A Copa ainda não terminou, mas as polêmicas, ao que parece, perseguem a Dona Fifa. O mandatário da entidade maior do futebol, Gianni Infantino, tem recebido muitas críticas por decisões no mínimo duvidosas ao longo da competição: a anulação do cartão vermelho do atacante norte-americano Balogun, após suposta interferência do presidente dos EUA, Donald Trump, e a escalação de uma equipe de arbitragem totalmente argentina para o jogo da França são apenas dois exemplos da falta de sensibilidade da Fifa.
Aliás, as controvérsias começaram antes mesmo de a bola rolar, no dia 11 de junho. Quem não se lembra do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, eleito o melhor juiz da África no ano passado, que foi sumariamente vetado no Mundial porque as autoridades de imigração dos Estados Unidos negaram o visto ao profissional. Alguns países criticaram a omissão da Fifa no caso, mas Infantino declarou que a organização não tem controle sobre as políticas de fronteira dos governos locais. No entanto, a entidade se calou depois que o árbitro australiano do VAR, Shaun Evans, ter feito um gesto – associado a grupos de supremacia branca – antes do início da partida entre Alemanha e Curaçao.
A maior polêmica do torneio também envolveu a administração norte-americana. Balogun, o camisa 20 da seleção comandada por Mauricio Pochettino, deveria cumprir suspensão automática após receber o cartão vermelho do árbitro brasileiro Raphael Claus no confronto contra a Bósnia. No entanto, um telefonema da Casa Branca, confirmado pelo próprio Trump, acabou revertendo a punição e o atacante ficou apto a enfrentar a Bélgica. A decisão da Comissão de Arbitragem da Fifa gerou críticas de todos os lados. A seleção europeia usou essa discórdia como combustível para despachar os donos da casa com uma indiscutível goleada em Seattle: 4 a 1, com direito a provocações dos belgas depois do apito final, inclusive ao presidente Trump.
Houve erros de arbitragem, é verdade: o gol anulado de Vinícius Junior contra a Escócia, um pênalti claro em Mbappé não marcado no jogo de estreia da França ou mesmo a vista grossa do juiz à entrada violenta de Messi nas pernas de um argelino na primeira fase, um caso típico de expulsão… apenas para citar alguns; porém, estes são casos interpretativos e os homens e mulheres do apito estão sujeitos ao erro. Mas a escalação de uma equipe de arbitragem totalmente argentina, desde o juiz, passando pelos auxiliares, quarto árbitro e até os assistentes do VAR, para um jogo decisivo da França nas quartas de final é no mínimo uma decisão arriscada. Todos sabemos que os dois países estão envolvidos na maior rivalidade do futebol atualmente e são os favoritos ao título desta Copa: então a questão merecia um olhar mais cuidadoso da Fifa. A referida partida entre França e Senegal está acontecendo no momento do fechamento desta edição e todos esperamos que nenhuma controvérsia atrapalhe o espetáculo. Caso contrário, este será mais um golpe contra a credibilidade do esporte que todos nós amamos!
Brasileirão está de volta depois de 51 dias

Ainda estamos em clima de Copa do Mundo, mas já na próxima semana a bola volta a rolar no Brasileirão, depois de 51 dias de paralisação. Os primeiros jogos da retomada serão na quinta-feira, dia 16 de julho, com Botafogo x Santos e Vitória x Vasco. O Palmeiras é o líder da competição, com 41 pontos.
Não é possível prever as consequências da pausa para o Mundial no restante do campeonato, mas uma coisa é certa: os clubes enfrentarão uma maratona para cumprir o calendário, especialmente aqueles que ainda estão em três competições – além do torneio nacional, a Copa do Brasil e a Libertadores/Sul-Americana chegam agora à fase do mata-mata.
Para se ter uma ideia, uma equipe que eventualmente chegar às finais das duas competições eliminatórias terá que cumprir até o fim do ano (a decisão da Copa do Brasil está agendada para 6 de dezembro) 35 partidas num período de 150 dias – ou praticamente um jogo a cada quatro dias. É inimaginável que algum time tenha elenco forte e competitivo o suficiente para aguentar tamanha jornada. Além do líder Palmeiras, Fluminense, Cruzeiro, Mirassol, Corinthians, Santos, Vasco e o Grêmio estão diante desse desafio.
CR7 se despede do Mundial e agora mira o milésimo gol

Cristiano Ronaldo já se despediu da Copa sem ter apresentado o seu melhor futebol, a exemplo da seleção de Portugal. Mas o craque deixou a sua marca, não só com os três gols marcados, mas também com recordes conquistados ao longo do Mundial. O principal deles? Ele é o único jogador da história a ter balançado as redes em seis edições da competição. O desafio de CR7 agora é a busca pelo milésimo gol da carreira: são 976 em jogos oficiais.
Na sua despedida da competição, no jogo em que Portugal foi eliminado da Espanha nas oitavas de final, Cristiano Ronaldo não segurou as lágrimas. “Saio de cabeça erguida”, disse após o apito final, confirmando que aquele era o seu “canto do cisne” em Copas. Aos 41 anos, ele já não era mesmo uma unanimidade na equipe e muitos torcedores clamavam por mais oportunidades para o substituto imediato, Gonçalo Ramos.
Ninguém, porém, é capaz de diminuir a importância de CR7 para o futebol português. Com ele no time, o país conquistou os principais títulos: a Eurocopa 2016 e a Liga das Nações (2019 e 2025). Mas foi nos clubes que ele brilhou mais intensamente, pois colecionou 35 troféus – pelo Sporting, Manchester United, Real Madrid, Juventus e Al Nassr, o último deles pouco antes da Copa, com a equipe árabe.
É, aliás, no Oriente Médio, que Cristiano Ronaldo tentará chegar ao seu milésimo gol. Neste segundo semestre do ano, o clube do mundo árabe vai iniciar a disputa de quatro competições: o Sauditão, a Copa do Rei Saudita, a Supercopa e a AFC Champions League. Ou seja, é muito provável que o “Robozão” alcance o seu objetivo ainda em 2026. Alguém duvida?
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Fonte: AcheiUSA