. 2006
Na pesquisa ora apresentada, o principal atrativo é a cultura do povo da ilha de Luanda, os Axiluanda, que têm como principal atividade a pescaria, e venda de produtos do mar consumidos por todos os visitantes que chegam à Ilha, vendidos para toda a cidade de Luanda, e as províncias do interior do País, até para estrangeiros que chegam para fazer turismo não resistem à variedade de mariscos, que são vendidos ali, são levados comprar, desde os produtos do mar à arte do povo Axiluanda e seus costumes, que se transformaram num produto exportador no período áureo dos investimentos em turismo realizados pelos sucessivos governos, seja na, antiguidade, na colônia, e no pós independência, como no governo atual. O tema foi bem sugestivo por apresentar uma diversidade de hipóteses a serem explorados, ao longo da pesquisa, o que levou a realização de um questionário advindo de entrevistas feitas durante a pesquisa de campo, que acompanha o método bibliográfico, que fundamentou a monografia tornando-a científica e justificável, culturalmente, socialmente politicamente e economicamente. Uma das características de aprofundamento utilizadas para explorar a diversidade de hipóteses levantadas no diagnóstico do planejamento do turismo na ilha de Luanda, foi a objetividade com que se apresenta literalmente a atual Ilha de Luanda, e as atividades econômicas ligadas ao turismo ali desenvolvidas. A escolha do tema tem sua importância cronológica, uma vez que dentro do diagnóstico atual que se explora, o que outrora se fazia, para complementar o ciclo da vida econômica do povo Axiluanda, desde a antiguidade, sempre serviu para atrair qualquer visitante. A vida econômica dos povos ora apresentados, a partir da perspectiva econômica que associa cultura como principal ingrediente para atrair os visitantes, remontam a séculos anteriores a chegada dos portugueses na Ilha, como se pode constatar no contexto, e no conteúdo da pesquisa. Neste contexto o recorte cronológico não é ilimitado, e nem precisa ser estabelecido por regras metodológicas, levando o raciocínio do leitor, ao povoamento da Ilha até os dias de hoje, superficialmente retratando o processo histórico que acabou dando importância econômica e cultural ao seu povo. Pode-se constatar que os estrangeiros gostam de visitar e estar na Ilha de Luanda, quando chegam em Angola, porque podem tirar fotos recordando os momentos bons que viveram ali, e as experiências que viveram no intercâmbio cultural e econômico, com o povo Axiluanda. O exemplo está nas fotos que aparecem a seguir; onde, eles aparecem exibindo grandes peixes adquiridos no mercado de peixe local, ou diretamente com os pescadores Axiluandas, o que constitui-se o principal ingrediente atrativo do turismo ali desenvolvido. Neste estudo, o povo tem sua importância histórica na atividade turística da Ilha.
2 CONTEXTUALIZANDO O DIAGNOSTICO DO TURISMO NA ILHA DE LUANDA
Contextualizar o turismo num País jovem é diagnosticar a realidade que o País enfrentou depois de uma guerra de trinta anos. Marcas da guerra fria, ficaram na lembrança tanto dos que visitam a Ilha, assim como dos angolanos, no serviço de planejar novos dias para a história do turismo em Angola. É além disto, pensar na receptividade que os recintos turísticos que outrora apareciam nas manchetes de jornais e televisões do mundo inteiro, como uma das mais belas regiões da África austral, onde não se podia viajar por conta do conflito armado que Angola mergulhara entre 1961 inicio da luta armada, 1975, data da independência, e depois da independência, quando se assistiu, a uma guerra civil movida por interesses seja nacionais ou internacionais castigando o povo e privando profissionais de negócios, turistas, e outros profissionais ligados ao turismo de uma forma geral, em visitarem aquele País; e lá perspectivarem seus negócios apreciarem a paisagem vivenciando o lazer proporcionado pelas belas praias e recantos da Ilha, que é o nosso objeto de pesquisa, no diagnostico do turismo no planejamento urbano da cidade de Luanda. Nada que se pode fazer num País com guerra, pois por muito tempo, Angola, teve que se limitar a assistir suas cidades sendo arruinada por conta de interesses globais, ligados tanto a expansão da política internacional movida a partir do leste europeu, como pelo interesse capitalista, movido a partir do ocidente. Dum lado a Rússia, expandindo-se para a África, para implantar sua ideologia política, de outro o ocidente tentando manter os laços coloniais, estabelecidos desde a chegada dos colonos portugueses até à realização da conferência de Berlim, altura da divisão em territórios, da África, marcada pela destruição da cultura dos povos africanos. A homogeneidade do povo Axiluanda foi tão forte, que os laços culturais que unem o povo ao local foram mantidos coesos desde a chegada dos portugueses, a divisão da África na conferencia de Berlim, até a atualidade. Hoje, a ilha, convive com o urbanismo citadino da metrópole em que se constituiu Luanda, e a velha cultura Axiluanda, presente em toda orla da cidade de Luanda; misturando antiguidade, costume, economia, cultura e sociedade moderna, no que se resume no turismo que rende ao seu povo sobrevivência. Figura 4 Ponte da Ilha de Luanda, Porta de entrada o interior da Ilha.
Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo de Angola 2006
Neste contexto, é relevante lembrar ao leitor desta pesquisa, que o Diagnostico do Turismo, no Planejamento Urbano da Cidade de Luanda, tema e assunto desta monografia, é uma pesquisa que objetiva, diagnosticar planejar e propor novos investimentos para o turismo, no processo de urbanização da cidade de Luanda, buscando apagar as manchas deixadas pela guerra civil que assolou o País até 2000, tendo levado a decadência o número de turistas visitantes antes, durante e depois da guerra civil, ao país como aos locais específicos onde se pratica turismo, no caso concreto da Ilha de Luanda, a ser diagnosticada por este trabalho de pesquisa; justificando assim o tema escolhido pela pesquisadora. Na figura 3 pode-se constatar o mapa da cidade de Luanda, com a porta de entrada da Ilha, a ponte que liga a Ilha ao resto da cidade, a Fortaleza São Miguel, atual museu das Forças Armadas, e ao longo a avenida 4 de fevereiro até o porto de Luanda. Em plena colônia, não era reconhecida a potencialidade turística de Angola, particularmente as da ilha de Luanda, e o costume do seu povo era motivo de repressão por parte dos colonizadores portugueses, e a sua cultura em geral era desprezada, mas o seu desenvolvimento não se concrectizou devido a pouca atenção dada a este setor económico importante, para o desenvolvimento da provincia, que depende em grande parte destes investimentos. A participação da Ilha na economia da cidade de Luanda é de tal importância que o governo provincial deveria dar mais atenção ao seu planejamento. Tal situação é constatada quando se percebe os investimentos que vêm sendo feitos, para melhorar a vida seja do povo ou da cidade que depende do abastecimento, em peixe, pescado, e distribuído a partir da Ilha. As atividades econômicas desenvolvidas na ilha vão, desde a prática do turismo, nas suas mais diversas ramificações e formas, à manifestação, cultural e social, pesca de produtos marinhos, secagem do peixe, à distribuição e exportação para o resto do País, até para o exterior de Angola. Nas fotos mostradas acima onde estrangeiros exibem grandes peixes, eles foram para a exportação. A presença na ilha da representação política do ministério das pescas é uma evidencia da sua importância econômica para o País. A presença da diversidade pesqueira que é feita artesanalmente, respeitando o meio ambiente, é uma evidencia da educação cultural e cívica do povo Axiluanda. A diversidade cultural, e socioeconômica, do povo Axiluanda é um produto exportável, que funciona hoje, como atrativo turístico para quem visita a ilha, e proporciona aos seus moradores uma oportunidade de serem conhecidos pelo mundo inteiro. Para os Axiluandas, a cultura é tão importante que foi preservada mesmo que reprimida durante 400 anos. A chegada dos portugueses culminou com um período em que o zimbo e o libongo eram a moeda de troca usada pelo povo. Escrever e pesquisar sobre turismo na ilha, e não relatar a história do povo Axiluanda, é o mesmo que apagar da memória do povo angolano a história do seu povo e sua importância para a economia da região desde épocas remotas. É pena que isso só foi percebido depois de muito tempo de exploração a que foi submetido o povo africano em geral e em particular o povo da Ilha de Luanda. A rede hoteleira que hoje faz parte da modernidade da ilha convive com a antiguidade, onde se nota hotéis e casas antigas de velhos ilhéus pescadores que em tempos de comemorações dos rituais culturais e religiosos do povo se realizam com a presença de estrangeiros o que proporciona a ela ainda mais uma realidade histórica socioeconômica lendária, pela sua cultura sempre renovável que acompanha o seu povo desde o povoamento da Ilha à chegada dos colonialistas portugueses, até a rotura com os colonos, à chegada dos revolucionários no inicio da luta pela independência, aos anos da guerra fria, até os nossos dias. Tal complexidade sócio-cultural se revela quando a importância econômica, que permite a interconectividade com o mundo global parte de uma pequena região pela expressão dos costumes do seu povo, que exporta para o mundo, resultando numa atividade que contribui para o crescimento do PIB da cidade. Esta subjetividade econômica, encarada com seriedade faz da pesquisa um elemento potencial econômico no estudo do desenvolvimento do turismo na região austral da África. Instituições de renome global como o PNUD, a OMT e associações Internacionais de turismo no mundo inteiro estão atentos ao seu desenvolvimento regional e sua importância para a preservação da vida marinha, pela importância vital que se tornou os estudos do meio ambiente. É deste modo que se descreveu a história do turismo, olhando para a sua importância econômica para a região, e olhando para a sua importância cultural como fator primordial para manter ainda mais coesa a cultura axiluanda, e a sua educação cívica para a preservação do meio ecológico, na proteção de espécies marinhas, quase extintas. A sua urbanização esta tão evidente que, um estudo para diagnosticar e planejar seu futuro, como parte geográfica da cidade de Luanda se torna tão importante para todos que desejam ver a ilha produzir atividade cultural como meio para manter viva a vida seja do povo como a da biodiversidade ambiental do local. a rede Hoteleira, a amostragem dos dados geográficos, dos dados econômicos, e dos meios que tem para sobreviver estão descritos a seguir no item 2.1, que retrata a urbanização e presença da atividade econômica conciliada com atividade cultural para exportar costumes, e produtos marinhos ali adquiridos.
2.4 O processo de planejamento do turismo no contexto global
Planejar é o processo que se destina a produzir um ou mais futuros desejados. Seguindo este parâmetro, para planejar é necessário definir políticas e processos de implementação de equipamentos e atividades e seus respectivos prazos. Um planejamento turístico deve maximentar os benefícios sócio-econômicos e minimizar os custos, visando o bem estar da comunidade receptora e a rentabilidade dos empreendimentos do setor. A atividade turística possui, como a maior parte das atividades econômicas e sociais, a capacidade de promover impactos de ordem positiva e negativa. È baseado nisto que, diversos estudiosos vem se preocupando em tornar pública a importância da preservação e do planejamento, de forma concreta e permanente. Os incentivos à estimulação da efetiva parceria entre órgão de preservação e turismo são cada dia mais comuns. Isto por que o conceito de sustentabilidade vem tendo uma grande divulgação. De certo, convencer a comunidade da importância da preservação não é tarefa simples. Para isso, os planejadores necessitam mostrar, com exemplos reais, que com a revitalização a cultura é reforçada e que todos são beneficiados. O envolvimento da comunidade define o rumo do planejamento que, se não conta com apoio desta, está fadado a declinar. Cada tipo de recurso requer uma forma específica de intervenção. Existem áreas como parques naturais, que pedem preservação permanente, e que o turista possui áreas restritas de visitação, para garantir a sobrevivência das espécies. Com enorme crescimento nos últimos anos, o turismo tornou-se uma das áreas que mais oferecem novos empregos, contudo cresceu desordenadamente e agora necessita urgentemente de uma intervenção, para que áreas degradadas sejam recuperadas e áreas em perfeito estado sejam preservadas. Isso é o que chamamos de desenvolvimento turístico sustentável. De verdade, o que é desenvolvimento turístico sustentável? É um tipo de desenvolvimento que busca compatibilizar o atendimento das necessidades sociais e econômicas do ser humano com as necessidades de preservação do ambiente, dos recursos naturais, da cultura e costumes, de modo que assegure a sustentabilidade da vida na Terra. Esta é a forma mais viável para sairmos da rota da miséria, exclusão social e econômica, consumismo, desperdício e degradação ambiental em que a sociedade humana se encontra. Como vê-se, o turismo deve estar aliado ao conceito de preservação, pois os seus impactos negativos são devastadores e provocam inúmeros conflitos. Constatamos que os visitantes, governantes, população e empresariado estão mais sensíveis à questão da preservação. É inegável que o tema tem sido cada vez mais discutido, que criaram-se políticas específicas e que as pessoas estão mais sensibilizadas sobre essas questões. No entanto, o que se faz, ainda, é insuficiente para produzir mudanças de mentalidade que são necessárias. Cada vez mais sabemos que, para garantir a qualidade desta atividade, a solução é colocar em prática alguns dos principais objetivos do planejamento turístico: prover os incentivos necessários para estimular a implementação de equipamentos e serviços turísticos, tanto para as empresas públicas como para as privadas, minimizar a degradação dos locais e recursos sobre os quais o turismo se estrutura e proteger aqueles que são únicos, capacitar os vários serviços públicos para atividade turística, a fim de que se organizem e correspondam favoravelmente quando solicitados, garantir a introdução e o cumprimento dos padrões reguladores exigidos da iniciativa privada e garantir que a imagem da destinação se relacione com a proteção ambiental. O resultado esperado por parte dos órgãos planejadores do turismo é de que as cidades receptoras consigam a sustentabiliade econômica, preservem a cultura e o meio ambiente e garantam a aprovação por parte da comunidade. E é neste contexto que entra a interpretação do patrimônio, como aliada no processo de preservação, resgate de tradições e manutenção da memória local, especificamente na da Ilha de Luanda objeto de estudo desta pesquisa.
Figura 5. Mapa Mundo, com localização de Angola e Nigéria
Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo. 1999.
3 PLANEJAMENTO TURÍSTICO E A ILHA DE LUANDA
São muitas as Literaturas que tratam do tema Turismo na atualidade. O interesse crescente dos estudiosos por essa temática revela sua importância como fenômeno social, principalmente no momento atual, caracterizado por mudanças paradigmáticas nos contextos das relações humanas, onde os processos de desenvolvimento técnico – científico impõem o seu rigor. Nesse sentido está pesquisa tem como objetivo tecer considerações sobre algumas concepções dos significados de “Turismo” e “Turista” e as diversidades pouco consensuais observadas em torno de Seus significados. É também objetivo, deste trabalho, revelar alguns aspectos do significado do termo paisagem como elemento motivador de sua compreensão e percepção, tanto individual como coletiva dos processos de estimulação humanos, que estão no cerne da existência da atividade turística. Nesse sentido esse texto foi produzido a partir de considerações trabalhadas por diversos autores sobre a temática em foco, sendo tais considerações relacionadas as informações expostas pelo autores deste trabalho. Para conceituar o turismo é necessário conceituar o turista, porque ele é o agente principal do turismo: a concepção dos termos “turista” e “turismo” estão longe de receber uma definição de consenso. Pelo contrário, o tema tem sido alvo de calorosas discussões, existindo vários autores que têm procurado defini-los. Uma das conceituações mais antiga remonta ao ano de 1911, quando o economista austríaco Herman Von Schullard conceituou o turismo como sendo “a soma das operações, especialmente as de natureza econômica, diretamente relacionadas com a entrada, permanência e o deslocamento de estrangeiros para dentro e para fora de um país, cidade ou região”. (Oliveira, 1998, p.33)
Em 1942, os professores suíços Hunziker e Krapf formularam a seguinte definição para o turismo: “É a soma dos fenômenos das relações resultantes da viagem e da permanência de não residentes, na medida em que não leva à residência permanente e não está relacionada a nenhuma atividade remuneratória”. (Oliveira, 1998, p. 33)
Ainda, esta autora, citando a OMT, que considera o aspecto formal da atividade turística, elaborou a seguinte definição: Turismo é o fenômeno que ocorre quando um ou mais indivíduos se trasladam a um ou mais locais diferentes de sua residência habitual por um período maior que 24 horas e menor que 180 dias, sem participar dos mercados de trabalho e capital dos locais visitados. (1998, p.33) Já o pesquisador Mexicano Oscar de La Torre, citado por Barreto, num esforço de reelaboração do conceito de turismo utilizado pela OMT, considera que: ...o turismo é um fenômeno social que consiste nos deslocamentos voluntários e temporários de indivíduos ou grupos de pessoas que, fundamentalmente por motivos de recreação, descanso, cultura ou saúde, saem do seu local de residência habitual para outro, no qual não exercem nenhuma atividade lucrativa nem remunerada, gerando múltiplas inter-relações de importância social, econômico e cultural. (2000, p.13)
Tomada essa definição básica do turismo como exemplo, observa-se que a maioria dos autores leva em conta principalmente o seu aspecto formal, considerando, por exemplo, a quantidade de dias que um turista permanece num determinado lugar, ao passo que outros procuram analisar as motivações, os fatores determinante da escolha do local a ser visitado, a infra-estrutura de apoio ao turista, o atendimento a ele dispensado, a preparação e o planejamento destinado a esse setor. Sob esse ponto de vista, se um recurso natural não for dotado de infra-estrutura adequada – como, por exemplo, o canyon do São Francisco em Paulo Afonso-BA -, dificilmente se tornar um atrativo turístico.
No mundo, diversos são os tipos de turismo praticados, variando de acordo com as peculiaridades de cada região. Diante dessa diversidade, em se tratando dos tipos de turismo, a maioria dos autores admite as seguintes definições: turismo de férias, turismo cultural, turismo de negócios, turismo desportivo, turismo de saúde e turismo religioso. Outros tantos termos derivados dessas definições podem ser acrescidos a estes, a saber: Ecoturismo, Turismo de Aventura, Turismo pedagógico, Turismo Radical, só para citar alguns. Além dos tipos citados, outro fator também considerado. É a forma de se praticar o turismo que pode ser individual, grupal, organizado, receptivo e emissivo. Já o termo turista admite várias possibilidades de conceituação. A primeira delas foi elaborada, em 1936, pelo Comitê de Peritos em Estatística da Liga das Nações que tinha, como característica principal, o fato de considerar as atividades realizadas pelos turistas de maneira muito genérica e elástica. A duração da estada do turista inferior a 24 horas, por exemplo, era admitida como atividade praticada por turista. De modo geral, essa classificação não era totalmente correta, sendo mais utilizada para atender a necessidade de padronização exigida pelos membros das ligas. Além disso, essa classificação foi elaborada numa época que existia carência de dados para classificar o termo turista, sendo que, após análise, o próprio conselho resolveu tomar outra atitude, tornando mais rígidas as característica de classificação do termo turista, excluindo dessa categoria, as pessoas que exerciam atividades profissionais em países onde também residiam, os estudantes que residiam em pensionatos ou escola fora de seu local de origem, as pessoas que viviam em áreas fronteiriças e as pessoas cujas atividades eram muito itinerantes. (Andrade, 1998. P.42)
Lembra Ainda essa autora que no período entre as duas grandes guerras foram suspensos os estudos que visavam o aperfeiçoamento do conceito de turistas, tendo sido retomados em 1953, já havendo, no ano seguinte, uma conferência sobre Facilidades Alfandegárias para Turismo, realizada em Nova Iorque. Nesse sentido cabe indagar: quais as conclusões dessas conferências que se refletiram na atividade turística? Ou, ainda, qual o conceito que, na época, ela sustentava? A principal crítica feita, na época, recaía sobre a inclusão de jovens estudantes na categoria de turista. Essa questão foi resolvida, contradizendo a tendência até então vigente. A partir de então, a definição do conceito turista ganhou nova versão: Toda pessoa, sem distinção de raça, sexo, língua e religião, que ingresse no território de um Estado contratante diverso daquele em que tem residência habitual e nele permaneça pelo prazo mínimo de 24 horas e máximo de seis meses, no transcorrer de um período de 12 meses, com finalidade de turismo, recreio, esporte, saúde, motivos familiares, estudos, peregrinações religiosas ou negócios, mas sem propósito de imigração”. (Andrade, 1998. P. 42)
Na década seguinte, mais precisamente em 1963, houve uma Conferência sobre Viagens Internacionais e Turismo, quando foram reformulados os conceitos definidos em 1954, substituindo-se a expressão turista pelo termo visitante, a fim de propiciar maior elasticidade dos critérios estatísticos a serem aplicados. Assim, o termo “visitante” foi concebido como toda pessoa que visita um país que não seja o de residência habitual, excluindo-se as pessoas cujo exercício de uma profissão possa está sendo remunerada dentro do país que visita. (Carvalho, 1997. P.21).
