A brasileira Marina Lacerda, uma das mulheres que acusam Jeffrey Epstein de abuso sexual, afirma viver sob medo constante após tornar público o seu relato e passar a ser alvo de ameaças e perseguições.
Segundo reportagem da Reuters, o assédio começou logo depois de sua participação em uma coletiva de imprensa, em setembro, quando vítimas pediram a divulgação de documentos ligados ao caso. Pouco depois, mensagens violentas passaram a circular nas redes sociais, incluindo ameaças de morte e ataques pessoais.
A situação se agravou quando o nome de Marina apareceu diversas vezes em arquivos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos que foram divulgados sem o devido sigilo. A partir daí, ela e a filha passaram a ser alvos de ofensas e intimidações online e no ambiente escolar.
Hoje, a brasileira vive com a filha de 12 anos em um condomínio fechado nos EUA e relata adotar medidas de segurança dentro de casa. “Tenho medo de que alguém entre na minha casa. Vivo paranoica o tempo todo”, disse.
O caso dela faz parte de um grupo de vítimas que relatam ter enfrentado ameaças após denunciar Epstein ou terem suas identidades expostas em documentos oficiais. Algumas afirmam ter mudado de endereço, outras passaram a viver sob proteção ou com armas para se defender.
Epstein foi acusado de tráfico sexual e morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento em New York. Sua ex-companheira, Ghislaine Maxwell, foi condenada a 20 anos de prisão.
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Fonte: AcheiUSA