Ter um bebê nos Estados Unidos pode ficar mais complexo a partir de janeiro, com uma mudança no sistema de cobrança dos serviços médicos ligados à gravidez e ao parto.
Até agora, o modelo mais comum funcionava como um “pacote único”. Isso significa que todo o acompanhamento da gestação, consultas de pré-natal, parto e atendimento pós-parto, era reunido em um só pagamento, feito de forma global ao médico ou à equipe responsável.
Com o novo sistema, isso muda. Cada etapa passa a ser cobrada separadamente, incluindo consultas, exames, procedimentos e o acompanhamento depois do nascimento.
Na prática, em vez de uma conta fechada do início ao fim da gravidez, os serviços passam a ser detalhados item por item, variando de acordo com as necessidades de cada paciente.
Quem defende a mudança são principalmente entidades médicas, como o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) e a Associação Médica Americana (AMA). Esses grupos afirmam que o modelo antigo não refletia bem a realidade do atendimento, já que cada gestação pode exigir um número diferente de consultas, exames e até profissionais ao longo do processo.
Por outro lado, especialistas e empregadores temem que a fragmentação das cobranças possa aumentar os custos finais, especialmente para quem tem planos de saúde com franquias altas.
Alguns cuidados básicos seguem cobertos como prevenção, sem cobrança direta, como consultas de rotina e exames iniciais. Mas procedimentos como ultrassonografias e atendimentos especializados podem gerar custos adicionais, dependendo do plano.
Com informações CBS News.
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Fonte: AcheiUSA