Os visitantes são classificados em dois tipos: os turistas e os excursionistas . Os turistas “São visitantes temporários que permanecem pelo menos vinte e quatro horas no país visitado, cuja finalidade pode ser classificada sob um dos seguintes tópicos: lazer (recreação, férias, saúde, estudo, religião e esporte), negócios, família, missões e conferências”. (Oliveira, 1998. P-35) e continua a autora afirmando que os excursionistas “São visitantes temporários que permanecem menos de 24 horas no país visitado”. Dentre os dois, o primeiro é o tipo de visitante que mais interessa, pois são os seus gastos que produzem os efeitos mais marcantes sobre a economia do local receptor. Vale ressaltar ainda que, no segundo grupo, estão compreendidas as pessoas que participam de excursões de um dia e outras que cruzam as fronteiras com diversos fins, exceto o de exercer uma ocupação, bem como os passageiros de cruzeiros e os viajantes em trânsito, que não pernoitam no local visitado. No caso do município de Paulo Afonso - BA, essa é a categoria que corresponde ao visitante que demanda esse município oriundos das áreas vizinhas por ele polarizado, com objetivo de adquirir bens e serviços não acessíveis no seu município e/ou de realizarem excursões estudantis. Uma outra questão importante a ser levada em conta quando se pretende estudar o Turismo e os turistas se referem aos processos que envolvem a forma como esses agentes sociais percebem os lugares, as paisagens, pois cada pessoa tem uma forma peculiar de ver e/ou compreender as coisas como elas são. Santos (1994), referindo-se a diferentes formas de paisagem revela que “o aparelho cognitivo tem importância crucial nessa apreensão, pelo fato de que toda nossa educação, formal ou informal, é feita de forma seletiva, pessoas diferentes apresentam diversas versões do mesmo fato”. (1994, p.26). A sensibilidade de um experiente fotografo, por exemplo, poderá captar, numa visita a Paulo Afonso – BA, coisas que uma pessoa sem essa habilidade raramente perceberia; como também se percebe ao visitamos o espaço geográfico estudado nesta pesquisa; a Ilha de Luanda, objeto deste estudo, como aparece na figura 11.
Figura 6. O Interior da Ilha. Farol da Ilha de Luanda
Fonte: Ministério do Turismo e hotelaria de Angola 2006. O Interior da Ilha é arvorizado, mas os cuidados com meio ambiente ainda deixam a desejar. é necessário fazer um estudo de impacto ambiental para despoluis principalmente a Baía de Luanda que tem sofrido com despejos de esgotos seja da cidade ou de barcos que afundados ou fundeados na baia provocam seríos riscos a vida marinha naquele local. na figura 8 pode-se ver a baia.
Figura 7. vista da Baia de Luanda, ao fundo a Fortaleza São Miguel
Fonte: Ministério do Turismo e hotelaria de Angola 2006 As caracteristicas geograficas da ilha permitem que um estudo de impacto ambiental seja feito, pelas suas dimensões a 50 anos atraz e pelas dimensões que ela apresenta hoje. um outro assunto que chama a atenção dos estudiosos é o saneamento basíco, que mais uma vez merece atenção neste item, por já haver se falaod nisso, mas é importante resaltar que não há esgoto na ilha de luanda, e o sistema de abastecimento de agua potavel é precário, deixando seu povo a baira de epidemias como a colera e outras epidemias virais, o que tem sido focalizado pelos especialistas no estudo do saneamento básico. o sistema de recolha de lixo é outro assunto que tem destaque; pois um sistema de recolha de lixo deve ser implementado rapidamente porque os nativos procuram faze-lo de forma inadequada, enterrando muitas vezes plasticos, e material que não é biodegradavel o que põe em risco a vida dos proprios moradores que em alguns locais como no Lellu existem poços de agua salóbada, que em muitos casos pela carencia de agua potavel é usada para consumo dos povos nativos. os hoteis são obrigados a manter sistemas de reservatórios de agua para logos periódos de abastecimento racional decretado pelo governo da provincia. na Figura 9 pode-se ver o porto de Luanda, e ao fundo a Ilha de Luanda. Figura 8. porto de Luanda e ao fundo a Ilha de Luanda e o Farol.
Fonte: Ministério do Turismo e hotelaria de Angola 2006. A figura 10, mais uma vez a avenida 4 de fevereiro que leva à Ilha de Luanda, ve-se o erguer de arranha ceus para embelezar arquitetónicamente o que os luandenses consideram o cartão postal da cidade, a vista da avenida e da baía de luanda, convidativa e chamativa para o turista que não conhece a cidade, podendo se imprecionar com o cartão postal da cidade de Luanda. é um bela paisagem a baia de Luanda. Figura 9. vista da Baía de Luanda e parte da Avenida 4 de fevereiro.
Fonte: Ministério do Turismo e hotelaria de Angola 2006. Figura 10: A Ilha de Luanda.
Fonte: Ministério do Turismo e hotelaria de Angola 2006. Se há algo fundamental para a compreensão da atuação de turistas, esse algo é a paisagem, pois é ela o elemento básico de sua motivação. É a heterogeneidade das paisagens que fornece substância ao observador para perceber os instantes fotográficos por ele vividos e as heranças do passado no sentido da produção social do espaço, pois a paisagem é aquilo que os aparelhos sensitivos conseguem captar no olhar, no pegar, no cheirar. Um outro aspecto imbricado na função turística da paisagem são as representações oriundas da imaginação e/ou fantasias humanas, um recurso cada vez mais objeto de apropriação exagerada do capitalismo pós-moderno, da sociedade da imagem. Como bem afirma Santos (...) “quando a natureza cibernética ou sintética substitui a natureza analítica do passado, o processo de ocultação atinge seu auge”. (Santos, 1994, p.24). Nesse sentido, é possível perceber, pelo menos, duas dimensões que atuam de forma convergentes nas percepções subjacentes ao comportamento de turistas. A primeira refere-se ao apelo a irrealidade, onde a paisagem original é substituída por outra artificializada, reproduzida num nível de detalhamento tal que os elementos da realidade são totalmente recriados num jogo de faz de conta comandado pela semiótica das subjetivações.
Na realidade, o que se tem, isso sim, parece ser antes uma apropriação da fantasia e do espetáculo pelo capitalismo. (...) Ai a fantasia já vem sabiamente fabricada, porque chegou-se à sofisticação de pesquisar quais fantasias sensibilizam mais. Isto inicia um processo de jogo mais ou menos interativo, consentido. (Yázigi Eduardo, 2000. p. 271)
A outra dimensão denomina-se de paisagem indigna que representa o reverso da paisagem paradisíaca. As grandes e médias cidades brasileiras fortemente urbanizadas constituem-se num bom exemplo desse contexto. Nos subúrbios dessas cidades não raramente se encontram condições subumanas de sobrevivência, verdadeiros rebotalhos de áreas valorizadas. É o caso da cidade baixa em Salvador, onde se encontram favelas cujas condições sanitárias e de moradia são extremamente precárias. Na verdade, uma armadilha a ser evitada pelas estratégias de marketing turístico cujo objetivo é vender paisagens dignas e escamotear as indignas. Mesmo os bairros requintados das classes média-alta e alta, a exemplo de São Paulo, Rio de Janeiro, etc... , não se prestam como roteiros turísticos, visto constituírem-se em áreas fechadas e/ou isoladas do mundo exterior. No caso do município de Paulo Afonso-BA, não obstante a sua condição favorável no cenário regional e dos recentes esforços de reestruturação do seu sítio urbano, o que o coloca na condição de área de enclave econômico na grande interland do semi-árido nordestino, verifica-se que o seu entorno microrregional, caracterizado pela presença dos grandes lagos de enormes potencialidades turísticas, encontra-se estagnado pelo imenso abismo social que separa essa periferia da sua área central – o exemplo do município de Paulo Afonso-BA. Um dos reflexos dessa estagnação é a crescente violência que se instalou no ceio das comunidades que residem nas áreas remanescentes dos lagos formados pela construção das hidrelétricas naquela área. A solução do problema da paisagem indigna nessa área passa, portanto, pelo problema da miséria e pela efetiva execução de projetos que sejam valorativos do meio social e do meio natural onde a noção de desenvolvimento tenha como pressuposto fundamental a sustentabilidade dos atores sociais locais e do uso dos seus recursos.
O Turismo é movimento de pessoas, é um fenômeno social, econômico e cultural que envolve pessoas. É um ramo das ciências sociais e não das ciências econômicas, apesar de que esta última pode ser a razão de tal movimento, o turismo transcende as esferas das meras relações da balança comercial. O conceito de Turismo, segundo o dicionário Michaelis é: "Viagens realizadas, por prazer, a lugares que despertam interesse", já o dicionário Aurélio conceitua o verbete como: "Viagem ou excursão, feita por prazer, a locais que despertam interesse. 2. O movimento de turistas", finalmente o dicionário Michaelis conceitua o Turismo como: "Gosto das viagens. 2. Viagens realizadas, por prazer, a lugares que despertam interesse ". A tendência da humanidade, nos últimos séculos, é de se concentrar nos grandes núcleos urbanos, e, assim, criou-se a necessidade de se abster de tal neurose urbana, a procura de uma "fuga" do cotidiano caótico das cidades em busca de uma paisagem paradisíaca ou bucólica, onde a preocupação maior e com o NADA... Mas a definição acadêmica de Turismo, segundo a OMT é: "Movimento de pessoas a lugar diverso do qual habite por tempo inferior a 360 dias, desde que esta não realize atividades econômicas". Portanto Turismo é a realização de viagens para local diverso do qual a pessoa more, seja a lazer, passeio, negocio, religião ou outra atividade diversa da econômica. Daí a divergência sobre a correta utilização do termo "Turismo de negócios". O Turismo é a atividade do setor terciário que mais cresce (dentre as espécies, significativamente, o Ecoturismo) no mundo, movimentando, direta ou indiretamente mais de U$ 3,5 trilhões OMT (2001). É o meio lícito que mais movimenta dinheiro, atrás somente do narcotráfico e da indústria bélica (meios ilícitos). Tal ramo é de fundamental importância para o profissionalismo do setor turístico e necessário para a economia do Brasil, país com excelente potencial Turístico. Vale-se lembrar que o consumidor do produto turístico, no Brasil, está bem amparado no Direito positivo brasileiro, com uma das melhores legislações existentes através do Código de Defesa do Consumidor. O turismólogo é um cientista. Mas a ciência do TURISMO tem uma peculiaridade, pois para se promover/realizar o TURISMO é necessário o fator "ambiente/paisagem" sem a qual o Turismo não se realiza. Diante do fato exposto, para o turismólogo é necessário que se realize o "Turismo Sustentável", garantindo a preservação do meio ambiente, a participação da comunidade local e a continuidade (não "eternamente", mas com um tempo de aproveitamento indefinido) do recurso natural, minimizando os impactos gerados no meio ambiente, nas culturas locais, na fauna e na flora, idealizando uma consciência do usuário do produto turístico. Trabalhando assim, o turismólogo fará indiretamente para que os custos do produto TURISMO sejam mais acessíveis a outras classes econômicas societárias, fazendo com que num futuro próximo o TURISMO seja não mais um privilégio de uma minoria, mas sim um direito necessário de todos os cidadãos. Uma das atividades que mais tem crescido nos últimos aos é o turismo, mas para que esse fenômeno ocorra de forma produtiva e sustentável, é necessário que a localidade turística em estudo possua condições de desenvolver alguns pontos fundamentais, como, saneamento básico, transporte coletivo, meios de hospedagem, pontos de informação turística, restaurantes, hotéis, condições de lazer e outros sendo estes itens fundamentais para um bom planejamento turístico. Para BENI (1963, p.67) turistas:
São visitantes temporários que permanecem pelo menos vinte e quatro horas no país visitado, cuja finalidade de viagem pode ser classificada sob um dos seguintes tópicos: lazer, (recriação, férias, saúde, estudo, religião e esporte) negócio, família missões e conferencias.
O turismo depende fortemente da utilização dos recursos naturais e culturais cuja aproveitamento pode provocar alterações ou mesmo destruições desses mesmos recursos: são os recursos naturais que fundamentam o desenvolvimento turístico mas este pode destruí-los, destruindo-se ou enfraquecendo-se a si próprio e, se o desenvolvimento do turismo não defender e preservar os valores que lhe dão origem, origina-se um processo de autofagia que corrói as suas bases essenciais. Coloca-se, portanto, o problema da adequação entre a capacidade dos locais e a freqüência dos visitantes, em particular, em certas zonas privilegiadas ou frágeis. Trata-se, por isso, definir os fluxos ótimos susceptíveis de corresponder às potencialidades dos locais a fim de evitar ultrapassar o limiar de degradação. O consumo turístico é um agregado, expresso em termos monetários, resultante das despesas derivadas da procura de bens e serviços turísticos, podendo ser definida como o valor do conjunto dos bens e serviços consumidos pelos turistas durante a sua deslocação e permanência ou com vista à sua deslocação, bem como os serviços prestados pelos organismos que concorrem diretamente para o desenvolvimento turístico. Beni (1963). Nesta acepção, são consideradas despesas de consumo turístico não só as que efetuadas durante a deslocação (transportes, por exemplo) e que destino (alojamento e outros), mas também as que ocorrem antes da deslocação com vista a esta (despesas com passaportes, compras de equipamentos, utilizados no destino), bem como despesas efetuadas pela administração pública com vista ao desenvolvimento turístico( despesas de promoção, postos de informação, etc.). No entanto, na análise a que a seguir se procede considerar-se-á apenas o consumo turístico das famílias nas suas deslocações que, dadas as características da atividade, equivale à quase totalidade do volume de produção porque em turismo só se produz aquilo que se consome. Beni (1963). Os consumos turísticos distribuem-se por um vasto conjunto de bens e serviços não sendo fácil proceder à sua identificação porque a qualificação de um consumo é função da qualificação do sujeito (o turismo) que o realiza. A aquisição de selos do correio não é, pela sua natureza, um consumo turístico, mas sê-lo-á se o adquirente for um turista, não sendo, porém, possível determinar, no conjunto do volume de vendas dos correios, qual a parte que corresponde a um consumo turístico. A procura turística global é influenciada por um conjunto de fatores que atuam no sentido positivo ou negativo contribuindo para o seu aumento ou para a sua diminuição. A este conjunto de fatores dá-se o nome de determinantes da procura turística e define-se pela combinação de um certo número de fatores econômicos, socioeconômicos, psico-sociológicos, demográficos e geográficos. Os fatores econômicos têm uma influencia decisiva sobre a evolução do turismo existindo uma relação estreita entre a situação econômica e as tendências do turismo. É o aumento do rendimento e a melhoria do nível de vida, devidos ao crescimento econômico, que provoca o crescimento do turismo. A marcha do desenvolvimento das últimas décadas revela não só um crescimento econômico sem precedentes, apesar das perturbações e crises que o mundo tem atravessado, como também um sentido universal que leva a que abranja, cada vez mais, vasta camadas populacionais, com efeito, os países em desenvolvimento caminham agora três vezes mais rapidamente do que os países industrializados no século passado e enquanto, em 1960, cerca de 70% da humanidade sobrevivia em condições humanas deploráveis, atualmente 30% está nessas condições.. A parcela da população mundial que goza de níveis satisfatório de desenvolvimento humano cresceu muito em 1992, e a riqueza das nações multiplicou-se nesse período, levando a que o rendimento per capita tenha triplicado apesar da duplicação da população. Beni (1963). Ao longo dos últimos cinqüenta anos, o aumento, em termos reais, da riqueza dos países industrializados traduziu-se por um desenvolvimento contínuo da partida para férias, tudo levando a concluir que o mesmo se passará com os países que vão ascendendo a níveis de vida mais elevados. Esta tendência, profundamente enraizada nas mentalidade, corresponde, a longo, prazo, a uma concepção das férias como uma “necessidade” e não como um “luxo”. A influencia do desenvolvimento econômico sobre o turismo opera-se, tanto pelo lado da oferta, isto é, pelo desenvolvimento das atividades turísticas, como pelo lado da procura. Em relação ao desenvolvimento das atividades turísticas, a expansão econômica proporciona fluxos de capital que podem ser dirigidas para a criação de equipamentos e infra-estruturas turísticas, mas a recessão, pelo contrário, inibe o capital que tende a refugiar-se em aplicações de pouco risco. Em relação à procura, o crescimento econômico, gerando riqueza, aumenta as disponibilidades para o consumo de bens e serviços não indispensáveis às necessidades vitais, como é o caso do turismo, mas a recessão dos rendimentos, reduz a procura turística. O aumento do rendimento pessoal permite uma maior participação dos consumidores de nível de rendimento elevado na atividade e nas despesas turísticas e maiores possibilidades de acesso às viagens a ao turismo por parte dos consumidores de rendimento menos elevado. Esta verificação levanta a questão da influencia da distribuição do rendimento no desenvolvimento do turismo: em todas as sociedades em que existe uma desigual distribuição da riqueza haverá grupos que têm o privilégio de fazer turismo, enquanto outros apenas poderão satisfazer as suas necessidades vitais. Quando mais igualitária for a distribuição de riqueza maior capacidade existirá para fazer turismo. No entanto, esta afirmação só é válida para determinados níveis de rendimento visto que, se numa sociedade existisse um baixo nível de riqueza, a eqüitativa distribuição de rendimento impossibilitaria a existência de grupos capazes de viajar e, neste caso, não existiria procura turística. O cada vez maior número de países que ultrapassa o nível de subdesenvolvimento, aliado ao fato de as conquistas sociais e políticas diminuírem o grau de concentração da riqueza, conduz a um aumento das correntes turísticas nacionais e internacionais. A oferta turística, e, em particular, alguns dos seus elementos integrantes, só é objeto de procura quando engloba num produto concreto criado para responder a necessidades concretas, objetivas ou subjetivas, dos consumidores turísticos. Um hotel, pela sua qualidade, pela fama que alcançou ou pelo valor histórico ou arquitetônico que possui, pode atrair muitas pessoas e ser procurado por aquilo que por só representa, mas a atividade hoteleira, como componente essencial da oferta turística, depende, fundamentalmente, da sua integração num produto turístico. Na época do turismo individualizado, da viagem, o estacionamento hoteleiro era objeto de uma procura concreta e o viajante estava condicionado pela existência de alojamento: viajava para onde existiam hotéis. Com a massificação do turismo e a predominância das viagens organizadas, o hotel passou a fazer parte de um produto integrado e, como tal, objeto de comercialização. O mesmo se passa com outros componentes da oferta cuja exploração depende do êxito ou inêxito do produto em que se integra. O mercado turístico nasce pela existência de bens e serviços que são oferecidos a pessoas ou a grupos de pessoas que integram a procura turística, diretamente ou através de intermediários. Os turistas, que se deslocam individualmente ou em grupos, adquirem o direito a usufruir o bem ou serviço turístico, quer no local de produção deste, quer no local da sua venda, mas o consumo terá sempre de ser realizar no local de produção, isto é, geograficamente, as áreas de produção e de consumo são sempre coincidentes. Contrariamente ao que acontece nos outros mercados a distribuição não tem por objetivo colocar os produtos à disposição dos consumidores, mas antes facultar-lhes a aquisição do direito ao consumo: a distribuição turística não há entrega do produto mas, sim, a do direito ao usufruto de um bem ou serviço disponível em local diferente daquele onde reside o consumidor. Neste sentido, o mercado turístico é um mercado atípico. Segundo RUSHMANN,(1990,p.33): Planejamento é uma atividade que envolve a intenção de estabelecer condições favoráveis para alcançar objetivos propostas. Ele tem pôr objetivos aprovisionamento de facilidades serviços para que uma comunidade atenda seus desejos e necessidades ou então, o desenvolvimento de estratégias que permitam a uma organização comercial visualizar oportunidades lucros em determinados seguimentos de mercado. Comercialização do produto com vista ao lucro (negócio). O planejamento também visa mostra que, a participação da comunidade na realização da obra turística na localidade e de extrema importância, se todos colaborarem, este riscos se tornam menores, pois cada um ajuda a cuidar daquilo que trará seu próprio beneficio, como exemplo, ajudando a preservar os atrativos, não quebrando, pichado, e não deixando que outros venham a cometer tal destruição. E mesmo que os riscos e desvantagens existam, os benefícios trazidos ao município se sobressairão diante dos pontos negativos se administradas de forma correta e eficaz, diminuído o desemprego já que muitos empreendimentos serão inaugurados, com isso reduzirá também a criminalidade e violência, pois muitos se ocuparão de forma digna nas novas atividades turísticas, além de aumento da renda familiar fará com que as pessoas consumam mais movimentando todos os setores da economia local. O planejamento de uma organização comercial (privada) tem como objetivo principal o lucro, que pode ser medido objetivamente, ao passo que os órgãos públicos não visam lucros, e seus resultados não podem ser medidos por indicadores quantitativos. Diante da amplitude e da variedade das ações de cada setores, a abordagem deste estuda se concentra no planejamento turístico nas organizações públicas que, para alcançar seus objetivos, necessitam da colaboração das empresas privada, atuando direta ou indiretamente no desenvolvimento da atividade. No turismo cabe ao estado zelar pelo planejamento e pela legislação necessários ao desenvolvimento da infra-estrutura básica que proporcionará o bem-estar da população residente e dos turistas. Além disso, deve zelar pela proteção e conservação do patrimônio ambiental (natural, psico-social e cultural) e criar condições que facilitem e regulamentem o funcionamento dos serviços e equipamentos nas destinações, necessários ao atendimento dos desejos dos turistas, geralmente, a cargo de empresas privadas. Os objetivos do planejamento conduzem a mudanças estruturais de realidades existentes, visando, geralmente, ao crescimento econômico acelerado. Os objetivos básicos indicam “aonde” se quer chegar e são expressos em termos qualitativos. No planejamento econômico, e muitas vezes no turismo, os planos sofrem grande influencia política. Os objetivos do planejamento turístico podem envolver localidades, regiões, países e até continentes, e envolvem tanto órgãos públicos e empresas privadas desse ramo de atividade, como também fatores influenciadores em todos os níveis. Para PETROCCHI, (1992,p.67) conceitua planejamento como:
Conceitua como determinação antecipada dos objetivos a serem atingidos e os meios pêlos quais esses objetivos devem ser atingidos. Previsão de atuações e estratégias para alcançar os objetivos (visão antecipada dos resultados). A função administrativa determina antecipadamente o que se deve fazer e quais os objetivos serem atingidos.
