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Fazenda nos Everglades permite ver aligátores, primos americanos dos jacarés

De longe eles parecem estátuas. Dezenas de jacarés estirados na lama, uns empilhados sobre os outros, fazendo aquilo que jacarés fazem de melhor: ficam paradinhos, sem piscar, à espera do bote.

Até que o treinador, protegido das feras por uma cerca de ferro, abre a caixa térmica, saca dali o corpo de um ratinho branco congelado e o atira. E lá se vai o roedor, voando sobre as grades: zuuuuuum. Eis que os répteis se levantam, abrem suas bocarras e um deles, o sortudo, abocanha o almoço.

Tecnicamente, não são bem jacarés. São aligátores, primos bem próximos. Os norte-americanos costumam ser um pouco maiores e com uma mordida mais potente do que a dos répteis que existem no pantanal e na amazônia. E ainda assim, são menores do que os crocodilos —esses, ainda mais agressivos e encontrados também em água salgada.

Crocodilos, aligátores e jacarés (ou caimans, em inglês) convivem na Flórida, estado americano fincado em pântanos. Estima-se que quase um terço do território dessa península seja dominado por charcos. O Parque Nacional dos Everglades é o símbolo desse ecossistema.

É nas franjas dessa reserva que fica o Everglades Alligator Farm, propriedade particular a 45 minutos de carro de Miami. Com ingressos que partem dos US$ 38 (R$ 189), é possível ver apresentações como a que abre este texto, em que os aligátores são alimentados na frente do público, incluindo crianças e vovós.

O instrutor aproveita para dar algumas lições sobre os bichos. Aprendemos, por exemplo, que eles são capazes de ficar horas parados embaixo da água, à espreita de uma vítima em potencial, por horas. Algumas anedotas são tristes, sinistras mesmo. Ele repete e repete que moradores da região não podem deixar seus cachorros passearem sem coleira, muito menos à beira da água, ou então…

Ao redor há viveiros com outros tantos bichos da fauna subtropical —cobras, tartarugas, aves e capivaras. Para um brasileiro habituado a topar com esses megarroedores talvez eles não causem assim uma comoção, mas como o animal virou pop no mundo inteiro, elas não podiam faltar.

Por mais US$ 39 (R$ 194) dá ainda para encontrar os aligátores e passar a mão neles. Na verdade, filhotes cujo focinho é amarrado por uma fita adesiva.

A visita à fazenda dos répteis também pode incluir um passeio de barco pelos brejos. Tudo acontece nos airboats, típicos da região: são botes movidos a hélices tão barulhentas que é necessário usar um abafador de som para não ficar surdo. Ao longo de 20 minutos, com direito a algumas curvas radicais, o condutor desliza por aqueles rios de grama que parecem não ter fim. Eventualmente dá para ver algum bicho, mas isso não é garantido.

Quando o ouvido do motor dá trégua, e o barqueiro permite alguns minutos para contemplar a imensidão de juncos, alguém cochicha que aqueles pântanos são pontos conhecidos de desova de cadáveres. Dá para entender o porquê.

A loja de souvenir, como não podia deixar de existir, tem toda a sorte de aligátores de pelúcia, botas feita com o couro do animal e algumas carcaças.

Conheça outras atrações imperdíveis de Miami

Ocean Drive 
A via fica em Miami Beach, a ilha que é separada do restante do distrito de Miami pela baía de Biscayne. É o coração da vida noturna local e a principal responsável por emprestar à cidade o título de uma das principais capitais do hedonismo. Ela reúne edifícios em estilo art déco, que hoje dão lugar a hotéis, restaurantes e baladas. A influência cubana é forte.

South Beach 
A mais famosa das praias de Miami, que pode ser visitada em conjunto com a Ocean Drive, tem boa oferta de bares e restaurantes. Nela fica a mansão onde o estilista Gianni Versace viveu e foi assassinado, que sedia visitas agendadas.

Frost Science Museum 
É um dos principais museus do mundo destinado às ciências, ideal para levar as crianças. Abriga um planetário, que sedia apresentações a laser e com projeções potentes, e um aquário, que destaca a fauna marinha da região, com corais, tubarões-martelo e arraias.

Wynwood 
Outrora degradado, o bairro cheio de galpões abriga uma das maiores coleções de grafite do mundo espalhadas por murais, além de restaurantes e bares descolados.

Fonte: Folha de S.Paulo

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