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Quase 1 terço das abordagens de imigração nos EUA teve uso de força

Cercar carros, bater neles de propósito, quebrar janelas e arrancar gente de dentro do veículo à força: um novo relatório da ACLU, principal organização de defesa de direitos civis dos Estados Unidos, mostra que essas táticas deixaram de ser exceção nas abordagens de imigração no país e viraram rotina.

Um levantamento analisou mais de 1.200 operações de fiscalização migratória em oito estados, incluindo a Flórida, e chegou a quase 400 episódios em que agentes usaram ou ameaçaram usar força contra imigrantes, manifestantes, jornalistas e até moradores que só estavam de passagem pelo local. Somente durante abordagens de trânsito, o relatório contou 53 casos em que carros de agentes cercaram veículos de civis, 14 batidas propositais, 76 pessoas retiradas à força de dentro dos carros e 47 janelas quebradas.

Para Naureen Shah, diretora de políticas de imigração da entidade e uma das autoras do estudo, a força deixou de ser resposta a uma ameaça real e passou a funcionar como ferramenta padrão para obrigar obediência imediata.

O momento do relatório não é coincidência: ele vem na esteira de três mortes causadas por agentes de imigração em questão de dias, no Texas, no Maine e também na Flórida, nenhum dos casos com uso de câmera corporal. Isso ajuda a explicar o padrão: o treinamento que os agentes do ICE recebem para lidar com paradas de trânsito é mais curto do que o de outras polícias, com menos preparo em técnicas para acalmar a situação antes de usar a força.

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Fonte: AcheiUSA