Segundo (Petrocchi, 2001), o planejamento tem ainda por finalidade definir as decisões básicas que articulam as políticas turísticas de um estado, região, município, ou seja, estabelecer as diretrizes que orientarão as decisões para o desenvolvimento do turismo, o tipo de turismo que se quer promover, os mercados, as metas a alcançar e as estratégias dos programas de ações. O planejamento da coerência e convergências as atividades em prol do crescimento do turismo. Alem disso, deve converter recursos naturais em recursos turísticos, ordenando o território e melhorando as infra-estruturas, equipamentos, serviços, promoções e preservação do meio ambiente físico, natural e urbano, buscando a elevação da qualidade da oferta turística, em sua forma mais abrangente, coordenando ações, recursos e instrumentos técnicos de forma a estimular as áreas receptoras a atender ás necessidades e desejos do consumo de lazer. Uma das principais dificuldades para a implantação de um projeto global de desenvolvimento turístico em localidades receptoras é a total ausência do encadeamento e da gestão local da atividade, que permita ação de agentes do turismo, públicos ou privados, que faça prevalecer a noção de empresa, extensiva a toda a localidade. Isto é, a localidade passa a ser o produto posto no mercado, sem considerar seus recursos e equipamento de forma isolada. Comercialmente, essa postura pode parecer vantajosa, uma vez que reduz os custo da divulgação, porém, o ambiente, pode favorecer as estratégias de certos grupos de proprietários de imóveis, de hoteleiros, de agentes imobiliários, de comerciantes, de proprietários de residências secundárias etc.
3.1 O turismo e Meio Ambiente.
A inter-relação entre o turismo e meio ambiente é incontestável, uma vez que este último constitui a “matéria prima” da atividade. A deterioração das condições de vida nos grandes conglomerados urbanos faz com que um número cada vez maior de pessoas procure, nas férias e nos fins de semana, as regiões com beleza natural. O contato com a natureza constitui, atualmente, uma das maiores motivações das viagens de lazer e as conseqüências do fluxo em massa de turismo para esses locais extremamente sensíveis, tais como praias e as montanhas devem necessariamente ser avaliadas e seus efeitos negativos, evitados, antes que esse valioso patrimônio da humanidade se degrade irremediavelmente. A deterioração dos ambientes urbanos pela poluição sonora, visual e atmosférica, a violência, os congestionamentos e as doenças provocadas pelo desgaste psicofísico das pessoas são as causas da “fuga das cidades” e da “busca do verde” nas viagens de férias e de fim de semana. Nessas ocasiões, o homem urbano, agredido em seu próprio meio, passa a agredir os ambientes alheios. Trata-se de um círculo vicioso que é preciso romper por meio de planejamento dos centros urbanos e de medidas enérgicas que visem à conscientização para a preservação dos meios naturais, promovendo a sua conservação e perenização. Oliveira (1998). O turismo e o meio ambiente não têm se caracterizado por um relacionamento harmonioso. Os responsáveis pelo turismo e pelo ambiente têm consciência dos problemas difíceis e conflitantes que têm em comum; e, isso, devem criar condições e proposições para melhor administrar essa situação no futuro. Os agentes terão de atuar de forma criativa e firme sobre os novos turistas, geralmente financeiramente privilegiados, com disponibilidades de tempo na baixa estação e interessados em produtos turísticos de qualidade e na convivência estreita com a natureza . Como agentes do desenvolvimento do turismo, consideram-se não apenas os responsáveis pela oferta turística (alojamento, restaurantes, agentes/operadores, transportes etc), mas também pelos turistas, pela população das localidades receptoras, pelo meio natural e sociocultural nos quais a atividade ocorre, e os responsáveis pela atratividade das destinações, além, evidentemente, do estado –proprietário dos espaço. Esses componentes são estreitamente relacionados e altamente interdependentes, pois a falta ou o mau funcionamento de um deles pode inviabilizar, pois a comercialização do produto. Atualmente, diante da importância crescente da atividade – tanto na economia das destinações, na vida das comunidades receptoras e na dos turistas como em relação aos impactos da atividade, principalmente do turismo de massa sobre o meio ambiente natural -, faz-se presente em todas as reuniões e científicas do setor a discussão sobre novas formas de turismo. Constatou-se que o turismo de massa – que se caracteriza pelo deslocamento de grande número de pessoas para os mesmo lugares nas mesmas épocas do ano – e o conseqüente superdimensionamento dos equipamentos receptivos para atendê-los não tem trazido a rentabilidade esperada devido, principalmente, à sazonalidade desses fluxos. Além disso, o fluxo de grande número de pessoas tem contribuído para agressões socioculturais nas comunidades receptoras e para a origem de danos, às vezes irreversíveis, nos recursos naturais. Oliveira (1998). Os equipamentos e serviços instalados para atender o turismo de massa provocam uma série de efeitos negativos sobre o meio ambiente: a destruição da cobertura vegetal do solo, a devastação das florestas, a erosão das encostas, a ameaça de extinção de várias espécies da fauna e da flora, a poluição sonora, a visual e a atmosférica, além da contaminação das águas de rios, lagos, e oceanos. Entretanto, é preciso ressaltar que o turismo não é o único culpado das agressões à natureza. Os desastres ecológicos provocados pelo vazamento de petróleo no oceano, as queimadas das florestas realizadas para utilização do solo para outros fins, os riscos potenciais das usinas nucleares, os gases tóxicos etc. põem em risco a sobrevivência do homem no planeta, tornando os efeitos negativos do turismo até insignificantes. Porém, essa constatação não isenta a atividade e os profissionais do setor da responsabilidade de preservação ambiental, pois, caso não haja preocupação com os destinos da humanidade, haverá certamente com a preservação da matéria-prima da atividade: a natureza. Por isso, torna-se imprescindível estimular o desenvolvimento harmonioso e coordenado do turismo; se não houver equilíbrio com o meio ambiente, a atividade turística comprometerá sua própria sobrevivência. Oliveira (1998). Grande parte dos serviços turísticos é prestada pelo setor privado da economia e os incentivos mercadológicos têm contribuído significativamente para o seu crescimento. Entretanto, os mecanismos de mercado por si só não impedem que a degradação ambiental ocorra, motivada pelos seguintes fatores: • O mercado geralmente funciona com uma visão de curto prazo, ao passo que as conseqüências ambientais se manifestam a longo prazo; • O mercado não te condições de medir as modificações que ocorrem nos múltiplos componentes que garantem a qualidade do meio ambiente; e quando possui essas informações não as revela; • Existem bens ambientais que devem ser preservados apesar do seu potencial para o turismo; correspondem a ecossistemas valiosos, paisagens, sítios únicos, monumentos da natureza etc.
3.2 Panorama da Ilha de Luanda
Capital localizada no noroeste de Angola, Luanda é a província de conexão do Pais com a rede econômica e política global. Situada em território protegido pelas águas calmas da baía, a cidade tem na Ilha de Luanda um elemento fundamental na constituição e consolidação de sua paisagem e de suas atividades econômicas, principalmente no que se refere à proteção do principal porto de Angola.
Figura 11. Mapa da Ilha de Luanda com a Baía
Fonte: Ministério da Hotelaria e Turismo. 2006 Composto por nove municípios, Luanda expressa no cotidiano urbano a pressa simultânea do desenvolvimento e da recuperação de seu patrimônio natural e histórico. Como porção do município das Ingombotas, na província de Luanda, a Ilha de Luanda é parte desta complexa história natural que modificou continuamente o litoral de Angola. Sua constante transformação morfológica tem relação direta com as correntes marítimas e com a dinâmica de sedimentação das bacias hidrográficas, com destaque para a foz do rio Cuanza. Amaral (1988). Localizada entre os rios Bengo e Cuanza, a Ilha compõe juntamente com Mussulo uma faixa de areia extremamente dinâmica, cuja função histórica passou gradativamente de barreira de proteção para uma paisagem turística privilegiada. Esta acumulação geológica, depositada paralelamente ao litoral de Luanda, é também um acúmulo de tempos e simbologias da África. Trata-se de um mosaico de atividades culturais e econômicas, inserido na riqueza e na dinâmica social deste Continente. Os impactos resultantes dos eventos históricos no território de Angola se refletiram diretamente na sua ocupação e paisagem tanto pelos seus efeitos positivos representados pelas trocas e econômicas e culturais quanto pelo impacto negativo de migração desordenada. A Ilha desempenhou diversas funções ao longo do tempo. Hoje, após o período critico dos conflitos de guerra, encontra-se inserida na dinâmica de requalificação urbana e restauração da imagem de Luanda. Sua relação histórica com a parte continental é fortalecida pela proximidade geográfica e pelo intercâmbio comercial tradicional e intenso que conecta estas duas regiões, parte pela comercialização de pescados, parte em função dos moradores da Ilha que trabalham na cidade baixa, mas principalmente por se afirmar como local de lazer, descanso ou reflexão em frente ao mar. Cabe destacar o crescimento do turismo, que é resultado do significativo conjunto de atrativos, com forte caraterística de complementaridade, que existe no entorno da baía de Luanda, no conjunto formado pela cidade baixa e pela Ilha. Embora profundamente impatada pela migração intensa dos últimos anos, possui um tempo distinto e ainda atrativo da comunidade angolana e de turistas estrangeiros. Nos seus seis quilômetros e meio de comprimento, numa largura que varia entre cem e quatrocentos e cinqüenta metros, a Ilha de Luanda possui contato direto com a cidade por meio da nova ponte que conecta a avenida Quatro de Fevereiro com a avenida Mortala Mohamed, que se encontra pavimentada em toda A sua extensão até o ponto final. Sua inserção na dinâmica crescente da região de Luanda é colocada novamente como portal simbólico de Angola. Em continuidade com a cidade, abraça a baía de Luanda, constituindo-se como ponto de vista e de proteção do patrimônio histórico e cultural da província. Amaral (1988).
3. 3 História da Ilha de Luanda
O povoamento, seus rituais e o desenvolvimento das atividades econômicas na Ilha de Luanda antecedem os marcos coloniais e os primeiros contatos entre o complexo cultural dos Ambundo (povo antigos) e os viajantes portugueses. No entanto, a fração da história foi escrita e conhecida desde as primeiras missões portuguesas no local e as relações estabelecidas com a comunidade da Ilha. Há bastante controvérsia sobre a origem étnica e mesmo a respeito do nome dos habitantes da Ilha (Axiluandas). Pepetela (1990, p.5) conta que alguns autores apontam sua origem no povo do Congo, enquanto outros a definem como parte da cultura dos Ambundo. Duarte (1989) reforça a segunda hipótese. Em relação ao nome, de acordo com os estudos e as possíveis interpretações lingüísticas, Axiluandas significa “gente da terra de Luanda”, deixado da terra (significando povo que deixou o continente), lançador de rede (Luanda, rede), entre outros. De acordo com os estudos geográficos, a primeira viagem identificada na região, como objetivo de ocupação efetiva de Angola, refere-se à campanha do navegador português Paulo Dias de Novais. Este, após receber de D.Sebastião a doação do Reino de Angola e ser nomeado seu primeiro governador e capitão - general. Pepetela (1990 p.12).
Partiu de Lisboa em vinte e três de Setembro de 1574, comandando uma armada de nove vela de alto bordo, com tanta gente, de armas, munições, e oficiais como requeria negociar sem lhe ser incomodado da fazenda por causa de quatro religiosos da companhia de Jesus, que fundariam a missão de Angola. No dia onze de Fevereiro do ano seguinte chegou à vista da barra do Cuanza, onde já estive pela primeira vez em Maio de mil quinhentos e sessenta, costeou mais para o norte e entrou, pela barra da corimba, na baia de águas calmas protegidas do oceano pela restinga longa e estreita de areias. AMARAL, (1968,p.16).
A Ilha encontrava-se habilitada e sob domínio do rei Congo, cumprindo função específica de fornecimento da moeda oficial deste reino. Nesta Ilha, feudo do rei do Congo, que dela retirava o Zimbo (búzio pequeníssimo que corria como dinheiro), viviam cerca de três mil pretos em seis ou sete povoações, e quarenta portugueses fugidos do Congo. Nela desembarcou Paulo Dias de Novais com a sua gente (cerca de setecentos homens, dos quais a metade eram soldados) e aí permaneceu até meados de 1476, quando se recolheu com os conquistadores e padres a um morro e cada um ficou no lugar onde se acomodou por não ser a Ilha, estreita língua de areia, lugar favorável para capital da conquista Amaral, (1968). Nestes anos de início da ocupação portuguesa, os habitantes da Ilha permaneceram em ritmo próprio, continuando suas atividades de recolha do Zimbo e da pesca. Esta última, sendo intensificada gradativamente para atender a cidade que se constituía a poucos metros no Continente, denominada (Vila de São Paulo), núcleo embrionário de Luanda. Os Axiluandas permaneceram este primeiro período da ocupação portuguesa desenvolvendo normalmente suas atividades em relação ao reino do Congo. No entanto, com a ocupação holandesa e, em seguida, com o retorno a Luanda, os moradores (Axiluandas) sofreram vários castigos, sendo repreendidos pelo governador Salvador Correia, que chefiou tal reconquista. Amaral, (1968). A Ilha, até 1648 permaneceu como feudo do rei do Congo, que dela extraía o Zimbo. Salvador Correia de Sá e Benevides confiscou e impôs servidão aos seus habitantes, como castigo por terem colaborado com os holandeses na ocupação e domínio da cidade. Amaral, (1968). Desta repreensão iniciada em 1648, resultou a fuga de vários habitantes da Ilha e como conseqüência o impacto considerável na economia e abastecimento de pesca na região. Segundo Pepetela (1990, p.6), este evento marca declínio do mercado de peixes em Luanda, que em período anterior era atendido completamente pelos pescadores da Ilha. Amaral, (1968). Antes deste momento e da fuga dos habitantes locais, havia cerca de três mil habitantes distribuídos em sete povoados Amaral, (1968, p.16). Após o término deste castigo, em 1871, quase dois séculos depois, a população local era composta por aproximadamente duas mil pessoas. Juntamente com o relato sobre a dinâmica populacional, Ilido do Amaral (1986) traz informações preciosas sobre a ocupação da Ilha na época e o interesse despertado como local de descanso para os moradores de Luanda. Teve igrejas e fortes: a ermida do desterro e o Forte de S. Fernando (1642), junto da barra da Corimba; uma capela dos jesuítas; a paroquial de Nossa Senhora do Cabo, construída em 1679, foi reconstruída em 1870; o Forte de Nossa Senhora da Flor da Rosa, na ponte da Ilha, à entrada do porto; e desde cedo atraiu os habitantes mais abastados da cidade, que nela passavam o período mais quente do ano. Já em 1940 (Amaral, 1968) relata que a população local não ia além de 2370 habitantes e em 1973, nos três aldeamentos da Ilha do Cabo, viviam 2880 indivíduos: 1103 em Lellu, 158 na ponta e duzentos e vinte sete, na Salga. Parte deste total era formada por imigrantes de outras regiões, também ligados a atividades de pesca, aproximadamente quietos e setenta e um estranhos A partir dos anos quarenta, grande parte da faixa de areia que constituía a Ilha desapareceu ou foi fragmentada por fenômenos naturais intensificados no período. Tais fenômenos, sobretudo ondas e ventos intensos, condicionaram o desalojamento da população local, processo denominado de “disparo muxiluanda” Pepetela, (1989). A floresta da Ilha, segundo professores da Universidade Agostinho Neto, fez parte do conjunto de intervenções juntamente com os espigões, iniciados na década de cinqüenta, que objetivaram interromper o processo erosivo que fragmentava a Ilha. Este processo mudou completamente a paisagem, criando enormes praias que não existiam anteriormente Houve também outra interferência importante que foi o fechamento da passagem das águas, quando da construção da ponte. Isto mudou o movimento das marés e provavelmente tem muito a ver com o assoreamento da baía. Estas interferências são definidoras da conformação atual da Ilha e da baía. Amaral, (1968). Após 1975, os eventos que sucederam a libertação de Angola mergulharam o País em crise. A Ilha de Luanda sofreu, como outros pontos do País, o impacto da guerra e da fuga migratória do interior do País e de outras comunidades litorâneas em direção à província de Luanda. Este novo momento da Ilha, que inclui a degradação de sua estrutura e paisagem, incorpora também os esforços do Governo da província na sua recuperação e a vontade dos ilhéus em conservar sua memória neste processo reivindicado por todos, tanto moradores e não moradores, juntamente com a requalificação dos seus espaços.
3.4 Estado do turismo na ilha de Luanda O estado de desenvolvimento atual do turismo na ilha de Luanda, é demonstrado pelos dados estatísticos que de seguida iremos demonstrar. Em Luanda, na Ilha especificamente não é difícil encontrar esplanadas e restaurantes onde são servidas refeições típicas (caldeirada de cabrito, muamba de galinha e dendém, calulu de peixe, mufete, etc.) ou pratos tradicionais de origem européia (cozinha internacional), entre outras especiarias encontram-se ainda comidas típicas de outras culturas africanas radicadas na capital que acorrem à ilha para lá fazerem seus negócios e assim proporcionarem turismo e lazer a seus visitantes. O Carnaval, é tradicionalmente o grande evento cultural animado, fazendo parte da vida da cidade, e da Ilha, na sua conhecida Escola carnavalesca União Mundo da Ilha, dançando o semba e a rebita danças da cultura local, que é recordista e vencedor de quase todos os carnavais realizados alí, bem como a festa religiosa da Kianda de 28 a 30 de Novembro, que tem um significado simbólico dos povos axilunadas, muxiluandas, camundogos, e luandas, todos estes pertencentes a etnia quimbundo. os muxiluandas ou axiluanda, ou ainda camundogos são um grupo etnico coeso, que vive especialmente pesca de especiarias do mar sua principal economia de troca com outras etnias, e da renda de produtos marinhos. os homens são naturalmente pescadores e artesões, tecelões de redes de pesca e gaiolas para pescar siris, lagostas, camarão, e outros mariscos, que são repassados para suas esposas que os levam para nos mercados de peixe distribuidos pela Ilha, e pela cidade de Luanda, mais frequentemente o peixe trazido pelos pescadores é distribuido para um grupo de kitandeiras ou quitandeiras, revendedoras de peixe nos mercados de luanda, com destaque para o mercado do Kinaxixi, no centro de Luanda.
Figura 12 Coperativa de pescadores em alto mar na costa atlántica perto da Ilha de Luanda
Fonte: Infotur. Ministério do Turismo e Hotelaria de Angola 2006 São geralmente esposas ou senhoras reuniudas em coperativas, que compram o peixe no atacado, intermediando a venda do peixe no atacado e no varejo entre o pescador e os mercados ou os hoteis, pousadas, ou estabelecimentos comerciais como pexearias, seja da Ilha de Luanda ou da cidade de Luanda, ou fora dela, no interior, peixe muitas vezes salgado e seco ao sol que segue para o interior de Angola, onde é ditribuido nas variadas regiões. são elas tambem que intermedeam a venda do sal produzido na ilha do cacuaco, para pequenos estabelecimentos. na figura 3 pode-se ver um trage típico de uma axiluanda, vestida para o dia a dia e para o trabalho de kitandeira ou vendedora de peixe, ou seja atravessadora entre os fornecedores e revendedores, ou revendoras espalhadas pela cidade e até pelo País inteiro.
