Os melhores endereços de Williamsburg, no Brooklyn

Até a década de 1990, Williamsburg era uma região industrial repleta de fábricas e armazéns. Naquela época, aluguéis baratos, imóveis espaçosos e custo de vida relativamente baixo foram chamarizes para atrair artistas e um povo descolado.

De 1990 a 2012 ocorreu uma verdadeira gentrificação. A presença daquela turma moderninha deu um upgrade no bairro, que passou a receber mais investimentos imobiliários e a ganhar uma série de bares, restaurantes e lojinhas charmosas. Os olhares voltaram-se para a região e os arranhas-céus espelhados começaram a subir na mesma velocidade que os preços.

Hoje, Williamsburg tem um custo de vida praticamente igual ao de Manhattan e, assim como a ilha, virou endereço de grandes marcas como Apple Store, Wholefoods, Trader Joe’s, Google Store e por aí vai. Caminhar por suas ruas observando pessoas cheias de estilo, grafites coloridos e predinhos antigos é um programa e tanto.

Parte da graça é andar sem rumo, principalmente aos finais de semana, que é quando o bairro mais pulsa. Aqui, entrego de bandeja uma listinha de lugares que eu adoro e para onde sempre volto.

Artists & Fleas

Quer fazer compras bem originais? Então não deixe de dar uma voltinha em um dos mercados mais conceituados da cidade. Criado em 2003 em um antigo armazém, ali encontram-se cerca de 50 vendedores lançando tendências em um lugar onde a criatividade tem espaço garantido. Você vai descobrir o que há de melhor em moda, vintage, arte, design e muito mais. Tudo com aquele estilo charmoso do Brooklyn que a gente ama. Funciona apenas aos sábados e domingos, das 11h às 18h (aproveite e combine com a visita à Smorgasburg, do qual eu falo a seguir).

Vai lá: 70 N 7th Street; saiba mais

Smorgasburg

A feira gastronômica ao ar livre foi criada em 2011 e funciona de abril a novembro, meses em que o tempo fica mais firme. Hoje, é um grande sucesso e um dos destinos mais populares do Brooklyn, com dezenas de bancas de comidas e mais de 10 mil visitantes por dia. A feira acontece não apenas no Brooklyn, mas em três lugares diferentes: no World Trade Center às sextas-feiras, em Williamsburg aos sábados e no Prospect Park aos domingos.

Chamada de “a Woodstock de comer” pelo The New York Times, foi lá que surgiram algumas sensações gastronômicas como o Rámen Burger, um hambúrguer de miojo, o Raindrop Cake, o curiosíssimo pudim de água (sim, água), o donut de spaghetti e outras invenções. E nada ali é uma pechincha: os preços são equivalentes aos das lanchonetes e restaurantes convencionais.

Aos sábados, em Williamsburg, a Smorgasburg acontece no East River State Park das 11h às 18h e reúne 80 vendedores. Você pode experimentar uma ou várias comidinhas ali mesmo, de pé ou sentado no parque de onde se tem uma vista incrível de Manhattan e dos arranhas-céus. Há também uma área separada para o consumo de bebidas alcoólicas.

Uma dica: vá em turma, se puder, para poder pedir várias coisas diferentes e experimentar um pouquinho de tudo.

Vai lá: East River State Park—Kent Ave. and N. 7 St.; saiba mais

Brooklyn Brewery

A cervejaria, fundada em 1988, é um orgulho do Brooklyn. Independente, produz e vende cerveja artesanal de marca própria que hoje é reconhecida no mundo todo.

O carro-chefe é a Brooklyn Lager, porém o portfólio é amplo e contempla também IPA, Ale, Pilsner e outras, além das cervejas sazonais lançadas a cada estação como a Brooklyn Summer Ale e a Brooklyn Black Chocolate Stout.

A Brooklyn Brewery é parada obrigatória para os cervejeiros de plantão ou quem ao menos aprecia uma gelada. No Tasting Room (sala de degustação) é possível provar desde as cervejas tradicionais às especiais. Como eles não dispõem de cozinha, você pode levar seus próprios petiscos, pedir um delivery ou forrar o estômago em um dos food trucks que ficam estrategicamente parados na porta. O espaço é amplo e descontraído, com música boa, sofás, cadeiras e mesas comunitárias. Um imenso barril com o “B” da marca domina o ambiente. O bar funciona de segunda a quarta das 16h às 21h, quinta das 16h às 22h, sexta das 14h às 22h, sábado das 12h às 23h e domingo das 12h às 20h.

Para ter um aprofundamento maior, faça o chamado Small Batch Tour, que é a chance de conhecer mais da produção e da história, trocar ideia com especialistas e, claro, fazer várias degustações. Os tours acontecem de segunda a quinta-feira às 16h15 e 18h e, às sextas-feiras, às 15h, 16h e 18h (custa US$ 23 e reservas devem ser feitas pelo site). Aos domingos, o tour é gratuito, de hora em hora, das 13h às 18h.

Lá tem também uma lojinha com souvenires da marca e você pode comprar aquela incontornável camiseta, nada mais nova-iorquino (eu já tenho a minha). Cheers!

