Visto, restrições e guerra: os obstáculos para estrangeiros na Copa nos EUA
Estrangeiros que queiram acelerar a entrevista para tirar os vistos B1 e B2, para entrar a turismo ou negócios nos Estados Unidos, podem pagar uma taxa extra de US$ 750 – o equivalente a R$ 3,9 mil – a partir desta quarta (1º).
De acordo com uma determinação anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA no dia 9 de junho, no Diário Oficial americano, a novidade faz parte de um projeto piloto, que será analisado pelos próximos seis meses, até o dia 31 de dezembro.
Com o pagamento da taxa, além do valor de US$ 185 padrão, os solicitantes de visto garantem atendimento, em determinados postos, dentro de dez dias úteis. Continua não havendo, no entanto, garantia de obtê-lo.
“Esse serviço será uma opção premium adicional à taxa padrão de solicitação e será oferecido apenas em postos limitados e em quantidades limitadas”, definiu o departamento.
A busca pelo visto EB-2 NIW nos EUA — Foto: Divulgação
A busca pelo visto EB-2 NIW nos EUA — Foto: Divulgação
Segundo o comunicado, o Departamento de Estado espera receber 25.705 solicitações anualmente caso o projeto seja efetivado, o que geraria US$ 19,3 milhões aos cofres públicos.
O tempo de espera para uma entrevista de visto pode ultrapassar 12 meses em certas embaixadas e consulados ao redor do mundo, “o que dificulta a solicitação de vistos para viagens urgentes ou de última hora por parte de alguns solicitantes”, reconheceu o departamento no anúncio.
Ouvido em junho pela revista Americana “Forbes”, na época em que o governo Trump lançou a novidade, Alan Fyall, reitor associado da Faculdade de Administração Hoteleira Rosen da Universidade da Flórida Central, disse que a medida chegou “muito tarde” para ajudar os torcedores estrangeiros que precisam de visto para entrar nos EUA para a Copa do Mundo.
Fonte: G1