Figura 13. Boneca representando o vestuário da kitandeira (revendedora de peixe
Fonte: Infotur. Ministério do Turismo e Hotelaria de Angola 2006 A kianda é nome de uma deusa do mar (sereia) que para alegrar ela quando o mar fica com ondas muoto altas e muitas reçacas, os axiluandas fazem uma cerimonia para agradar não só a Kianda mas todos os deuses e deusas do mar, que na tradição quimbundo são responsaveis pelo sucesso profissional dos pesacadores: é realizada no mês de novembro, quando as correntes frias e quentes vindas do oceano atlantico agitam o mar e provocam ondas altas e reçacas na costa aberta da Ilha diminuindo cada vez mais o tamanho da ilha, o que para o seu povo, tem um significado religioso, o que leva eles a realizarem uma serie de rituais, festas religiosas junto ao mar, para agradecer à Kianda a provisão de peixes ao longo do ano, ou para pedir mais peixes, que segundo o povo é uma das deusas mais bondosa quando agradecida e mais furiosa quando não é agradecida com esses rituais e festas religiosas do mar sendo comparada a uma sereia segundo a lenda da tradição local como é conhecida tradicionalmente, e, é ela a responsavel pelo sucesso dos pescadores, que depende o povo axiluanda, grupo êtnico quimbundo, e do qual dependem para sobreviver. Na figura 4 pode-se ver um grupo de Kitandeiras acompanhadas de uma sacerdotiza no serviço religioso de oferendas aos deuses e deusas do mar particularmente no ritual da Kianda, oferecendo sacrificios à sereia do mar (Kalunga) Deus do mar cuja a esposa é a Kianda, deusa do mar ou sereia do mar. A Deusa do mar como é conhecida, Kianda, e o Deus do mar como é conhecido na lingua quimbundo ou kimbumdo, é o Kalunga, que quer dizer mar ou Deus do mar, que tem força e sustenta todos os povos da costa atlantica a região angolana que engloba outras tribos como os ovimundos ou umbumdos tambem no sul de Angola na provincia de Benguela, onde essa Deusa é conhecida pelo nome de suko, ou N’zambi ya Kalunga, sendo responsável pelo sucesso dos pescadores e suas familias. Entre os axiluandas o ritual como sempre é seguido de varias outras comemorações como o carnaval, festa profana realizada tambem no Brasil, todos os anos que tem assumido caracteristicas de atrativo turistico, que como lá tambem as festas do mar da Kianda são um atrativo para turistas que chegam à ilha, e acabam sempre conhecendo a expresão do seu povo e seus rituais. Na figura 4, pode-se ver a continuação do ritual de oferendas ao Deus e Deusa do Mar Kianda e Kalunga, para fechar o ano com chave de ouro e agradecer a ele a prosperidade do seu povo. Ainda segundo a lenda a Kianda e o Kalunga, punem o povo não faz oferendas ou aqueles que não contribuem para a doeções ao mar que nesse periódo fica muito agitado justificando as oferendas, festas e retuais que acopanham a furificação do povo ilheu. De pequenas as crianças são instruídas a seguirem o exemplo dos mais velhos no trato com o meio ambiente para que possam ter os resultados esperados em tempo oportuno. Quando não se faz essas oferendas, muitas vezes se atribuem ao Kalunga e a Kianda o desaparecimento de prossifionais, pescadores que acabam sucumbindo pela furia do mar e morrem engolidos pelo mar, ou voluntáriamente criânças morrem e os adivinhos atribuem à progenitura que é um outro ritual que deve ser obedecido, para que os primogenitos não sejam levados, mortos normalmente quando se deslocam para o mar em atividade pesqueira não importanto a idade ou origem, o que para esse povo cumprir com os rituais da Kianda é garantir vida e longevidade, tando para os primogenitos quanto para o sucesso pesqueiro durante o ano. Figura 14 Kitandeiras acompanhadas de uma sacerdotiza no serviço religioso de oferendas aos deuses e deusas do mar particularmente no ritual da Kianda
Fonte: Infotur. Ministério do Turismo e Hotelaria de Angola 2006 No interior fronteira com Luanda, na provincia do Bengo, a festa da Kianda, diferente da ilha de Luanda, é realiozada num rio, mas com os mesmos objetivos, e tem lugar a 26 e 27 de Julho na Lagoa de Bendoa, considerada a mãe de todas as lagoas, do rio Kaunza, para pedir a Kianda, a sereia, que dê mais cacusso (peixe de agua doce) apreciado pelo povo local, e outras espécies de peixe aos pescadores do lago. Em resumo, a particularidade do povo quimbundo neste aspecto é evidente, que essas festas têm um significado religioso importante constituindo-se na base para que um ciclo economico seja complto, realizado normalmente, com outras etnias, que estabelece o comercio de trocas, ou escambo, desde épocas remotas, seja do norte, sul, oeste e este da região, conhecida pela tradição do libongo e do zimbo, moedas de troca usadas pelas etnias a partir doséculo 3 da nossa era para estabelecer as trocas economicas na região e por isso a importância das festas e rituais na história de Angola é considerada, de importância para o desenvolvimento economico social e cultural da região. na fugura 5 pode-se ver o ritual da Kianda num estagio mais avançado, com as kitandeiras já no mar ofercendo sacrificios ao mar (Kalunga). Figura 15 Ritual da Kianda, oferenda e sacrificios ao Kalunga e a Kianda nas festas de 26 de novembro
Fonte: Infotur. Ministério do Turismo e Hotelaria de Angola 2006 O governo reconhece todas as praticas religiosas realizadas, oferecendo apoio financeiro para a realização dos rituais nas festas e compromentendo-se em financiamentos de todo o tipo de necessidade dos povos, tanto que constituiu coperativas de pescadores como pode-se ver na figura 6 uma coperativa pronta para içar as redes no mar em busca de pesca para a sua sobrevivencia. Em 1972 o dispositivo hoteleiro de Angola era de 57 unidades, das quais Luanda, tinha a participação, de 20% dos negocios realizados no Pais sendo a capital de Angola onde se localiza a ilha, e pela sua importancia na renda per capita da cidade, que seriviu de base de desenvolvimento local. em segundo lugar vinha o Huambo, em terceiro o Lubango e e em quarto o Lobito cobriam 54,4%, e o total de camas era 3.934, no qual somente Luanda possuía 1.140, concentrados nos hoteis e hospedarias da ilha de Luanda. Podemos caracterizar o Setor do Turismo em Angola no período de 1975 – 1988, como um periódo aureo embora em plena guerra civil no País. Mais de 90% das unidades hoteleiras e similares do País foram abandonadas pelos seus antigos proprietários, por causa de guerra civil. Em 1975 com a criação do primeiro Governo do Estado Angolano na sequência da proclamação da independência, ocorre a instituição da Secretaria de Estado do Comércio e Turismo que, a partir de então, personificou a Administração Turística Angolana a par de outros setores da actividade sócio- económica, destacando-se a sua importancia para o desenvolvimento municipal da ilha. Na base do Decreto n.º. 26/75 as unidades hoteleiras e turísticas foram intervencionadas tendo-se criado paralelamente o Centro de Controlo e Gestão dos Estabelecimentos de Hotelaria, Restaurantes e Similares da Província de Luanda, em que a participação da ilha tem uma importancia capital. Nos dois anos subsequentes assistiu-se à utilização irracional e consequente degradação das infra-estruturas hoteleiras, restaurantes e similares, bem como das unidades complementares, causando uma decadência no setor hoteleiro, com destaque para a rede de hoteis da ilha, o que agravou a sobrevivencia do povo ilheu axiluanda, que dependia desse setor para vender sua rica e prospera pescaria, de variedades de mariscos, entre eles o conhecido camarão “gamba” e a Lagosta maior, ambas pescadas na bacia marinha de Luanda e Porto Amboim, entre o sul e norte da provincia de luanda no litoral costeiro que engloba cerca de 45 km da costa da ilha de Luanda. Em Maio de 1977 o Governo promulgou o Decreto nº. 42/77 que cria o Ministério do Comércio Interno e aprova o Estatuto Orgânico, onde se insere a Direcção Nacional doTurismo e Hotelaria, que passou a ser a instituição para cuidar da rede de turismo hotelaria e lazer do País. 1978 iniciou-se o processo de criação de empresas hoteleiras de âmbito provincial (as Emprotéis) , totalizando em 1983, 19 empresas do género. Em Luanda foi criado a Agencia Nacional de Gestão Hoteleira unidade economica mista (ANGHOTEL- U.E.E.) de principio de âmbito local, mas depois alargou-se a área de acção abrangendo Cabinda, Huambo, Huíla; Malange Kanza Sul, Norte e Benguela. Neste período desenvolveu-se as seguintes actividades ao nivel nacional:
Figura 16 Coperativa de pescadores. ve-se redes espalhadas no chão sendo preparadas para a atividade pesqueira.
Fonte: Infotur. Ministério do Turismo e Hotelaria de Angola 2006
Reabilitação e ampliação da rede hoteleira da Ilha de Luanda. Reabilitação geografica da Ilha de Luanda para impedir o devastamento da costa altantica da Ilha; um serviço que foi licitado e uma empresa holandesa especializada em aterros de locais geograficamente devastados pelo mar ganhou a licitação, que em parceria com a Emprotel de luanda, passou a fazer um trabalho de contenção do mar a dentro com aterros em locais que foram atingidos pela erosão maresca de reçacas e ondas altamente devestadoras. Reabilitação e ampliação da Pousada das Quedas de Kalandula, não concluída na provincia do Kuanza Norte. Reabilitação dos hotéis M'ombaka e Congresso em 1983; nas provincias de Luanda e Benguela. Reabilitação e recuperação integral do Hotel Presidente em 1984, assim como os hotéis; Alameda, Turismo, Costa do Sol e Panorama em Luanda; Construção de um hotel com 50 quartos em Luanda (Complexo da Vila Alice);
Figura 17. Hotal Panorama, no complexo hoteleiro da Ilha de Luanda
Fonte: Infotur. Ministério do Turismo e Hotelaria de Angola 2006 Recuperação de pequenos estabelecimentos similares hoteleiros e construção de alguns Centros Recreativos, inclusive os da ilha de Landa Formação de quadros do setor hoteleiro; Por intermédio do Decreto Executivo nº.42/81 de 19 de Novembro do MINCI, os bares, cafés, casas de chá, cervejarias, restaurantes e estalagens foram alugados a privados, para cessão de exploração. Mesmo assim a rede hoteleira continuou e degradar-se. Em 1988 em consequência do Programa de Saneamento Económico e Financeiro, iniciaram-se os contactos com a OMT, para revitalização do setor hoteleiro de Angola com maior destaque para o municipio da ilha que tinha a maior rede de hoteis na realização de eventos como os II jogos da Africa Central, que foram realizados com carencia de hospedagem e disso se percebeu a necessidade de se revitalizar o setor hoteleiro. Assim começou o despertar do turismo em Angola. Em 1988 cria-se a primeira empresa angolana de turismo ANGOTUR,LDA. Negociação com Bureau do Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento com vista a integrar Angola no Projeto Regional sobre o Desenvolvimento do Turismo na África Austral e Oriental. Inicia-se o processo de adesão de Angola à OMT. Organização Munidial do Turismo. Em 1989, Angola adere à Organização Mundial do Turismo no decorrer da 8ª Assembleia Geral da OMT realizada em Paris nos finais do mês de Setembro e Principio do mês de Outubro. Iniciou-se as primeiras comemorações do Dia Mundial do Turismo em Angola. Em 1990, durante as comemorações do Dia Mundial do Turismo, promoveu-se a primeira Conferência verdadeiramente multisectorial e as recomendações delas resultantes continuaram a orientar os trabalhos do setor. A adesão de Angola à OMT trouxe vantagens palpáveis e o benefício imediato traduziu-se na implementação do projeto “REFORÇO Institucional do Estado Angolano no Domínio do Turismo“, projeto financiado pelo PNUD e executado pela OMT, consubstanciado nas seguintes acções: Reestruturação da Direcção Nacional do Turismo; Criação de um sistema de recolha, tratamento, análise e publicação de estatística do turismo; Criação de um serviço estatístico informatizado na DINATUR; Elaboração de propostas de Legislação Turística; Capacidade dos quadros; Incentivo à criação de empresas e agências de viagens e turismo, assim como à construção e constituição de associações profissionais privadas do setor como a HORESIL, AAVOTA e ADHA; A organização de Administração Turística Nacional culminria com a criação em Julho de 1996 do Ministério de Hotelaria e Turismo que tem como política; A recuperação, reabilitação revitalização, e construção de infra-estruturas hoteleiras e turísticas, com destaque para a revitalização do setor turistico da ilha de Luanda. O ordenamento e planeamento turístico; A formação dos quadros do sector; A contribuição para a preservação e fortalecimento da identidade nacional, a paz integração e cooperação internacional.; A promoção da imagem de Angola como potencial destino turístico; A contribuição para a proteção, preservação e valorização dos recursos naturais, sócio-culturais e tradicionais do País; O propiciamento do desenvolvimento harmonioso e sustentável da actividade turística nacional, logrando sempre que os seus benefícios no desenvolvimento sócio-econômico para a melhoria da qualidade de vida da população angolana, em particular das populações axiluanda, que dependem diretamente do setor turistico para escoarem seus produtos, com a visita de turistas na região; Todo este esforço permite-nos demonstrar o estado actual do turismo em Angola.
Figura 18. Coperativa de Pescadores reunidos para mais um dia de atividade pesqueira
Fonte: Infotur. Ministério do Turismo e Hotelaria de Angola 2006 3.5 História Ilha de Luanda
O território angolano é habitado desde a pré-história conforme mostram vestígios de presença humana encontrados nas regiões de Luanda, Congo e Namibe. Posteriormente, houve grandes migrações de povos vindos de Norte - os Bantus - tecnicamente mais avançados que facilmente se impuseram aos habitantes então dominantes. Dispersando-se na vastidão de Angola, os Bantus foram-se constituindo em grupos, que deram origem às actuais etnias. No século XIII a estruturação social e política de alguns destes grupos origina o reino do Congo que se estende do rio Kwanza até ao Gabão, no sentido Norte-Sul e da Costa Atlântica ao rio Kwango no sentido Oeste-Leste. Outros reinos se foram constituindo dando a todo o território uma organização política e social equilibrada. Esta é a situação que em 1482, Diogo Cão, vai encontrar quando á frente de uma frota portuguesa chega à foz do Rio Zaire. Estabelecem-se, a partir de então, relações cordiais entre os portugueses e os soberanos do reino do Congo, e iniciam-se intensas trocas comerciais. Esta relação amistosa vem a ser quebrada quando Paulo Dias Novais iniciou a ocupação e administração directa da orla costeira através do estabelecimento de várias capitanias. Angola tem presentemente cerca de 11 milhões de habitantes distribuídos principalmente pela orla costeira e planalto central ocidental (região de Huambo). A maior parte da população é descendente dos povos Bantu, que não constituem uma raça específica mas um conjunto de grupos que representam uma comunidade cultural, com uma civilização comum e uma linguagem similar assente nas mesmas raízes. À parte deste grupo principal, encontram-se ainda os bosquimanes no SE do território, mestiços e brancos. O idioma utilizado é o português e mais de 42 dialectos, sendo os principais o Umbundo, o Kimbundo e o Kicongo. Os grupos étnicos mais importantes são os Ovimbundos, Kimbundos e Bacongos que representam 75% da população. Angola localiza-se na Costa Sudoeste do Continente Africano, tendo como limites o Oceano Atlântico a Oeste, a República Democrática do Congo a Norte e Nordeste, a Zâmbia a Este e a Namíbia a Sul. Com uma linha de Costa de 1.650 Km, estende-se para interior em forma quadrangular ocupando uma área de 1.246.700 Km2. A partir da zona costeira desenvolve-se para uma zona montanhosa seguida de uma zona planáltica onde se encontram os dois pontos mais altos do território, o Monte Moco (2.620m) e o Monte Meco (2.538m) e se formam as bacias dos principais rios, Zaire, Cunene, Cubango e Queve. Estatuetas, em madeira, máscaras para danças rituais, instrumentos musicais, objectos de uso comum ricamente ornamentados, pinturas a óleo e areia, são formas de expressão de excepcional qualidade artística, que se podem encontrar em museus, galerias e feiras. A aquisição de peças de artesanato, com destino ao exterior, está sujeita a aposição de um selo de origem, a efectuar pelo Instituto Nacional de Património Cultural,na Rua Major Kanhangulo em Luanda. Com uma costa atlântica de 1.650 Km, onde rios caudalosos, desaguam em amplos estuários depositando sedimentos arrastados das zonas planálticas, formaram-se numerosas ilhas, baías e restingas, onde se localizam excelentes praias. De salientar em Luanda, a ilha do Cabo, Mussulo, Palmeirinhas, Corimba e Santiago, em Benguela, as praias Morena, Restinga, Caóta, Caotinha, Baía Azul e Baía Farta e no Namibe, as praias Miragens e Azul. Embora o clima permita a frequência das praias ao longo de todo o ano, é especialmente na época quente que as mesmas são mais procuradas, tornando-se bastante animadas junto aos bares e outros estabelecimentos onde ao mistério da noite africana se junta a música e as danças de sabor tropical. A orografia e as características climáticas de Angola originaram uma diversidade na cobertura vegetal proporcionando habitats próprios a uma grande variedade de espécies de animais de grande e pequeno porte. Em Cabinda, predomina a floresta densa e húmida, rica em madeiras exóticas e onde se encontram ainda gorilas. A Sul do Zaire e nas bacias do Kwanza, Kuango, Cuito e afluentes do Cassai, localiza-se a floresta savana. Na zona planáltica predomina a floresta aberta com vegetação e fauna características. Mais a Sul encontra-se a zona desértica do Namibe onde se pode encontrar uma espécie vegetal, única no Mundo, a Welwitshia Mirabilis. A fim de preservar espécies animais e vegetais, algumas ameaçadas de extinção, foram delimitados parques e reservas naturais, em todo o território angolano, salientando-se: Parque Nacional Integral do Kwando e Parque Nacional de Cangandala, na Província de Malange, onde tem o seu habitat a palanca negra, apenas existentes em Angola. Parque Nacional de Quissama, a Sul de Luanda, onde entre outras espécies, existem o elefante, a pacaça e potamochero. Também o litoral do parque é local de desova da tartaruga marítima. Parque Nacional da Cameia, na Província do Moxico onde se verifica a presença do leão, do leopardo, do chacal, do elefante e da palanca. Parque Nacional do Bicuar, na Província de Huila, com a presença do elefante, do olongo, do elande, do gnu e da zebra Parque Nacional da Mupa, na Província do Cunene, em que aparece entre outras a avestruz, o elefante e o hipopótamo. Parque Nacional da Iona, na Província de Namibe, onde se pode encontrar a zebra, o elefante, o leopardo e o rinoceronte. Luanda que já foi considerada a mais bela e animada cidade da costa ocidental de África, está retomando o seu ritmo anterior e recuperando a beleza que a celebrizou. A sua fundação teve início em 1575, quando a 20 de Fevereiro, Paulo Novais com 100 colonos e 400 soldados, se estabeleceu na Ilha frente à Baía de Luanda. Um ano mais tarde, ergueu-se sobranceira à Ilha, a povoação de S. Paulo, que em 1605 ganhou o estatuto de cidade, a primeira erguida por europeus na Costa Ocidental de África. Cedo se tornou um porto importante, quer para o escoamento de produtos naturais que do interior chegavam à cidade, quer como porto de embarque de escravos para as plantações no Brasil e América do Norte.
3. 6 Aspectos geográficos da ilha de Luanda
A Costa Angolana não difere do padrão de quase todo o continente Africano, em termos de caracterização geográfica e relevo, ou seja, é constituída de um maciço de terras altas, limitadas por uma estreita faixa de terras baixas. A largura da faixa litorânea é variável, atingindo cerca de 200 km na barra do Cuanza e o mínimo de 15, á 20 km ao sul de Benguela. Na maior parte do País a faixa litorânea é representada pelo grande maciço de terras altas, por uma faixa de altitudes intermediárias. Esta transição faz-se gradualmente em quase todo o País, como é o caso da região de Luanda, diferentemente das regiões de Cuanza sul e Benguela. A linha da costa angolana, com cerca de 1650 km de extensão, de um modo geral, e retilínea apresentando poucas reentrâncias e saliências. Entre as sete baías da costa angolana, a baía de Luanda é uma das mais importantes. O território da província de Luanda, capital da Republica de Angola situa-se na parte setentrional e ocidental do País e a sua localização geográfica é dada pelas seguintes coordenadas: • O extremo setentrional está situada no ponto entre o município de Cacuaco e a província do Bengo á 08º 37 30”de latitude sul e 13º24 06” de longitude este; • O extremo meridional está situado na embocadura do rio Cuanza, entre o município de Viana e a província do Bengo, 09 º, 20, 44 de latitude sul e 13º de longitude este; • O extremo oriental está situado no limite entre a província do Bengo e o município de Cacuaco à 09º 20 44 “de latitude sul e13º 09 21” de longitude este; O extremo ocidental encontra-se situado no município da samba, bairro do Mussulo, 09º 04 33 “de latitude sul e 12º 54 24” de longitude este.