Vai lá: 79 N 11th Street – Williamsburg; saiba mais

Maison Premiere

Pense em um lugar muito, mas muito charmoso. A Maison Premiere parece uma viagem no tempo. Esse bar/restaurante é inspirado nos antigos lobbies de hotéis e restaurantes de Nova York, Paris e Nova Orleans.

No cardápio, uma lista de mais de trinta variedades de ostras e a maior seleção de absinto dos Estados Unidos, duas especialidades da casa. No centro do bar há uma réplica meticulosamente fabricada de um gotejador de água que existiu na Old Absinthe House, uma das casas mais famosas de Nova Orleans dedicadas à bebida aberta em 1806. São também servidos coquetéis clássicos e originais premiados pela crítica especializada.

A atenção cuidadosa aos detalhes é impressionante e a decoração é muito caprichada. O bar é uma obra de arte, os garçons usam ternos vintage e até o banheiro tem esse clima passadista. Nos fundos do bar, um pátio muito arborizado parece ter saído de um filme – pedida certa para os dias de verão. O cardápio traz várias opções de brunch. Uma delícia de lugar!

Vai lá: 298 Bedford Avenue, Brooklyn; saiba mais

Westlight

O bairro antes hipster agora é todo moderninho e o The William Vale Hotel é uma das construções responsáveis por essa mudança. O prédio tem linhas arrojadas com uma grande praça que ocupa boa parte do térreo e colunas altíssimas que suspendem um grande volume envidraçado e com treliças. Em suma, a arquitetura é um arraso e o lugar virou o centro das atenções ao elevar-se imponente no horizonte do bairro. E, de carona, trouxe também um dos rooftop bars mais bacanas da cidade: o Westlight.

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O bar fica no topo do edifício, no 22º andar, e proporciona uma das vistas mais lindas que se pode ter de Nova York. Se o tempo estiver bom, a escolha é certeira: vá para a varanda e acomode-se em um dos sofás ou mesas. Duvido você não se impressionar com o visual. Se o clima não colaborar, garanta um lugar na parte fechada – ela é toda cercada de vidro, então você ainda poderá curtir a vista. No cardápio (como se você ainda fosse se importar com isso), há coquetéis, cervejas e petiscos inspirados em street food do mundo todo.

Para subir ao Westlight é normal encontrar um pouco de fila logo na entrada do hotel, mas não desanime. A espera vale muito a pena. 

Vai lá: 111 N 12th Street com a Wythe Ave; saiba mais

Brooklyn Bowl

Localizado em um enorme galpão ao lado da Brooklyn Brewery, o lugar é um misto de boliche, bar e casa de show. Durante o dia, recebe famílias para momentos de diversão nas pistas. À noite, o clima muda e o palco recebe shows de diversos estilos. Como as pistas de boliche ficam na mesma área do palco, é possível curtir boa música enquanto se disputa animadas partidas. 

Vai lá: 61 Wythe Avenue – Brooklyn; saiba mais

Sea

Quando me mudei para Nova York, me surpreendi com a popularidade dos restaurantes tailandeses. Com uma comida mais leve que a chinesa, é uma opção saborosa e bastante econômica.

O Sea é um deles e fica em um grande galpão com iluminação natural vinda do teto. No centro de tudo, um espelho d’água com um Buda atrai todos os olhares e torna o clima bastante relaxante. À noite a vibe muda quando o DJ entra em cena e deixa o lugar super animado.

Durante toda semana até às 15h30 é servido o lunch special, com entrada e prato principal entre 13 e 16 dólares. Como entrada, sugiro o Golden Fitters (meu preferido!) ou o Pork Chop Bun e, como prato principal, o Pad Thai, o Seafood Bowl ou o peixe do dia. Algumas comidas são apimentadas, por isso se você tiver alguma restrição, consulte antes de pedir.

E, para quem é fã de Sex and The City como eu, esse restaurante foi locação de algumas cenas da série. E você com certeza também não vai sair de lá sem sua foto do Buda.

Vai lá: 114 N 6th Street; saiba mais

Lilia

O Lilia é um daqueles restaurantes com mesas disputadas, mas que vale todo e qualquer sacrifício para conseguir. Comandado por Missy Robbins, a chef preferida do ex-Presidente Obama, a casa oferece o melhor da cozinha italiana, com massas artesanais e frutos do mar em pratos feitos no forno a lenha. Tudo delicioso. E, ainda, coquetéis clássicos italianos e ótimos vinhos. O restaurante foi montado em um galpão onde funcionava uma oficina mecânica e o astral é bem despojado. E a cozinha, por ser aberta, permite acompanhar a produção dos pratos.

Vai lá: 567 Union Ave, Williamsburg, Brooklyn; saiba mais

Para chegar a Williamsburg de metrô:

Metrô L até a estação Bedford Avenue e você desce no meio do agito. Como vira e mexe essa linha deixa de funcionar aos fins de semana, há duas alternativas, mas que envolvem uma caminhada a mais: o metrô G, descendo na estação Nassau; ou o metrô M, descendo na estação Marcy Ave. Veja como usar o metrô de Nove York.

Para chegar a Williamsburg de ferry:

Pegue a linha East River e desça na estação North Williamsburg ou South Williamsburg.

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Fonte: Viagem e Turismo