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Espírito Santo promove roteiro na Mata Atlântica focado em experiências e sustentabilidade

PANROTAS / Guilherme Alcorta

Convidados do Sebrae Nacional, Embratur, PANROTAS, Turismo 360, Sebrae-ES e Azul Viagens conhecem a Reserva Águia Branca

Convidados do Sebrae Nacional, Embratur, PANROTAS, Turismo 360, Sebrae-ES e Azul Viagens conhecem a Reserva Águia Branca

ESPÍRITO SANTO – Durante o ESTour – Salão Capixaba do Turismo, promovido pelo Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Turismo, com apoio do Sebrae Nacional e protagonismo do Sebrae Espírito Santo, convidados participaram de uma visita técnica pelo interior do Estado com foco em Turismo de experiência.

O roteiro, batizado de Conexão Mata Atlântica & Casa Nostra, foi realizado nos dias 27 e 28 de abril, e teve como proposta apresentar, na prática, iniciativas estruturadas de Turismo sustentável, integrando natureza, gastronomia, cultura e hospitalidade.

A programação começou após a abertura oficial do evento, com deslocamento de Vitória para Vargem Alta, onde o grupo realizou check-in no Natureza Ecolodge, empreendimento localizado na região da Reserva Águia Branca, área de preservação da Mata Atlântica que também conecta iniciativas como a Reserva Kaetés.

Participaram da visita representantes de entidades e empresas do setor, incluindo Embratur, Sebrae Nacional, Sebrae-ES, PANROTAS, Turismo 360 e Azul Viagens, reforçando o caráter institucional e estratégico da iniciativa.

Natureza Ecolodge

Ao chegar ao Natureza Eco Lodge, em Vargem Alta, os participantes do roteiro Conexão Mata Atlântica foram recebidos com uma apresentação que contextualizou a proposta do jantar e, principalmente, o trabalho desenvolvido na região integrando Turismo, gastronomia e conservação ambiental.

A abertura foi conduzida pelo chef Ricardo, responsável pelo menu da noite, que explicou o conceito da experiência gastronômica baseada em ingredientes da Mata Atlântica. Com mais de duas décadas de atuação, o chef destacou o uso de espécies nativas — como frutos, sementes e folhas — trabalhadas de forma a valorizar suas características originais, sem mascarar sabores.

Adenilson Panzin, cofundador do projeto Gastronomia Mata Atlântica, explicou a dimensão ambiental e educativa do projeto. Ele destacou o trabalho contínuo de recuperação de áreas degradadas, incluindo o resgate de nascentes — uma delas atualmente responsável pelo abastecimento de cerca de dez famílias — além da coleta de sementes e distribuição de mudas nativas, que chegam a milhares por ciclo.

Ramadan Bullus, gerente geral do Natureza Ecolodge, reforçou o posicionamento do local como um espaço que vai além da hospedagem, atuando como um hub de experiências e conhecimento sobre a Mata Atlântica. Segundo ele, a proposta é demonstrar que a conservação pode gerar valor econômico por meio do Turismo e da valorização da cultura local.

Reserva Kaetés

Dando sequência ao roteiro do ESTour no interior do Espírito Santo, os participantes visitaram a Reserva Kaetés, um dos principais ativos do projeto Conexão Mata Atlântica e que vem se posicionando com força no segmento de birdwatching e Turismo de natureza.

A experiência começou com uma apresentação sobre o trabalho desenvolvido na reserva, que vai além do Turismo e tem como base a pesquisa, monitoramento e conservação da biodiversidade, com destaque para a proteção da saíra-apunhalada (Nemosia rourei) — uma das aves mais raras do mundo e endêmica da região serrana capixaba.

Um dos diferenciais da Reserva Kaetés é o modelo de Turismo científico, no qual visitantes, especialmente observadores de aves, têm a oportunidade de acompanhar de perto o trabalho de monitoramento realizado pela equipe local. Nesse formato, os turistas participam da rotina da reserva, acessam áreas normalmente restritas e vivenciam, na prática, atividades de campo ligadas à conservação.

Trilha e educação ambiental

Além do Turismo científico, a Kaetés também oferece experiências voltadas ao público geral, com foco em imersão na natureza e contemplação.

O grupo realizou uma visita adaptada ao tempo disponível, incluindo:

  • Trilha em meio à Mata Atlântica
  • Parada interpretativa para contextualização ambiental
  • Subida à torre de observação, com cerca de 37 metros de altura
  • Observação da fauna e da paisagem da reserva

A condução foi feita por guias especializados, com formação técnica e forte atuação em educação ambiental, reforçando o caráter educativo da experiência.

Segundo dados apresentados durante a visita, a reserva recebeu 273 visitantes ao longo do último ano, sendo uma parte relevante desse público formada por observadores especializados.

A PANROTAS viajou a convite do ESTour.

Fonte: PANROTAS