Clima: A província de Luanda apresenta notável diversidade climática para um território bastante reduzido. Sua inigualável tropicalidade pode ser responsabilizada pelas altas temperaturas acima de dezoito graus no mês mais frio e sua maritimidade, pela elevada umidade do ar e índice pluviométricos de determinadas áreas. Na região metropolitana do estado, onde se insere o município das Imgombotas, as suas chuvas concentram-se no verão e a temperatura media é de vinte e três graus, variando o valor médio anual em unidades entre 85%, a nebulosidade media anual varia entre 27 graus. Amaral, (1968). Dinamicamente, pode-se dizer que os ventos predominantes partem do centro de alta pressão subtropical – zona do anticiclone semifixo do Atlântico sul e são responsáveis pela manutenção das temperaturas médias em patamares mais ou menos elevados, altos níveis de umidade elevadas de temperatura boas, geralmente associada ao céu limpo e livre de nebulosidade. Associando-se aos períodos secos com as temperaturas médias predominantes no mês de maio a setembro, a determinadas altitudes, pode-se definir a chamadas “superfícies térmicas” aquela temperatura relativa ao município encontrada de zero a duzentos metros, representada pelo depósito quaternário de origem continental, distribuído principalmente pelas baixadas litorâneas, sendo consideradas de regime climático quente e as áreas compreendidas entre os duzentos e quatrocentos metros de altitudes representadas pela baixa encosta de frente de escarpa da serra do mar.
Relevo:
No relevo destaca-se a presença do maciço do município de Cacuaco que, prolongando-se em direção ao sul, separa o município do Sabizanga e Cacuaco . Este maciço, graníticos, faz parte do conjunto de colinas e maciços costeiros que muitas vezes chegam a atingir a costa formando pontões, e que vão aflorar em diversas áreas, intercalados com as planícies e as baixadas vizinhas do mar. Amaral, (1968). O modelado do maciço costeiro da Ilha alterna áreas mais elevadas às vezes morros próximos uns aos outros com denominações locais e colinas também cristalinas, localizadas em áreas com topografias mais plana. Amaral, (1968). Destas áreas podemos destacar: Às águas da Baia de Luanda, a sudeste, o conjunto formado pelos morros da boa vista (200m), do preventório, eixo viário (280m), estes já apresentado ocupação habitacional em alguns trechos. Amaral, (1968). Nas áreas de baixadas eminentemente marinhas aparecem as restingas, que formam originadas pelo fechamento de braços de mar rasos, por cordões arenosos modelados pela ação de correntes e vagas litorâneas. As lagoas de Kaxito e da funda são exemplos de retificação do litoral que outrora penetravam o oceano como pontões. Entre essas duas lagoas, em terreno depositadas pelas vagas e correntes, estende-se a mais extensa planície do município, parcialmente ocupado para fins urbanos.
Hidrografia:
Nos planaltos, situam-se as grandes bacias hidrográficas, ocupando um pouco mais de 30% do território e são caracterizadas palas terras altas do interior e pelos relevos da costas atlântica, descendo gradualmente até ao mar. O rios que mais distância percorre dentro do território que o rio Cuanza(1000 km), o rio Bengo(920km), o cubango(975km). Fazem fronteira; no norte o Barra do Cuanza e a Barra da Corimba; no nordeste o Cassaino sudeste o Sumbe; e no sul Cuanza sul. Amaral, (1968). Os rios encontram-se na maioria canalizados e fazem parte grandes bacias, numerosas quedas de água, das quais se destacam as de Kalandula no rio Lucala, de Caculo-cabaça no rio Cuanza, do Monte Negro no rio Cunene, e as dos rios Luizavo e Luanguinga. A enorme potencialidade em hidroelétrico dos rios angolanos esta pouco aproveitada, podendo distinguir-se as barragens das Mabubas, no rio Dande, de Quiminha no rio Bengo, Cambambe e Kapanda no rio Cuanza, do Biópio e Lomaum no rio Catumbela, do Gove e Matala no rio Cunene. Amaral, (1968).
Geomorfológia:
Podemos dividir o território em seis regiões geomorfológicas principais: Faixa costeira que varia entre os 12 e os 200km, não excedendo a sua altitude os 500 metros, para norte da desembocadura dos rios de maior curso verifica-se ainda a ocorrência de extensos bancos de areia que podem atingir os 35km, como é o caso da baía dos Tigres; zona de transição, constituída por um escarpamento descontinuo de norte e abruptas paredes a sul, podendo estas últimas atingir na serra da Chela alturas superiores a 1000 metros; Cordilheira Marginal: acima da zona de transição e correndo paralelamente a ela numa estreita faixa compreendida entre os 11 e os 16º sul, delineia-se a cordilheira que constituem os pontos da zona atingindo 2.620 metros no Monte do Môco, 2.582 no Mepo e 2. 554 no Lubango; Planalto Antigo compreende as terras altas das províncias do Huambo, Huila e Bié, com altitudes que vão dos 1,600 aos 1.850 metros, baixando gradualmente até 1.200 no troço médio do Cunene, assim circunscreve-se à metade sul do território, onde separa a drenagem do Atlântico da dos sistemas interiores; Bacia do Congo engloba as extensas pene planícies da zona de captação meridional daquele rio, incluindo da Baixa de Cassonge e as bacias do alto Cuanza e do Cassai; As planícies da Bacia do Congo, cortadas por abundantes depressões distribuem-se por terrenos com altitudes entre os 1000 metros.
3.7 Aspecto socioeconômicos da ilha de Luanda
A economia de Angola passa por um período de intensa transformação e de dinamismo. Nesta nova fase denominada por muitos de “era da paz”, após um longo período de crise interna, o País tem como desafio constante a reconstrução estrutural e o desenvolvimento de sua capacidade produtiva interna e de inserção gradativa da economia global. Trata-se de uma equação delicada que envolve o desenvolvimento de grandes projetos e investimentos que devem conter, além das novas propostas, a requalificação e a conservação do vasto patrimônio histórico natural. A Ilha de Luanda se encaixa neste desafio da economia angolana: como conciliar o desenvolvimento da imagem do País, sem perder de vista os valores culturais e o ambiente natural que sustentam a vida e a história dessa fração do continente africano. Na Ilha duas atividades destacam-se, não apenas pela representação da economia local, mas também pela abrangência especial e sua distribuição em vários pontos da mesma: os estaleiros e os empreendimentos ligados à pesca. Atividades ancestrais, como a pesca artesanal, atualmente em conflito com o processo de ocupação intensa, convivem com as grandes instalações de apoio a pesca industrial e estaleiros. Amaral, (1968); e Pepetela, (1998). Na economia local, além da atividade de pesca historicamente representativa, o corte e a salga e comercialização dos peixes envolvem grande parte da comunidade local. Embora não existem dados relativos à representatividade dessa atividade da economia de Luanda, é comprovada sua importância dentro da cadeia produtiva da província e como parte fundamental do universo cultural dos “Axiluandas”. Em meio a complexidade e conflitos das atividades existentes e a ocupação desordenada, o turismo, tratado em maior detalhe a seguir, é o setor que apresenta maior potencial para atrair de forma significativa novos empreendimentos para o desenvolvimento local. Feitas as considerações preliminares a respeito da economia da Ilha e seu contexto, cabe ressaltar o papel deste território nas estratégias do desenvolvimento de Luanda. Para a concretização do planejamento dos possíveis atrativos, a participação do governo municipal é fundamental, uma vez que este será o responsável pela infra-estrutura básica necessária para o desenvolvimento do plano, além dos subsídios para que a população se envolva no projeto com a instalação de hotéis, restaurantes, revitalização do comércio, entretenimentos e que possam participar de treinamentos para uma boa, recepção dos futuros visitantes. Um planejamento para diagnosticar os benefícios sócio-econômicos e minimizar os custos, visando o bem estar da comunidade receptora e a rentabilidade dos empreendimentos do setor. A atividade turística possui, como a maior parte das atividades econômicas e sociais, a capacidade de promover impactos de ordem positiva e negativa. E baseado nisto que, diversos estudo vem se preocupando em tornar pública a importância da preservação e do planejamento, de forma concreta e permanente. Amaral, (1968); e Pepetela, (1998). O efeito econômico gerados pela atividade turística nas localidades receptoras foi analisado por outros tanto em nível local, regional, como nacional e, geralmente, em detrimento daqueles relacionados com o meio ambiente físico e cultural.
3.7.1 Caracterização Urbana da Ilha de Luanda
A Ilha de Luanda é parte do complexo e da riqueza de paisagens dinâmicas que compõem o litoral e área urbana da província de Luanda. Considerada porta de entrada, espaço de proteção ou espelho de Luanda tem nos seus eventos e na sua paisagem as marcas históricas e significados que se confundem e se integram cada vez mais com a história do Continente. Hoje, no processo de reordenamento e requalificação dos espaços e da imagem de Luanda, a Ilha destaca-se como paisagem emergente, não apenas no imaginário dos angolanos, mas no horizonte observado dos diversos locais na poção continental da cidade, do outro lado da baía de Luanda, da qual Ilha é o principal elemento conformador. Amaral, (1968); e Pepetela, (1998). As localidades do Continente, descritas a seguir, construídas pelo homem ou pela história natural, marcam o território de Luanda e destacam-se como referências na paisagem, constituindo-se como pontos de vista e de relação com a Ilha. Em primeiro plano, destaca-se a cidade de Luanda que historicamente, vem fortalecendo sua conexão com a Ilha, estabelecendo a cada período histórico novas formas de interação, tanto em relação às atividades econômicas quanto a suas festividades e sua mística. A relação histórica varia em funções e significados, tanto pela proteção que a Ilha propiciava aos ocupantes do Continente quanto pelas cerimônias ou mesmo pelo provimento de pescadores e de frutos do mar, para a cidade de Luanda. Essas funções foram intensificadas após a construção em 1924, dinamizando ainda o fluxo populacional, com impacto considerável sobre a paisagem, as atividades e as relações sócio-ambientais dos ilhéus. Na continuação da cidade de Luanda a paisagem considerada pelas atividades portuárias dominam uma extensa região ao longo da orla, com elementos, dinâmica e atividades que constituem uma parte significativa do território de Luanda, com forma e conteúdo peculiar. No extremo norte da província, formando junto com a Ilha a entrada da baia de Luanda, apontam as lagostas como outra referência no Continente. Fazem parte da estrutura de falências que se desenvolvem ao longo da orla angolana e constituem um retrato especial das imagens e forma de Luanda. Ainda no Continente são ressaltados dois elementos importantes na composição deste complexo paisagístico. O morro de São Paulo, base natural onde foi edificada a fortaleza de São Miguel, representada como está um marco de extrema relevância na paisagem continental. Histórico e estrategicamente privilegiado, o conjunto encontra-se oportunamente conservado como ponto de vista da baía da cidade e da Ilha de Luanda, bem como é referência para quem caminha nestas localidades.
Figura 19 Fortaleza São Miguel – Museu das Forças Armadas de Angola
Fonte: Ministério do Turismo e Hotelaria de Angola 2006. O centro cultural presidente Agostinho Neto forma o segundo elemento referencial. Neste caso, é um espaço em via de consolidação que, depois de concluído, deverá tornar-se uma das paisagens mais apreciadas pelos moradores e visitantes de Angola. O terceiro elemento, ainda em fase de implementação, será o grande empreendimento imobiliário na Chicala, que é o projeto importante, e que quando concluído certamente terá significativa importância no contexto interno da Ilha, enquanto na Ilha, a leitura de sua paisagem pode ser feita ao longo do principal eixo de circulação que inicia na ponte. De um lado, nas praias voltadas para o mar aberto, ocorrem poucos empreendimentos, ora em conflito ora integrados, ora predominam as atividades turísticas e de recriação local e se realiza a pesca de arrasto. Do outro lado, entre o eixo viário e a baía de Luanda, apresentando grande diversidade de usos, estão localizadas as comunidades históricas, a ocupação intensa e recente da Ilha e os empreendimentos voltados a atividades náuticas, estaleiros e pesca. Amaral, (1968); e Pepetela, (1998). Ao longo do percurso da ponte até o farol do ponto final, surgem alguns espaços vazios e áreas verdes que interrompem o ritmo intenso, colocando pela atual densidade populacional e pela densidade construída. Estes espaços significativos, embora sub aproveitados, configuram ”janelas” para o mar, possibilitam um tempo distinto, um novo ritmo que inclui o descanso e a interação entre as comunidades da Ilha, seus visitantes, o mar aberto e o espetáculo formado pela baía e a cidade de Luanda. A leitura de sua paisagem pode ser feita ao longo da avenida Mortala Mohamed, no percurso por meio destes vazios e das quatro comunidades que compõem a ilha. (Chicala, Lellu, Ponta, Salga e Ponto Final), permeada por grandes empreendimentos institucionais, estaleiros, equipamentos e uma diversidade de atividades de interesse comunitário que ocorrem por todo trajeto.
3.7.2 Uso e Ocupação do Solo
Na primeira etapa do percurso, o setor da Chicala apresenta a maior diversidade de atividades e usos, divididas por um fluxo intenso de veículos que separa esse setor em quatro faixas distintas. No extremo sudoeste da área em estudo predomina o uso residencial conectado com o restante da Chicala, parte extrema da Ilha em constante transformação e com grande risco ambiental. Este risco ocorre principalmente devido ao adensamento populacional, à fragilidade ambiental do terreno e à dinâmica de correntes marítimas. Na área próxima à ponte, entre a avenida massano de Amorim e a baía da Chicala, encontram-se sobrados residenciais e antigos empreendimentos turísticos, restaurantes e lanchonetes, voltados para uma área extremamente poluída. Na faixa voltada para o mar aberto, localizam-se algumas construções precárias, onde funcionam bares e lanchonetes e uma área reservada à feira de pescados, que acontece principalmente no fim da tarde, além de um restaurante, um centro infantil em um estabelecimento bancário junto à rotunda. Continuando o percurso ao longo da orla, duas obras em finalização, um hotel e um restaurante, juntamente com uma galeria de arte e um hotel constituem um conjunto de empreendimento voltados à atividade turística. A faixa central, entre as duas vias que formam o sistema binário deste setor, concentra algumas residências, a administração comunal da Ilha, restaurantes, um hotel e outros serviços. Na faixa voltada para a baía de Luanda predominam os empreendimentos de suporte à atividade náutica, incluindo o clube náutico, restaurantes e pequenos empreendimentos que ocorrem atrás da “casa de esportistas”. Esta última edificação com comércio e serviços no piso térreo, além de sua principal função, de abrigo e apoio a atletas de Angola durante eventos esportivos, inclui serviços de hotelaria para o público em geral. Amaral, (1968); e Pepetela, (1998). Entre a Casa dos Desportivas e o Hotel Panorama surge o primeiro vazio e quebra do ritmo intenso de ocupação. Embora situado num ponto de extrema fragilidade ambiental, no curto espaço e numa estreita faixa de área, este espaço representa momentos primeiros e significativos de apreensão e contato amplo entre o mar aberto, a baía e a cidade. Após o Hotel Panorama, empreendimentos de referência na paisagem, para quem visualiza a Ilha a partir da cidade, inicia a ocupação do setor Lellu. Junto ao hotel, e próximo a via encontra-se a sede da ANASANGA (Associação de Amigos e Naturais da Ilha de Luanda), uma peixaria e uma pequena farmácia, além de dois pontos de elaboração e comercialização de artesanato. Estes últimos, embora expressem parte da riqueza cultural o artesanato angolano, situam-se em espaços restritos e degradados, desprestigiando a qualidade da arte produzida no local. Na parte voltada para a baía, antes de iniciar a ocupação mais densa do Lellu, concentram-se os pescadores e suas embarcações. Neste ponto ocorre algumas atividades voltadas para a pesca artesanal e comercialização de pescados. Na comunidade Lellu, o principal eixo viário da Ilha, divide a comunidade em duas partes distintas: ocupação na praia e a porção voltada para a baía de Luanda. Amaral, (1968); e Pepetela, (1998). Na parte da praia ocorrem as atividades de recriação e esporte comunitário, a pesca de arrasto, um pequeno conjunto de serviço e comércio popular e um hotel de pequeno porte. Em direção ao mar, na continuidade desta pequena faixa de serviço de comércio próximo, a rotunda se estendeu nos últimos anos, de forma precária e densamente povoada a comunidade denominada “Benfica”. Esta aglomeração com cerca de três mil pessoas protegidas por construções precárias, é recortada por estreitos caminhos que levam até a praia, entre os dois espigões ocupados, numa área aproximada de 2,6 habitantes. Do outro lado, a via concentra cerca de seiscentas unidades e aproximadamente sete mil moradores, numa área de 11,7 habitantes, premiadas por circuitos de pedestres, com diversas barracas de comercio ao longo do circuito. Trata-se de uma antiga comunidade que, devido ao incêndio ocorrido na década de sessenta, no período colonial, passou por um processo de requalificação. Nesta época, foi implantado o aldeamento destinado aos pescadores locais que nos últimos anos vem sendo ocupado de forma intensa e desordenada. Amaral, (1968); e Pepetela, (1998). Entre esta aglomeração de moradores do Lellu e a área da marinha situa-se um amplo espaço em frente à Igreja de Nossa Senhora do Cabo, edificada em 1875, segundo a administração comunal da Ilha. Este ponto de referência histórica, juntamente com as atividades de comércio e serviços que se desenvolvem na via deteriorada de acesso à marinha e ao redor da rotunda, determinam o trânsito e a concentração de moradores do local. A área da marinha e as instalações da ENAVE ocupam a área contígua de aproximadamente 8,6 habitantes, em contato com o eixo viário, principalmente de um lado e com a baía de Luanda no outro extremo. O terceiro setor da Ilha, denominado Ponta, inicia logo após a área descrita. Tem como um dos seus limites a empresa ENAVE e conclui o conjunto de residências dos funcionários desta. Além deste estaleiro, tem como limites a floresta da Ilha, a baía de Luanda e a avenida Mortala Mohamed. Todos os usos e atividades ocorrem dentro destes limites citados, exceto alguns empreendimentos turísticos implantados junto à avenida e voltadas para a praia, dentre os quais destacando-se o restaurante Tamariz. Na Ponta concentra-se uma grande quantidade de habitantes e determinados usos institucionais. Instituições como a área da polícia e da capitania dos portos, juntamente com instalações de concerto e fabricação de embarcações e uma empresa de transporte marítimo ocupam uma parte significativa neste setor, com cerca de 8,3 habitantes. Além dos empreendimentos citados, a clinica da Ilha, o complexo Ilha flor e as duas escolas existentes, incluindo a praça e a quadra de esportes, configuram uma extensa área institucional, de grande concentração e interesse comunitário. Outro destaque para o setor e o conjunto de edificações de interesse histórico e, embora deterioradas, representam um grande potencial na composição e requalificação do desenho urbano local. Ao longo do setor ponta, imponente mesmo em seu atual estado de má conservação, surge a floresta da Ilha, historicamente um ponto de convívio e festas, que se encontra atualmente abandonada. Os usos que nela ocorrem, depósito de sucata e depósito inadequado de resíduos, entre outros, tendem a degradar ainda mais suas condições. Local planejado ao lazer e atividade de campismo no período colonial, parte da floresta é atualmente utilizada para comércio de plantas, em determinados espaços delimitados pelas redes esticadas ao chão, são realizadas o concerto e a salga de peixe, atividades que dão nome ao quarto e último setor da ilha. A Salga compreende a área entre a floresta e o restante da Ilha, podendo ser classificada entre três partes distintas. Na primeira porção desenvolve-se, além do uso habitacional, as atividades ligadas à pesca artesanal e o corte, salga e comercialização de peixes. Além das atividades ligadas à pesca que contam com o apoio do instituto público (centro de apoio à pesca artesanal), ocorrem pequenos empreendimentos de serviços e comércio popular, incluindo a feira dos trapalhões, tradicional ponto de comércio de pescado. Ao longo da orla, voltados para a baía, as tarimbas de salga e os usos relacionados á pesca artesanal se misturam com o depósito inadequado de resíduo de todas as origens, incluindo sucatas e embarcações, entre outros, o que deteriora o meio ambiente. Figura 20, mercado dos Trapalhões. Venda de artesanato. (Reco Reco)
Fonte: Ministério do Turismo e Hotelaria de Angola 2006. Na segunda porção, predomina maior diversidade de usos. Neste inclui-se o parque infantil, igualmente subutilizado com uma grande área abandonada que no passado servia de min - zoológico. A partir desse ponto no outro lado da avenida e voltadas para a praia e mar aberto, desenvolve-se uma faixa de empreendimento turístico, restaurantes e lanchonetes, formando um conjunto construído denso e com baixa qualidade arquitetônica, embora algumas das unidades apresentem um desenho mais integrado e menos impactantes na paisagem. Nessa porção encontra-se ainda uma grande área institucional, formada pela escola pública do setor e pela clinica da Endiama que, devido às atividades desenvolvidas, atraem um público considerável ao redor do pequeno comércio junto à rotunda. A terceira porção, no extremo nordeste, refere-se ao “ ponto final” da Ilha com usos e atividades voltada ao turismo. Nesta área destacam-se os bares e lanchonetes situados no centro, entre duas vias. Em seguida, no primeiro plano e com vista privilegiada para a ponta das lagostas, o espaço aberto e com pouca vegetação é preenchido com diversas barracas para lanche. Neste ponto situa-se o farol, marco de referência deste local, de onde se pode acompanhar o encontro do mar aberto com a baia, tendo ao fundo as falésias e a cidade de Luanda. Figura 21 A Lagosta é um crustáceo muito apreciado por visitantes que chegam a Ilha de Luanda
Fonte: Ministério do Turismo e Hotelaria de Angola 2006.
