O ICE prendeu mais de 800 pessoas em aeroportos americanos com base em dicas repassadas pelo TSA, a agência de segurança dos aeroportos, desde o início do segundo mandato de Donald Trump até fevereiro deste ano, segundo dados internos revisados pela Reuters.
O TSA forneceu ao ICE registros de mais de 31 mil viajantes para possível ação de fiscalização migratória. As duas agências integram o Departamento de Segurança Interna e já trocavam informações por questões de segurança nacional, mas passaram a priorizar a identificação de imigrantes para deportação. O sistema usado, o Secure Flight, cruza nome e data de nascimento dos passageiros com listas de vigilância do governo antes mesmo do embarque.
Mais de 40 deputados democratas enviaram carta ao secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, alertando que a presença de agentes do ICE nos terminais causará confusão e medo entre os viajantes.
Um dos casos que ganharam mais repercussão aconteceu recentemente, quando agentes à paisana prenderam a equatoriana Chantal Alejandra Morales Rojas, de 27 anos, no momento em que embarcava em um voo da Southwest Airlines de Denver para Oakland. Ela foi levada por uma escada externa até uma van do Homeland Security estacionada na pista, sob os olhares de amigos, outros passageiros e funcionários da companhia aérea. Segundo o ICE, ela entrou no país em outubro de 2024 com um visto válido até janeiro de 2025 e permaneceu após o vencimento.
O vídeo do momento viralizou nas redes sociais e provocou pedidos de boicote à Southwest, que nega ter repassado dados da passageira às autoridades.
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Fonte: AcheiUSA