3.7.3 Infra-estrutura e Serviços Urbanos
Conforme escrito anteriormente, o uso habitacional distribui-se nas quatro comunidades com uma variedade de construções densamente ocupadas, edificadas de forma acelerada e improvisada, em meio aos antigos aldeamentos e comunidades existentes. Este ritmo de ocupação intensificada nos últimos anos é parte das causas da precariedade da infra-estrutura da Ilha. A própria ocupação do Benfica pode ser considerada um extravasamento do Lellu sobre a praia, numa região cuja capacidade de carga já se encontrava no limite há tempos. Amaral, (1968); e Pepetela, (1998). Neste sentido, a infra-estrutura existente caracterizava-se por sofrer uma sub carga constante que dificultava mais as condições de agitabilidade e visitação da Ilha. O acesso a mesma é realizada através da ponte que, por sua vez, interliga-se com duas avenidas: A avenida quatro de fevereiro, que margeia a cidade de Luanda desde o porto até o forte, e que tem na seqüência avenida Mortala Mohamed, que é considerada a principal via de extensão da ilha; A avenida Antônio Agostinho Neto, que tem seu final na confluência das avenidas Quatro de Fevereiro e Mortala Mohamed. Conforme o plano de circulação desenvolvido para a área central da cidade, as duas avenidas fazem parte do anel de distribuição periférico. Em relação à principal via de circulação pode-se afirmar que a mesma, ao longo de toda a extensão da ilha, possui boa estrutura asfaltada. No entanto, seu desenho, dimensões e, principalmente, a qualidade ou desenho dos passeios são inadequados frente à demanda de acessibilidade dos moradores e turistas. Em determinados trechos, a boa qualidade de pavimentação do eixo principal permite um trânsito dinâmico, muitas vezes acelerado e em conflito com a circulação de pedestres. Mesmo em períodos mais tranqüilos fora das épocas de festas da Ilha, ocorre um fluxo intenso de veículos e já surgem pontos de estrangulamento de tráficos. Destes, o que mais preocupa é o conflito de acesso a Ilha, incluindo ponte, rotunda e conexões, que interferem inclusive no trânsito da cidade, contribuindo com enormes engajamentos. Equipamentos Comunitários de saúde, principalmente junto à comunidade do Lellu, cuja demanda ampliou-se A situação dos equipamentos comunitários em relação à qualidade dos serviços públicos remete a uma análise aprofundada, no âmbito das políticas sócias da província de Luanda. O presente diagnóstico refere-se a sua implantação em relação às comunidades de Ilha e trata-se de uma pequena contribuição ao plano especifico referente às políticas setoriais da cidade. Amaral, (1968); e Pepetela, (1998). Na Ilha estão dispostas quatro escolas públicas, sendo uma no setor Lellu, duas no setor Ponta e uma no setor da Salga. São edificações que requerem adequações e reformas estruturais, tanto das edificações quanto dos espaços de convívio ao seu redor. Em relação aos quatro equipamentos de educação pública não aparecem críticas imediatas ao seu funcionamento, embora sejam reivindicados novos espaços para ensino. A reivindicação justifica-se pelo crescimento acelerado nos últimos anos e pelo impacto que isso representou na condição de ensino das crianças da Ilha. Frente à dinâmica populacional e analisando as propostas elaboradas pela administração comunal da Ilha (2004), fica evidente que uma demanda considerável da população não é satisfatoriamente atendida no local. Neste caso, todas as sugestões elaboradas por membros da administração, por exemplo, a construção de nova escola para atendimento de primeiro, segundo e terceiro nível e a implantação de um instituto de ensino médio. Amaral, (1968); e Pepetela, (1998). Em relação a equipamentos de saúde, as criticas de moradores são mais intensas. Faltam unidades significativamente com a ocupação do Benfica. No setor da Ponta, o único equipamento de saúde, a clínica da Ilha, encontra-se no limite de sua atuação devido à concentração populacional e ao atendimento de moradores dos demais setores da Ilha e vindo de outras regiões. Na Salga, o único equipamento de saúde de grande porte é a clínica Sagrada Esperança, serviço privado mantido pela empresa Endiama, que não atende a população da Ilha, por conta dos preços cobrados. Outro equipamento de saúde existente no setor é uma pequena unidade situada entre a Salga e a obra em andamento, inserida na floresta da Ilha. Segundo uns dos participantes da administração comunal, trata-se de uma unidade mantida por instituições religiosas e também cobram pelo seu serviço. Amaral, (1968); e Pepetela, (1998).
3.7.4 Saneamento Básico da Ilha
Um exemplo da sobrecarga e da condição insuficiente de infra-estrutura diz respeito ao abastecimento de água potável. No passado eram comoventes utilizados poços de capitação com pouca profundidade e sem tratamento, devido à qualidade encontrada. Atualmente é descartada tal solução devido ao alto índice de poluição, inclusive com metais pesados e devido à água salobra, que inviabiliza seu consumo. A Ilha, que em diversos momentos foi alto suficiente em abastecimento de água, atendendo ao consumo da cidade e da demanda das embarcações locais, possui atualmente estrutura deteriorada pelo tempo e incapaz de atender a demanda da população e das atividades concentradas. No presente, as duas canalizações existentes que trazem água do continente (região do Quifandongo) para a ilha foram implantadas para uma situação diferente da encontrada atualmente. Uma das canalizações, segundo a administração comunal da Ilha, foi implantada há mais de vinte anos, para atender alguns pontos nas antigas aldeamentos de pescadores e antiga escola de hotelaria. A outra canalização de água foi implantada para atender a clinica Sagrada Esperança. No seu curso, esta última obra, instalada ao longo das comunidades, foi aberta irregularmente em diversos pontos para abastecer a população. Quanto às instalações sanitárias, a Ilha também não apresenta estrutura adequada, principalmente no caso das comunidades encontradas. As poucas canalizações existentes não suportam a carga e se determinam sem qualquer tratamento diretamente no mar. Mesmo para os empreendimento e serviços, incluindo hotéis e restaurantes, a situação de coleta e tratamento de influentes e fatores negativos contribuem para as péssimas condições de saúde no local. Fora os aspectos de higiene e de proliferação de vetores de doença, os resíduos sólidos compõem uma parte negativa da paisagem da Ilha. Embora nos últimos anos esteja sendo realizada a coleta e resíduo e a disposição de lixeiras ao longo da orla serviços contratados pelo governo provincial, o lixo domina a vista com destaque negativo para a floresta e para a baía de Luanda. Não há dúvidas de que as áreas naturais devem ser preservadas para que exista, no futuro, espaços não modificados pelos homens. Estes espaços naturais podem ser utilizados para a prática da atividade turística, se possuírem um planejamento consciente. Este planejamento se faz necessário para evitar os danos ambientais sobre os mios visitados e manter a atratividade dos recursos para o futuro. O fomento do turismo com o planejamento ordenado dos espaços, dos equipamentos e das atividades turísticas, podem gerar renda para a área contribuindo assim para a preservação de seus recursos naturais relevantes e garantindo a conservação e proteção dos mesmos através do controle dos turistas.
3.7.5 Aspectos sócio-cultural
Os séculos de história e das relações estabelecidas com o mar constituíram uma cultura única embora inserida num vasto universo cultural dos ambundo (povos antigos). Pepetela (1990) em luandando. As festas passadas e as que ainda ocorrem na Ilha apresentam um intercâmbio de culturas e tempos da comunidade Axiluanda, tendo a Kianda (protetora dos pescadores) como uma das entidades mais expressivas no respeito e imaginário local. A principal festa da ilha que antigamente acontecia na floresta e hoje traz população de todas as províncias para o ponto final é também uma homenagem a Kianda. Atualmente a cultura da Ilha encontra-se em profunda tensão e em crise ou ruínas, conforme alertavam alguns escritores em suas obras. As novas relações estabelecidas pela moderna miscigenada sociedade angolana, a oficialização dos eventos, mais principalmente pela migração intensa de outros povos que adensaram profundamente seus espaços, alteram continuamente suas tradições.
4 O TURISMO ATUAL NA ILHA DE LUANDA – ANGOLA
Angola é um território encantador observando-se a sua paisagem, em particular a ilha de Luanda como mostra a figura 5. Possui um litoral de 1650 km na Costa Atlântica de Angola, rios de grandes volumes que deságuam em amplos estuários, depositando sedimentos das zonas planálticas formando numerosas Ilhas, baías e restingas, onde se localizam excelentes praias. Amaral, (1968); e Pepetela, (1998).
Figura 22 vista aérea da Ilha de Luanda
Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo.2006
Embora o clima permita freqüência das praias durante o ano, é especialmente no verão que as mesmas são mais procuradas, pelas altas temperaturas oscilando entre 26 e 30 graus. Na Costa Ocidental de Angola destacam-se as ilhas e as praias de águas mornas e correntes oceânicas fortes. Dentre estas praias mais procuradas são as do Mussulo, devido a sua beleza e estrutura para o turismo, e as praias da Ilha de Luanda, atrativo turístico desde a colonização, por sua condição de acesso e paisagem privilegiada. A Ilha, assim como a cidade, passa atualmente por um sensível processo de adequação e qualificação urbana frente à ocupação desordenada dos últimos anos, motivo pela qual as atividades turísticas foram negativamente afetadas. O atual fluxo de pessoas para a Ilha resume-se a moradores locais ou trabalhadores que prestam serviços em restaurantes, hotéis ou nas comunidades locais, bem como alguns visitantes que procuram restaurantes para reuniões informais ou para distração no horário de almoço, no período noturno e nos finais de semana.
4. 1 Oferta turística da ilha de Luanda – angola
A oferta turística de uma localidade é constituída de todos os produtos e serviços adquiridos ou consumidos pelo turista durante a sua estada em uma destinação. É importante ressaltar que esses produtos e serviços são oferecidos por uma gama de produção e fornecedores diferentes que, apesar de atuarem de forma individual, são entendida pelo turista como um todo que integra a experiência vivencial da viagem. Por isso, o planejamento da oferta de núcleos receptores deve considerar o desempenho isolado de cada um, integrado a um objetivo geral, e cooperado, voltado para a qualidade total dos produtos e serviços oferecidos. A oferta técnica ou infra-estrutura turística das destinações considerou-se todos os serviços oferecidos e equipamentos instalados para o atendimento dos desejos e das necessidades dos turistas. Sua quantidade, variedade e qualidade variam de acordo com o tipo de turismo da localidade. Amaral, (1968); e Pepetela, (1998). Na figura 16 podemos ver a baia de Luanda, mostrando o cais do clube náutico da Ilha de Luanda, de onde partem turista que buscam a pesca como esporte e lazer.
Figura 23 vista da Baia de Luanda – Clube Náutico
Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo.2006
4. 1. 1 Atrativos turísticos
Os atrativos constituem a base sobre a qual se fundamenta qualquer plano de desenvolvimento turístico e, por isso seu processo de planejamento não pode dispensar o inventário desses elementos e sua avaliação. A avaliação dos atrativos determina seu potencial turístico e constitui elemento fundamental para tomada de decisão estratégicas para uma localidade e fornece subsídios para determinar a abrangência dos projetos e a quantidade e a qualidade dos equipamentos e da infra-estrutura por instalar. Atrativos turísticos são considerado todos elementos material que tem capacidade própria, ou em combinação com outros, para atrair visitantes de uma determinada localidade. Uma grande diversidade atrativa turística é parte do acervo de instituições que levam dezenas de turistas ao local para se divertirem. Entre eles podem –se destacar: logo na entrada da Ilha de Luanda podemos ver o museu das Forças Armadas sobre a Fortaleza são Miguel, com todo o acervo das forças armadas desde o período colonial, a Igreja de nossa Senhora do Cabo admirada pela sua arquitetura antiga; na planice da fortaleza São Miguel avista-se ao lado um entorno de praia conhecida como restinga onde está situado o mausoléu dedicado ao líder da revolução, e primeiro presidente da República Popular de Angola, Dr Antonio Agostinho Neto, onde os turistas podem visitar os restos mortais. encontra-se ainda a pedra da Kianda que tem uma importância historia dos mitos da Kianda uma lendária sereia do mar cuja a historia remonta a chegada dos portugueses no local que também serviu de aporto ao navegador e descobridor da cidade, Paulo Dias de Novais que foi neto do navegador português Bartolomeu Dias, cuja a data de nascimento é incerta; foi escrivão da Fazenda Real e juntamente com a Companhia de Jesus, integrou uma embaixada a Angola em 1560 que tinha como objetivo contatar com um régulo local. Acabou por ser preso, sendo libertado em 1565 ou em 1566, dispondo-se a vir trazer auxílio para dominar umas revoltas. Assim em 1571, foi-lhe doada a capitania das margens do Rio Cuanza, com a missão de construir fortalezas: a de São Miguel, atual Museu das Forças Armadas, e uma igreja, a de nossa senhora do cabo, e de fixar os colonos. Chegou a Angola apenas em 1575, empenhando-se na busca de ouro e prata. Fundou diversas localidades, entre as quais São Paulo de Luanda a atual capital. Pode-se ainda encontrar a Igreja de nossa Senhora de Nazaré ao longo da avenida marginal de Luanda que leva a ilha de Luanda, assim como o palácio de ferro também situado na marginal, como mostra a tabela 1 de atrativos turísticos.
Tabela 5 de Atrativos turísticos Tipo Nome Acesso Características Museu Fortaleza de São Miguel Bom Acervo militar histórico Igreja Igreja N. Senhora do Cabo Bom Acervo religioso Museu Mausoléus Bom Acervo Político e Social Monumento Pedra da Kianda Bom Local Lendário Monumento Poço do Rei Bom Historia Colonial Igreja Igreja N. S. da Nazaré Bom Acervo Religioso Palácio Palácio de Ferro Bom Histórica Colonial Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo.2006
4. 1. 2 Equipamentos e Serviços Turístico
A feira livre de diversidade de produtos alimentícios e frutos do mar, conhecida como trapalhões pela influencia das novelas e programas de TV que são transmitidas em Angola – Luanda, é fonte de abastecimento parcial aos restaurantes e hotéis locais, assim como é um grande atrativo de turistas pelas especiarias e frutos do mar ali comercializados, que podem tanto ser consumido ali mesmo, ou comprados ou ainda encontrados nos restaurantes locais, como mais um ingrediente para a atração de turistas na Ilha. Assim os serviços de alimentação compõem-se de 11 restaurantes localizados em vários pontos da Ilha, desde a restinga entrada da Ilha até o farol da Ilha de Luanda. a tabela 2 lista os 11 restaurantes que podem ser encontrados com sua diversidade culinária nacional e internacional.
Figura 24. O Interior do restaurante de comida Internacional (Panorama) no Complexo Hoteleiro da Ilha de Luanda
Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo.1992. Tabela 6 de Restaurantes e Serviços de Alimentação* Nome Localização Características RestauranteTamariz R:Mortala Mohamed N.7 C. Típica e internacional Restaurante Café del Mar R:Mortala Mohamed N.29 C. Típica e internacional Restaurante Nuno Alves R:Mortala Mohamed N.37 C. Típica e internacional Restaurante Pinto`s R:Mortala Mohamed N.42 C. Típica e internacional Restaurante Ponto Final R:Mortala Mohamed N. 57 C. Típica Restaurante Cocunuts R: Mortala Mohamed N.59 C. Típica e internacional Restaurante Jago veleiro R:Mortala Mohamed N. 65 C. Típica e internacional Rest Marítimo da Ilha R:Mortala Mohamed N.69 C. Típica e internacional Restaurante Miami Beach R:Mortala Mohamed N.74 C. Típica e internacional Restaurante Caribe R:Mortala Mohamed N.89 C. Típica e internacional Restaurante Náutico R:Mortala Mohamed N.98 C. Típica e internacional Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo.2006
4. 1. 3 Infra – estrutura de Apoio Turístico
Ao Longo da Avenida 4 de fevereiro, também conhecida como Avenida Marginal encontram-se os hotéis para acomodação dos turistas que visitam a Ilha, que em conjunto com as agencias de turismo integram um serviço de apóio aos turistas que visitam o local. Uma rede de hospedagem que integra hotéis de 5 a 2 estrelas, oferece um serviço de hospedagem que supre as necessidades do turistas em visita à ilha, alem de desfrutarem de um ser viço integrado com as agencias de turismo que também se localizam na avenida 4 de fevereiro. Na Tabela 3 a lista com o serviço de atendimento aos hospedes turistas estrangeiros e nacionais que chegam a Luanda ou a Ilha de Luanda. A oferta de meio de hospedagem na cidade de Luanda, está localizado na Avenida 4 de fevereiro, que é um dos atrativos turísticos que a Ilha de Luanda tem, como mostra a figura 8.
4.2 A Rede hoteleira, similar e agência de viagens e turismo.
• hoteis: 96 unidades • pensões: 188 unidades • aparthoteis: 12 unidades • restaurantes e similares: 2.133 unidades • moteis: 5 unidades • complexos turísticos: 12 unidades • pousadas: 2 unidades • estalagens: 3 unidades • agências de viagens: 160 unidades
Tabela 7 de Oferta de Meio de Hospedagem na cidade de Luanda Nome Localização Tipo Cate-goria NºUHS Área para eventos Outros H Le Meridien AV. 4 de Fevereiro nº09 H L 4 ? •3suite presend •204simples •230duplo •350 diplomática •Sala para 600 pessoas •sala de reunião para 80 pessoas •Restaurante •Piscina •salão de cabeleireir •butiqui H. Trópico R: da Missão nº 103 HL 4 ? •280 quartos incluído 8 suites •6 salas de conferencias • centro de negócios • piscina •cabeleireiro • 3 lojas •restaurante H Panorama R: Mortala Mohamed HL 3 ? • 2 suites •100 duplos • 58 simples •1 sala para conferencia • 1 sala para reunião • piscina • bar • salão de festa •restaurante H Marinha R: Mortala Mohamed HL 3? • 3 suites •12 duplos • 24 casal • 39 simples • sala para150 pessoas •restaurat • piscina H. Alameda Av: Alameda van -dúnem HL 3 ? • 2 suites •80 duplos •30 casal •60 simples • sala de conferencia para 100 pessoas •restaur • bar • salão de festa H. Tivoli R: da Missão nº85 HL 4 ? • 48 duplos • 6 suites •20 simples • 2 salas de conferencias para 30 pessoas • ginásio • sauna •restauran • bar H. Mundial R: conselheiro vilhena nº14 HL 3 ? • 3 suites • 45 simples • 38 duplos • business CENTER • restaura • bar •descotec H. Alvalade R: comandante Gika HL 4 ? •202 quartos, incluindo 14 suites • Sala de reunião para 80 pessoas • 4 sala de conferencias para 200 pessoas • 2 centro de negócio • restaura • ginásio • piscina • mini bar • cabeleireiro •quiosque •lavandaria H. Continental R: Rainha Ginga HL 3 ? • 85 quartos, incluído 7 suites • sala de reuniões • business lounge Esplanada Tabacaria Bar Restauran Ginásio
descotec
H. Fórum Travessa HO Chi Min HL 3 ? • 60 quartos • 56 suites •20 duplos • sala de conferência para 60 pessoas • sala de reunião para 20 pessoas • restaura • bar • piscina H Palm Beach R: Mortala Mohamed HL 3? • 17 suites • 50 quartos • sala de conferência para 80 pessoas •restaure • bar •piscina • campo de tênis Fonte: Ministério do Turismo de Angola 2005.
Figura 25 – Avenida 4 de fevereiro ou como é chamada popularmente – marginal.
Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo.1992
4.2.1 Equipamentos e serviços turístico As agencias de viagens estão localizadas na sua maioria na avenida 4 de fevereiro facilitando o serviço de integração – hotel – agencia – turismo – e serviços de táxi. o turista se sente mais cômodo ao desfrutar o serviço porque esta bem serviço e tem a seu dispor todo tipo de serviços que ainda oferecem um uma rede de lojas e boutiques que vendem desde artigos de arte a roupa típica dos muxiluandas, tribo local que tem como uma das tradições a pesca artesanal, e a venda de conchas e outros artigos de mar na Ilha. O produto turístico e efetivamente um dos serviços turísticos fundamentais para o entendimento das funções do atendente das agências de viagens e que integram o setor terciário da economia luandense. Para o entendimento da ligação entre serviços turísticos e agências de viagens, torna-se necessário, principalmente, conhecer a função de intermediação que os serviços estabelecem entre o produto e o cliente e sua importância como instrumento de diferencial da empresa. Na tabela 6 a lista das Agências de viagens, que podem ser encontradas seja na Ilha de Luanda ou ao longo da av 4 de fevereiro. Um outro serviço que desperta a atenção do turista é o setor de vendas no atacado de artesanato da cultura angolana ou da Ilha especificamente dos muxiluandas. é de salientar que é um dos setores que movimenta o mercado em conjunto com o de alimentação e venda de alimentos de frutos do mar.
Tabela 8 de Serviços oferecidos pelas Agencias de Viagens. Nome Localização Observações Taag R: da Missão nº 100 Venda de passagem. Paccitur R: Liga Nacional Africana nº 27 Venda de passagem aéreas e pacotes turístico. Equador Largo trintão da cunha nº 10 Venda de passagem aérea pacotes turístico e excursões. Internacional travel R: Gestão de Souza Dias nº4 Venda de passagem aéreas, pacotes turístico. HBA Av. 4 de Fevereiro nº5 Venda de passagem aéreas, pacote turístico. Intours R: Martins Luather King nº57 Vendas de passagem aéreas, pacotes turístico. Tropicana R: Liga Nacional Africana Venda de passagem aéreas, pacotes turístico. Holitur R: Comandante Kwenha nº21 Vendas de passagem aéreas, pacotes turístico. Charme R: 1º Congresso nº 33 Vendas de passagem aéreas, pacotes turístico. Nubri R: Martins Luather King nº134 Vendas de passagem aéreas, pacotes turístico,excursões. Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo.2006
4.3 Descriminação dos hotéis, agencias de viagens e na Ilha de Luanda.
Os Hoteis têm qualidade no atendimento ao turista de tal forma que se equiparam aos globais, comencando pelo Hotel Presidente (Le Meridien), um dos mais conceituados do mundo, e que oferece todos os serviços turisticos solicitados pelo turismo internacional, tendo uma estrutura que engloba, todos serviços de atendimento ao turista, ou seja, desde agencia de viagem, pacotes de turismo, e integralidade com o mundo caso seja necessário. além deste temos o Hotel Trópico (****) - Rua da Missão, 103 - Tel.: 244 - 2 - 370070. Localizado no centro da cidade, é considerado o principal hotel de Luanda para homens de negócios (as reservas devem ser feitas com muita antecedência). Hotel Alvalade (****) - Av. Comandante Gika - Tel.: 244 - 2 - 327470. Excelentes condições, relativamente perto do aeroporto, mas longe do centro. Hotel Continental (***) - Rua Manuel Fernando Caldeira, 2 - Tel.: 244 - 2 – 334241. Recentemente remodelado e com vista para a baía de Luanda, este simpático hotel constitui uma boa alternativa. Restaurantes: Os melhores restaurantes situam-se na Ilha de Luanda: Caribe, Coconuts (tel.: 222 309241), Clube Naútico (tel.: 222 309447), Cais de Quatro (tel.: 309430), os dois últimos com uma magnífica vista da baía de Luanda, especialmente à noite; no centro da cidade, recomenda-se o Tambarino (tel.: 222 396884), o Pimms (tel.: 222 326290) e o Pinto's (tel.: 222 335322). Para provar especialidades angolanas (que os locais só comem ao fim-de-semana): Ponto Final, na ponta da Ilha de Luanda e o "buffet" das quintas-feiras, ao almoço, no restaurante Zambeze do Hotel Alvalade (tel.: 244 - 2 - 327470).
Hotel Presidente (Le Meridien) Largo 4 de Fevereiro, nº 4 – Luanda Tel. (00244-2) 311717 / 311449 / 310840 Fax: 310607 Faz parte do complexo turistico da Ilha de Luanda E-mail: hpresidente@netangola.com www.lemeridien-luanda.com
Hotel Alameda Alameda Manuel Va-Dúnen, nº 109 – Luanda Tel. (00244-2) 444850 / 442411 / Fax: 442410 E-mail: hotelalameda@netangola.com
Hotel Alvalade (4 estrelas) Rua Emílio Mbindi – Alvalade Tel. (00244-2) 327470 Fax: 327480/1 Luanda
Hotel Trópico (4 estrelas) Rua da Missão, nº 103 - Luanda Tel. (00244-2) 370070 Fax 391798 E-mail: trópico@mstelcom.com htropico@netangola.com Hotel Tivoli (4 estrelas) Rua da Missão, nº 85 Luanda Tel. (00244-2) 391593 / 393897 Fax: 335644 E-mail: htivoli@ebonet.net
Hotel Avenida (3 estrelas) Rua Governador Eduardo Costa - Luanda Tel. (00244-2) 334726 / 395134 Fax 334727 E-mail: hotelavenida@snet.co.ao
Hotel Costa do Sol Estrada da Corimba – Luanda Tel. (00244-2) 469201 / 469318 / 469330 / 469350
Hotel Continental Rua Manuel Fernando Caldeira, nº 2 – Luanda Tel (00244-2) 334242 / 334243 / 334244 Fax : 392735 / 392890
Hotel Fórum Travessa Ho-Chi-Min – Luanda Tel. (00244-2) 324348 / 324349 / 324350 Fax: 322193 E-mail: forumhotel@netangola.com
Hotel Panorama Ilha de Luanda – Luanda Tel. (00244-2) 309074 / 309075 / 309401 Fax: 309402 É um dos maiores no complexo turistico da Ilha de Luanda E-mail: hotelpanorama@netangola.com
Complexo Hoteleiro da Endiama Rua Houari Boumediene, nº 66/68 – Luanda Tel. (00244-2) 446937 / 447954 / 449852 Fax: 446937 agencias de viagens
4.3.1 Agências de viagens
SOMITUR- Agência de Viagens Rua Manuel Fernando Caldeira, 3 A/ 3 B Bairro dos Coqueiros – Luanda Tel. 397965 -396059-398058, 399091 Fax. 335635 Tlm. 091 502351 Email: somitur@ebonet.net
TRANS KALANDULA – Agência de Viagens e Turismo Rua dos Mareantes, 51 D R/C Bairro Prenda – Luanda Tel. 355706, Fax. 355706 Tlm. 091 501801- 092 301508 Email: transkalandula@hotmail.com , transkalandula@netangola.com ANGOTUR – Agência de Viagens e Turismo Rua Amílcar Cabral, nº 120 – Luanda Tel. 394735
Alameda Manuel Van-Dúnem, nº 109 – Luanda Tel. 446034-443616 Fax. 443616
ANGOLAN ADVENTURE SAFARIS Agência de Viagens e Turismo Rua Capitão José da Rosa, 23 – 2º Esq. Namibe Tel. 61179 – Fax 50006 Email afaris@netangola.com AVIS, Lda. Rua Joaquim Kapango, 79 R/C – Luanda Tel. 320647 Fax 320597 CHARME TOURS – Agência de Viagens e Turismo Rua 1º Congresso do MPLA, nº 33/35 Luanda Tel. 396499 – 397499 – 397699 Fax 331576 Email charme@netangola.com HOLITUR - Viagens e Turismo Lda. Rua Cmdt. Kwenha, nº 212 R/C Luanda Tel. 399612 – 399613 Fax 399612 Email holitur@ebonet.net
INTOURS – Viagens e Turismo, Lda. Rua Martin Luther King, nº 57/67 C. Postal 2404 Luanda Tel. 396650 – 393777 Fax 394291 Email intours@ebonet.net 4.3.2 Companhias Aéreas e Lojas de Venda de Pacotes turísticos
Taag –Linhas Aéreas de Angola Rua da Missão, nº 123 – Luanda Tel. (00244-2) 392541 / 393098 / 393148 / 393348 Sonair – Serviço Aéreo, S.A.R.L. Serviço de Táxi Aéreo por Avião e Helicóptero Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, C.P. 1316 Luanda Tel. (00244-2) 321907 / 321632 Fax 321521 / 321572 E-mail: sonair@sonair.ebonet.net Air Gemini Rua Guilherme Pereira Inglês, nº 43, 3º B – Luanda Tel. (00244-2) 335511 /335779 / 336199 Fax: 351205 E-mail: airgemini@netangola.com
ACC – Angola Air Charter Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro - Luanda Tel. (00244-2) 321290 / 323559 Fax: 320773 / 321290 E-mail: ang-aircharter@ebonet.net
SAA-South African Airways Rua Clube Marítimo Africano, nº 2/4, R/C – Luanda Tel. (00244-2) 391858 / 395820 Fax: 335028 E-mail : lourinhosaa@netangola.com
TAP – Air Portugal Av. 4 de Fevereiro, nº 79 – Luanda Tel. Reservas (00244-2) 331691/4, Balcão 331696 Fax 331687 E-mail: taplad@multitel.co.ao
Air Gabon Largo 4 de Fevereiro, nº 8 -Luanda (edifício do Hotel Presidente Meridien) Tel. (00244-2) 310878 / 310614 Fax 310061
4.3.3 Entretenimento e lazer
O planejamento de aéreas, espaços e instalações para recreação envolve a análise cuidadosa dos fluxos e da circulação de pessoas. O acesso deve adequar-se a um grande número simultâneo de pessoas que necessitam de estacionamento para seus carros. Além disso, deve considerar o atendimento das necessidades básicas dos visitantes para as diferentes faixas etária, para os grupos familiares ou amigos e para a participação ativa ou passiva das atividades. Os complexos esportivos e recreativos devem situar-se perto das grandes cidades para facilitar sua freqüência regular, preferencialmente diária e não apenas nos fins de semana e feriados. A existência de equipamentos receptivos, de entretenimento e de outros serviços oferecidos para satisfação às necessidades dos turistas tem um custo não só de investimentos, mas também de funcionamento. Os equipamentos precisam ser remunerados e, para arcar com essas despesas, os responsáveis precisam dispor de recursos financeiros. A viabilização econômica de infra-estrutura turísticas pode ser estimulada pela indução a um tempo de permanência maior, a programas específicos para baixa estação e a um estímulo para o aumento do consumo dos turistas nas localidades receptoras. Na Tabela 7 estão listados a diversidade de ofertas dos serviços de entretenimento e lazer noturnos e diurnos, entre eles boites, passeios a zoológico da Ilha, e visitas ao clube náutico além de visitas à casa do desportista onde se podem jogar especificamente uma diversidade de jogos que permitam aos visitantes permanecerem mais tempo no local.
Tabela 9 de Serviços de entretenimento e lazer Nome Tipo Localidade OBSERVAÇÕES Onjango Clube R: Mortala Mohamed Possui: 4 quadra de tênis, 1 academia de ginástica 1 campo de futebol, 2 piscina.
Roça das Mangueiras Clube R:Mortala Mohamed Possui: 1 campo de futebol,1 campo de volei,1 piscina, restaurante e sauna. Celamar Clube R: Mortala Mohamed Possui: 1 campo de futebol. 2 piscina, 1 quadra de tênis, restaurante. Alvalade Clube R: Comandante Ginka Possui: 2 piscina,1 sauna,1 campo de futebol, restaurante. Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo.2006 Tabela 1 desembarque de turistas na cidade de Luanda ANO 1999 2000 2001 2002 2003 Nº de turistas diversas origens 45.500 50.700 67.400 90.532 106.625 Variação número de turistas (s/ano anterior) -12,5% 10% 32% 34% 18% Nº de turistas europeus 29.116 30.800 38.200 52.169 55.190 % de turistas europeus(s/total) 64% 61% 65,7% 57,6% 57,6% Nº de turistas africanos 7.887 8.400 14.800 16.723 30.915 % de turistas africanos (s/total) 17% 17% 22% 18,5% 29% Nº de turistas do continente americano 6.081 7.600 9.200 15.044 14.770 % de turistas do continente americano 13% 15% 13,6% 16,6% 14% Fonte: Inoftur . Instituto do Turismo de Angola Gráfico 1 da Tabela 1. desembarque de Turistas na cidade de Luanda.
Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo de Angola 2006 4.4 Motivo de viagens de turismo em Luanda
Os motivos que levam vários cidadãos do mundo a Luanda - Angola são vários, destacando-se as viagens de negócios, que representa quase que o total de viagens já realizadas após a decadência do turismo em Angola. Um País com um potencial de recursos minerais de importancia capitaç não poderia ser diferente o motivo de viagens de grandes capitalistas investidores na industria mineradoura de vários recuros, entre eles destacando-se o diamante, o petróleo, o ouro, e outros de importancia industrial global, que são explorados na dua maioria por multinacionais estreageiras associadas a empresas goivernamentais em parciria com empresas privadas pela constituição recente de monopolização dos recursos por parte do Estado, que constituiu dois tipos de empresas intermediárias para se estabelecer qualquer tipo de negócio em Angola: constituiu Uma Instituição empresarial denominadas UEE Unidade economica Estatal e UEM Unidade Economica Mista, onde se inserem as várias limitações estabelecidas pela lei comercial e industrial de angola. Em síntese tem-se com mais frenquencia a prática de turismo de serviços seguido do turisamo de negócios, como os dois primeiros motivos dos turistas que chegam em Luanda capital de Angola, onde se localiza a Ilha de Luanda objeto desta pesquisa. como ve-se na tabela 2 de viagens de turismo em Luanda e consequentemente em Angola, o turismo de serviço com 74,2%, que não deixa de ser tembém de negócios, constitui-se como o primeiro motivo dos turistas que chegam de diversas partes do mundo, seguido do turismo de negócios comm 12, 5% dos visitantes, e o terceiro motivo constituindo-se de visitas, lazer férias, e outros com 13%, e 0,3% por motivos pessoais. Dos 100% de turistas , 87% ficam hospedados em Luanda, porque devido a guerra civil que assolou o País durante 30 anos, quase nenhuma outra provincia tem estrutura poara manter ou receber turistas como a cidade de Luanda que é a capital tem, e mais especificamente a Ilha de Lianda fica com 60,5% dos turistas hospedados em seus estabelecimentos holeiros, o que justifica a pesquisa ora apresentada para diagnosticar o turismo no planejamento urbano da cidade de Luanda como se mosta na Tabela 3de receita líquida em turismo durante 5 anos.
Tabela 2 Motivo de viagens de Turismo em Luanda
ANO 1999 2000 2001 2002 2003 %Turistas / motivo serviço 74,2% 62% 54% 52% 63% %Turistas / motivo negócios 12,5% 11% 17% 32% 17% %Turistas / motivo visitas, familiares e férias 13% 26% 19% 16% 20% % Turistas por motivos Pessoais 0,3% Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo de Angola 2006
Gráfico 2. da Tabela 2 Motivo de Viagens de Tuiristas em Luanda
Fonte: Inoftur . Instituto do Turismo e hotelaria de Angola 2006
4.5. - Receitas do turismo em milhões de kz As receitas de turismo em milhões de reais apresentada na tabela 3 de receita de turismo em cinco anos, corresponde a espetativa de visitas de serviço nesse periódo, o que esplica o movimento do turismo em Luanda em particular na Ilha com maior participação em percentagem. Assim em 1999, a receita liquida do turismo foi de 9,714 milhões de kuanzas, 1 2000 foi de 180.200 milhões, em 2001 foi de 562.500 milhões de kuanzas, em 2002 foi de 437.910 milhoes de kuanzas, em 2003 foi de 4.518.845 milhões de kuanzas.
Tabela 3 de Recita do Turismo em 5 anos ANO 1999 2000 2001 2002 2003 VALORES 9.714 180.200 562.500 437.910 4.518.845 Fonte: Inoftur . Instituto do Turismo e hotelaria de Angola Gráfico 3 da Tabela 3 de Receita do Turismo em cinco anos
Fonte: Inoftur . Instituto do Turismo e hotelaria de Angola
Estas receitas são referentes aos hotéis, pensões e turismo obtidas em 2002 foi de 7345 milhões de Kz, e 2003 1.549.140 milhões Kz. Com este valor o total das receitas 2m 2002 foi de 445.255 milhões Kwansas, e 2003 6.067.985 milhões Kz.
Tabela 4 de distribuição dos Turistas que chegam em Luanda em Relação a Ilha de Luanda. ANO 1999 2000 2001 2002 2003
Luanda 1998 1999 2000 2001 2002 2003
Valores 15.715 140.100 340.200 567.300 8.542.678 10.910.678 Ilha de LDA VALORES 19.714 185.200 662.500 937.910 10.518.845 13.896.986 Fonte: Inoftur . Instituto do Turismo e hotelaria de Angola 2006 Gráfico 4 da Tabela 4 de distribuição dos Turista em Luanda em relação à Ilha de Luanda
Fonte: Inoftur . Instituto do Turismo e hotelaria de Angola 2006
4.5.1 Legislação Comum do turismo de angola
O Decreto – Lei nº. 5/96 cria o Ministério da Hotelaria e Turismo Resolução nº. 7/97, aprova a Política Nacional do Turismo; Resolução nº. 9/97, aprova a estratégica da Hotelaria e Turismo; A elaboração do Plano Director do Turismo; A reabilitação e recuperação das infra-estruturas Hoteleiras e Turísticas; A estratégia da Inspecção do Turismo; O Plano Estratégico de Formação para o Sector; A cooperação Internacional; Decreto – Lei nº. 4/97 – Aprova o Estatuto Orgânico do MINHOTUR; Decreto – Lei 54/97 – aprova as Normas do Licenciamento e Disciplina do Financiamento das Agências de Viagens e Turismo; Decreto nº. 6/97 – Estabelece as Normas respeitantes ao aproveitamento dos Recursos turísticos do País e ao Exercício da Industria Hoteleira e Similar; Decreto Executivo nº 92/99 – Aprova os Novos Modelos de Alvarás para o Exercício da Actividade da Industria Hoteleira e Similar; Decreto Executivo nº. 93/99 – aprova o Modelo de Alvará para as Agências de Viagens e Turismo; Decreto Executivo Conjunto nº. 94/99 – aprova os Preços dos Novos Alvarás de Licença da Indústria Hoteleira e Similar, Agências de Viagens e Turismo e os valores das taxas e vistorias. Neste momento está-se a trabalhar na actualização de alguns Diplomas, bem como a elaboração de novos Diplomas.
4.5.2 Ficha técnica de angola País: República de Angola (11/11/1975). Área: 1247000 km2. População: 14,5 milhões de habitantes. Capital: Luanda. Moeda: Kwanza (1 euro = 95 kwanzas). Figura 5 Moeda em Circulaçãona Cidade e no País
Fonte: BCA. Bano Central de Angola/BNA 2006
Idiomas: Português e dialectos locais (kikongo, kimbundo, umbundu, chokwe, mbunda e oxikuanyama). Vacinas: Febre amarela (obrigatória) e profilaxia da malária. Mas, também não esqueça um protector solar. Hora: GMT +1. Documentos: Passaporte com visto (a obtenção do visto na Embaixada de Angola em Lisboa pode demorar três semanas) e seguro de viagem. Acesso: Por avião, com as companhias de bandeira portuguesa e angolana, respectivamente, TAP e TAAG. Reserve as passagens com, pelo menos, um mês de antecedência (os lugares em classe Executiva são os primeiros a ser vendidos). Clima: Apesar de se localizar numa zona sub-tropical tem um clima que não reflecte esta condição, devido à confluência de três factores: a corrente fria de Benguela, o relevo do interior e a influência do deserto do Namibe. Em consequência, o clima de Angola é caracterizado por duas estações, a das chuvas (de Outubro a Abril) e a do Cacimbo (de Maio a Agosto), mais seca e com temperaturas mais baixas. Conselhos úteis: Atenção! O país ainda não está preparado para o turismo. Muitos angolanos olham com espanto para quem tira fotografias e há pessoas que ainda dizem ser proibido tirar fotos em Angola. Abstenha-se de fotografar edifícios oficiais (militares e governamentais), bem como esquadras da polícia e, pasme-se, quartéis de bombeiros! Os polícias podem interpelar os fotógrafos exigindo-lhes as necessárias autorizações. É cobrado 10% do valor por serviço é cobrado, nos restaurantes, e hoteis, mas não repassado às assosciações que cuidam da área de turismo, e é ainda prática corrente para muitos angolanos, funciuonarios deste setor, embora o sistema comece a cair em desuso nos procedimentos de embarque, desembarque, e hospedagem na cidade ou no aeroporto. A criminalidade é real, em cidades metropolitanas como Luanda, que é considerada uma das metropoles mais importantes da costa ocidental altantica, e geralmente é constituída por pequenos roubos praticados na sua maioria por funcionários do proprio setor ou em coluio com ambulantes que oferecem serviços de carregamento de malas das portas dos hoteis aos serviços de taxis conhecidos por esticão no carregamento de malas; os roubos são mais frequentes os de: (malas, telemóveis, máquinas fotográficas e outros utelsilhos de importancia capital), embora possam surgir situações originais como o roubo de diversos objetos pessoais como joias e outros de valor. É bom evitar comprar grandes peças de artesanato fora das lojas oficiais, ou seja na mão de ambulantes, já que as mesmas têm de levar um selo (no valor de 50 kwanzas) que é obrigatório apresentar no dia do embarque, no aeroporto. Evite, igualmente, levar fruta em grandes quantidades ou colocar ananases na bagagem (já foram confundidos com bombas!). Não precisa de trocar dinheiro em moeda local, porque poderá pagar praticamente tudo em dólares (pode é receber o troco em kwanzas). Gaste todos os kwanzas antes de partir, dado que é proibido exportar a moeda local e os montantes encontrados podem ficar retidos no aeroporto.
4. 6 Demanda turística atual
A demanda turística atual da Ilha não corresponde às expectativas já vividas anos atrás quando registrou um índice maior de visitantes e com isso uma arrecadação Record. Em 1980 os serviços oferecidos eram usados em 100%, hoje esse numero baixou para 30% menos; ou seja, uma diminuição dos serviços em 70% na baixa temporada. No verão esse número sobe para 50%. é de salientar que o aporto de Tansa-altlanticos, navios de lazer e diversão essa arrecadação vem melhorando aos poucos atingindo níveis de 60.9% A demanda real das localidades turísticas, além de fornecer dados sobre a situação atual do mercado, proporciona todas as condições para a determinação das medidas futuras que deverão ser tomadas pelos planejadores das atividades tanto no espaço espacial como mercadológico, mede-se a demanda turísticas real em termos numéricos de pessoas que chegam ou partem de um país ou de uma região, os passageiros que utilizam determinado tipo de transporte, os pernoites nos diversos tipos de alojamentos, a utilização dos equipamentos de entretenimento ou a qualidade de participantes de atividades esportivas ou outros eventos de caráter científico, social ou cultural. A demanda crescente pelo turismo e pelos lazeres, especificamente na natureza, é, sem duvida uma das tendências mais significativas dos movimentos turísticos da atualidade, trata-se de um novo mercado que, em todo mundo produz efeitos na economia, por atingir uma clientela nova, relativamente abastada, com disponibilidade de tempo força de alta temporada e curioso por descobrir novos locais turísticos, ecológico, porque o turismo de natureza constitui um bom vetor para a sensibilização do público para problemas ambientais, territorial, porque proporciona oportunidade de desenvolvimento para as regiões turísticas periféricas, e tem papel importante na arbitragem de soluções financeiras e fiscais que permitam a manutenção e a gestão dos espaços naturais.
É preciso delimitar o caráter da demanda tanto no plano quantitativo como no qualitativo considerando os custos e benefícios do fenômeno, e quais os espaços mais aptos para esse desenvolvimento.
Para melhor entender o objetivo do trabalho foi feita uma pesquisa de demanda analisado o perfil dos visitantes na Ilha, com um questionário de 21 perguntas em relação do perfil dos visitantes, também será apresentada tabelas e gráficos com valores absolutos e valores relativos para Ter uma noção do crescimento do turismo na Ilha de Luanda, apresentado o tipo de visitantes que visitam o local, também foi ressaltado o tipo visitantes, faixa etária nível escolar, motivo da visita, as vias de acesso segurança, preços, hospitalidade, pontos de importação turística, sinalização, etc. Esses pontos não podem faltar para o desenvolvimento do local. De acordo com as atividades desenvolvidas pelos turistas, as viagens turísticas, as exigências quanto aos elementos da oferta natural no caso de banhos de sol, mar e uso de praias, a exigência maior se concentra no clima à prática de esportes, os turistas exigem a presença dos elementos água e, no inverno, á prática de esportes de inverno, a configuração da superfície é fundamental. A seguir apresentam-se dados da tabela e do gráfico 10 de Faixa etária dos que vistam e praticam turismo na ilha, por idade com a variação absoluta e relativa. O gráfico 11 apresenta a Renda Bruta Mensal, com variação de valor absoluto e relativo das arrecadações em atividade turística; o gráfico 12, da tabela 12 apresenta os valores dos motivos da visita dos turistas na ilha.
Tabela: 10 de Faixa etária Idade Valor absoluto Valor relativo Até 17 anos 4 7 De 18 a 25 anos 11 29 De 26 a 34 anos 19 39 De 35 a 50 anos 50 10 De 51 a 65 anos 10 10 Acima de 65 anos 6 5 Total 100 100
Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo.2006 No Gráfico 10 da tabela 10, estão demostrados a faixa etária dos turistas que visitaram a ilha entre 1999 a 2003
Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo.2006
Tabela: 11 Renda Bruta Mensal Renda Valor absoluto Valor relativo Até 4.000 kz 32 10 4.001 a 8.000 kz 15 27 8.001 a12.000 kz 16 30 12.00.1 a 16.000 kz 8 20 16.001 a 20.000 kz 26 10 Acima de 20.000 kz 3 3 Total 100 100 Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo.2006 No Gráfico 6 da tabela: 11 Renda Bruta Mensal, estão representadas a renda bruta mensal de arrecadação do turismo na Ilha de Luanda.
Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo.2006
Tabela: 12 Motivo da Visita Tipo Valor absoluto Valor relativo Turismo/ Lazer/ Recriação 19 18 Negócios/Eventos 74 72 Visita amigos/ Parentes 7 10 Total 100 100 Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo.2006
No Gráfico 7 da tabela: 12 motivo da visita de cada turista é representado pelo gráfico comparando o motivo de visita à Luanda, e à Ilha
Fonte: Ministério de Hotelaria e Turismo.2006.
4. 7 Analise da situação atual do turismo na ilha de Luanda angola
A Ilha de Luanda sempre foi um ícone turístico e cultural de Luanda terra dos Axiluandas, é também da Kianda. A Ilha de Luanda é um dos locais da capital do País que concentra maior números de visitantes, fundamentalmente aos fins de semana, pela sua localização e pelos inúmeros locais de lazer que ela oferece, desde restaurantes, bares, discotecas, zoológico e a próprias praias, sendo a mais solicitada de Luanda. É também na Ilha onde anualmente se realizam as festas folclóricas daquela localidade administrativa. Lá, existem locais de diversão que a juventude aprecia nomeadamente. A Ilha é uma referência para Luanda sua beleza, mas, se este pedaço da terra ligada à outra extremidade da cidade por uma ponte. Amaral, (1968); e Pepetela, (1998). O turismo em Luanda principalmente na Ilha tem estado a evoluir positivamente, os resultados alcançados e os dados estatísticos mostram-nos esta realidade. O momento de chegada de visitantes estrangeiros em Luanda duram o ano de 2000 foi de 45,5 mil turistas, em 2001 foi de 50,7 mil e em 2002 foi de 67,7mil, em termos relativos esta evolução revela um aumento de 11,42% entre 2000 a 2001 e 32,9% de 2002 a 2003 do ponto de vista da Ilha de Luanda. O reconhecimento turístico como um setor estratégico para o desenvolvimento socioeconomicos da nação e insto que o mesmo constitua parte integrantes das suas políticas e decisões prioritárias porque vai figurar no roteiro turístico mundial fruto das excelente condições para tal, agora mais do que nunca acaba de alcançar a paz que possibilitará a circulação e segurança das pessoas e bens aqui vai permitir o aumento do fluxo turístico interno não só em Luanda como nos outras localidades. O governo e a administração comunal da Ilha abriram novas oportunidades para investimentos como: • Construção de hotéis; • Construção de centro de conferência; • Reabilitação das infra-estruturas hoteleiras, e similares degradadas, promoção para a criação de pequenas e medias empresas hoteleiras e turísticas; • Estabelecimento de um programa de apoio às empresas hoteleiras e turísticas; • Construção de um complexo escolar de nível superior de renome internacional para formação de quadros do setor, podendo ser com parceria de investidores estrangeiros interessados nesta ação; • Reabilitação e apetrechamento das escolas de formação hoteleiras e turísticas, captação do financiamento para elaboração de um plano diretor do turismo para valorização promoção das infra-estruturas turísticas e definição das principais zonas de interesse turístico. A aposta na criação de condições que o turismo nacional desenvolva, a média e longo prazo, deve constituir uma das principais apostas do executivo e dos operadores do setor, porque a atividade garante emprego a considerável número de pessoas, em Luanda, o turismo pode contribuir de forma alargado na redução da pobreza e do número de desempregados. As potencialidade naturais da Ilha devem ser conformadas em fonte permanente da riqueza, através da atividade turística. O turismo pela natureza das suas atividades e pela dinâmica do seu potencial crescimento é o segmento da economia que pode facilitar de forma rápida e completas os desafios da criação de postos de trabalho, bem como garantir a geração de receitas financeiras. Conferindo receitas na ordem dos 104,2 milhões de dólares como contribuição para os cofres do estado, o turismo nacional garante atualmente emprego para cerca de 49,5 mil cidadões, sendo 57 por centro deste numero constituído por homens e 47 por mulher. A Ilha foi um dos lugares escolhidos para o torneio de voleibol de praia que será defronte ao Hotel Panorama onde uma língua de área que se estende por um quilometro, até ao Hotel Panorama e onde se desenham várias quadras de praia para a pratica de andebol, futebol, e voleibol de praia. Isso atrai mais turistas naquela localidade que e a Ilha de Luanda em Angola. CARREIRA, (1977). Grande parte dos turistas que chegam em Luanda, tem origens diversas, e são representados a seguir pelas tabelas de gráficos que estatisiticamente enueram a quantidade e qualidade dos serviços oferecidos pelo numero crescente que vêem atingindo. Assim temos na tabela 1 desembarques de turistas em cinco anos concecutivos, mostrando como, com a melhoria dos serviços esse número tem crescido bastante, assim como podemos ver esta evolução no grafico número da tabela númro 1. Na tabela 2 o motivo de viagens, na tabela 3 a receita do turismo nestes anos.
Figura 26. Movimento de pessoas na praia em dia de sol em pleno verão
Fonte: Ministério do Turismo de Angola – 2005.
5 CONCLUSÃO
Concluir não significa terminar a pesquisa, tendo em conta que toda a atividade de pesquisa e diagnóstico aqui prevista deve anteceder e proceder a um planejamento mais especifico sobre o turismo na região. O que esta representa é tão somente o inicio de uma trajetória no trabalho de diagnóstico da situação do turismo na Ilha de Luanda, como ponto de partida de um dos potenciais turísticos de Angola, elaborado para mostrar o valor que a economia turística tem para a cidade e conseqüentemente para o País em termos de exploração do turismo na região austral da África. Com a realização em 2010 da copa do mundo na África do Sul, é imprescindível, que o Estado angolano como membro da SADC, tenha a amabilidade de incrementar e propor juntos às Instituições Internacionais que cuidam da comissão que realizará a copa do mundo, particularmente, a FIFA, e outras instituições ligadas a realização dos Jogos e copas da África, possam unir esforços para criar uma comissão que cuide de rever a avaliar este estudo no sentido de olhar para o futuro em relação ao turismo na região. De Luanda para a a cidade do Cabo – África do Sul são mais de duas horas e meia de avião, podendo a ilha de Luanda estar disponível para a curiosidade que desperta nos estrangeiros e assim poder voltar a sua época de ouro em que tinha arrecadações recordes com visitas e venda de seus produtos. Dos diversos os significados que o termo turismo assume, hoje pode-se acrescer que a atividade esportiva é um lazer que esta diretamente ligado ao turismo. Como fenômeno moderno seu processo de elaboração vem sendo pensado desde o início do século XX e tem sido objeto de acaloradas discussões, indo desde as conceituações elaboradas a partir de critérios econômicos, infra-estruturais e institucionais até aqueles autores que consideram-no uma prática eminentemente social e motivadora de processos de transformações sócio-espaciais, estão inceridos nela como atores e como beneficiários, porque muitas vezes refletido sobre o assunto eles mesmos – autores – estão vevenciando o lazer que o turismo proporciona aos seus visitantes. O fato é que o turismo na atual ilha de luanda e as multiplicidades de acepções relacionadas ao turismo cinetificamente, se encontram longe de serem consideradas consensuais, comportando contradições de toda ordem, que vão desde a realidade vivida na ilha até os planos que os govenos têm para a o desenvolvimento da região. Um bom exemplo disso é o conceito de turismo elaborado pela OMT que considera turismo qualquer modalidade de deslocamento espacial que envolva fluxo de pessoas e demandas infra-estruturais dos locais receptores cuja duração atinja pelo menos 24 horas. é bem erdade que isso não falta à ilha, mas para o seu real desenvolvmento de forma a contribuir para a receita bruta do pib da cidade, está bem longe de atingir as metasprotagonizadas pelo governo, e pelas empresas privadas interessadas a desenvolverem o turismo no local. Nesse sentido, em tese, qualquer viagem poderia ser considerada turística, independentemente das motivações que originam os deslocamentos, mas como essa concepção tem sido uma constante no seio dos especialistas podemos constatar que tudo não passa de economia turistica, que movimenta tanto pessoas como culturas, misturando trocas com a civilidade dos que trocam, o que muitos especialistas já vêm chamando de cutura turistica econômica. Não obstante esse conceito ser adotado em todo mundo, note-se que ele tem fortes repercussões sobre o planejamento e gestão dessa atividade. Também são diversos os tipos de turismo praticados no mundo inteiro, variando de acordo com as características dos lugares e daquilo que pode ser considerado potencialidade para o turismo. No caso especifico da ilha de Luanda e de uma cidade como Luanda, o turismo de negocios, assim considerado por varios autores é o mais praticado na região, já que grande parte das hospedarias e do que se pode apreciar está na Ilha, e por essa razão acolhe quase todo o turista que visita a cidade a titulo de negócios. Sejam eles relacionados aos recursos naturais, culturais ou sociais das diversas regiões do planeta, em particular od da África austral podendo-se destacar as seguintes denominações conclusivas sobre turismo de negócios e outros: turismo de férias, turismo cultural, turismo de negócios, turismo desportivo, que não deixa de ser de negócios pelas caracteristicas que o desporto assumiu na atividade economica, turismo de saúde e turismo religioso. Outros tantos termos podem ser acrescidos a estes, a saber: Ecoturismo, Turismo de Aventura, Turismo Pedagógico, Turismo Radical, só para citar alguns. Também a forma de praticá-los admite muitas variações, de modo geral pode-se dizer que sua prática pode ser englobada em cinco categorias: individual, grupal, organizado, receptivo e emissivo. Quanto ao termo turismo sua concepção remete-se a idéia de pessoa ou agente social inserido na prática social do turismo, caracterizando-se pelo ingresso em área distintas daquela que lhe é habitual e pelos prazos de permanência nos locais receptores admitidos pelas agências oficiais reguladoras dessa atividade. Destaque-se também o fato de que geralmente é admitido o termo visitante para expressar tanto os turistas quanto os excursionistas, sendo que o que os diferenciam é a sua permanência no local visitado, tendo tido pelo menos um pernoite para o caso do turista e menos de 24 horas para o caso dos excursionistas. Por último é preciso que se diga que para melhor compreender o turismo, o especialista em estudo do turista e a diversidade das práticas sociais nas quais essa atividade se encontra relacionada é importante entender a complexidade das relações que envolvem as motivações que conduzem as pessoas para prática do turismo. Uma das possibilidades de se compreender tal complexidade é ir visitar Angola e ir até a ilha de Luanda, e entender como considerar as formas de turismo descritas nesta pesquisa, e como os turistas percebem as paisagens, e belezas natural do local. Nesse sentido a paisagem passa a ser um dos elementos básicos de sua motivação, se é seu caso em ir visitar a ilha de Luanda. Em sintese é a diversidade das paisagens e sua heterogeneidade que vão sensibilizar o caráter de observação do turista, no sentido da produção social do espaço, pois a paisagem é aquilo que os aparelhos sensitivos conseguem captar no olhar, no pegar, no tocar, no vivenciar, no cheirar, e no paladar que os envolve em emoções naquilo que chama atenção dos que fazem de suas vidas um histórico album de turista. Chegou-se à conclusão do trabalho, ao qual leva a certeza que a Ilha de Luanda em Angola será, e, é um ponto turístico mais importante de Luanda para dar as boas vindas aos turistas que procuram a região, e que desfrutam de projetos turísticos disponíveis. Os dados apresentados e a análise de posição econômica efetuada ao longo da monografia, mostram que a Ilha e seu povo é um potencial recurso econômico para o desenvolvimento econômico da região, e pode ser uma região turística importante na capital de Angola, podendo oferecer serviços cada vez mais especializados em matéria de turismo, nas duas diversas formas de manifestações. Como os dados fizerem referencia ao longo da pesquisa, a questão da legislação de uso de solo também permitiu e restringiu a construção e organização de mais empreendimentos na área em estudo (Ilha), e para assegurar o trabalho empreendido há uma década atrás com a finalidade de proteção ambiental fez-se um trabalho de despoluição na Bahia de Luanda e proteção da costa atlântica impedindo a devastação que o mar vinha dando na costa aberta, o que melhorou o eco-sistema da região. Já pensando nas pesquisas de demanda e oferta turística, seria uma boa idéia levantar a hipótese de elaboração de um projeto de empreendimentos turísticos que podem incentivar a economia local com a realização da copa do mundo de 2010, porque é o mais procurado na região, não só pela sua beleza mas pela diversidade de produtos que oferece e pela diversidade cultural que proporciona aos seus visitantes de tal forma que pode muito bem ser um destino turístico durante a realização da copa do mundo, embora seja em outro País, pois a pesquisa de demanda feita em julho de 2006 mostrou que 99% das pessoas entrevistadas que procuraram a Ilha para a prática de turismo, foram à África austral, já conhecendo a cultura dos quimbumdos, e fizeram turismo antropológico na região, 50% são estrangeiros que ficam hospedados em hotéis do centro da cidade, ou da ilha de Luanda. Deste total 90% permanecem algumas horas na região por falta de hotéis, esgotadas que estavam as hospedarias locais. Ou seja, seria útil a construção de mais hotéis na região, respeitando o meio ambiente, já que é um serviço muito procurado por turistas. Para os otimistas ou para aqueles que são insistentes, acha-se que para a construção ou organização deveria ser feita uma revitalização na região, tornando-a mais atrativa para o turismo. Deveria ser feita uma melhor pavimentação das ruas da Ilha, a inserção de novas casas noturnas, galerias, museus, hotéis, restaurantes, cyber café, lojas de conveniência agências de viagens e de turismo etc, melhorias das praias e obras nas igrejas locais, o que valorizaria a região. Para a condução de tais empreendimentos, uma revolução em matéria de intensificação do marketing direcionado atrairia mais turistas para a região. Atualmente ela apresenta estrutura adequada para receber turistas. O estudo do espaço turístico, abrangente, o levantamento de delimitação de descrição física da área receptora; recursos naturais e culturais e análise do diferencial turístico, equipamentos receptivos de alojamento, hoteleiro, extra-hoteleiro e complementares de alimentação podem ser melhorados com a finalidade de oferecer qualidade de serviço, e melhorar o que é oferecido atualmente. O perfil socioeconômico da área compreende o levantamento de composição étnica da população local e, indicadores mostram setores das atividades econômicas que pode ser melhorado, e como os exemplos aparecem o turismo ecológico, na prospectiva de transferir a cooperativa pesqueira para um outro local do setor terciário dentro da própria ilha. Assim, tal projeto turístico só seria viável com a ajuda do Governo de Angola, do Governo Provincial de Luanda, da Administração da Ilha, com participação de empresas privadas. Em síntese o que se apresenta aqui é uma pesquisa que pode ser melhorada, ms que contribuiu para o acervo bibliográfico do centro universitário Plínio Leite.
6 REFERÊNCIAS
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ANEXOS
- ÓSCAR BENJAMIM CONTANTINO, PROFESSOR DE ECONOMIA DO TURISMO DA UNIVERSIDADE CONSTANTINO CHIMBUMBA
E DA ESCOLA DE NEGOCIOS INTERNACI0ONAIS DA MESMA UNIVERSIDADE, HISTORIADOR DE CONSULTOR INTERNACIONAL PARA A AFRICA AUSTRAL
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