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MASP inaugura passagem subterrânea com obra inédita de Beatriz Milhazes



MASP inaugura passagem subterrânea com obra inédita de Beatriz Milhazes | Viagem e Turismo































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Pintura de Beatriz Milhazes combina formas geométricas, arabescos e elemento florais (Eduardo Ortega/Divulgação)
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O MASP inaugura, na sexta-feira (11), uma passagem subterrânea que conecta os edifícios Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi, na Avenida Paulista. Com 50 metros de extensão, o túnel recebe uma obra inédita de Beatriz Milhazes, criada especialmente para o local. Segundo o museu, é a primeira construção subterrânea dessa escala em uma instituição de arte na América Latina.

A passagem permite que o visitante percorra a programação do museu de forma contínua e também será usada para o transporte de obras de arte e equipamentos. O espaço tem 5 metros de largura e 2,5 metros de altura e conta ainda com claraboias que permitem observar os passantes que caminham pela Avenida Paulista.

A obra de Beatriz Milhazes

É nessa passagem que está Pietrolina, pintura imersiva de Milhazes. Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP, e Amanda Carneiro, curadora do museu, a obra tem 98 metros no total. São 60 metros lineares de pintura acompanhados por elementos reflexivos instalados em uma parede de 38 metros.

Corredor com paredes coloridas, à esquerda listras verticais verdes, azuis e amarelas com bolas listradas e flores magenta. À direita, formas geométricas abstratas em tons de roxo, amarelo, rosa e azul. O teto é escuro com luminárias embutidas e o chão é de lajotas cinzas
As cores e formas de Pietrolina acompanham o visitante ao longo do percurso (Eduardo Ortega/Divulgação)

O nome Pietrolina faz referência a Pietro Maria Bardi e Lina Bo Bardi, casal fundador do MASP que dá nome aos dois edifícios do complexo. A composição foi pensada a partir do ritmo e da sucessão de elementos dos desfiles de Carnaval, com diferentes formas que se conectam conforme o visitante avança.

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A obra começou com um desenho e passou por um estudo cromático que resultou em uma paleta de 33 tintas acrílicas. A elaboração do projeto levou mais de dois anos, enquanto a execução da pintura dentro da passagem durou três meses.

Mural colorido com formas abstratas e orgânicas em tons vibrantes de azul, verde, laranja, roxo e amarelo. Destacam-se flores estilizadas, folhas listradas e ondas, criando um padrão dinâmico e alegre
Detalhes da pintura que ocupa uma das paredes da passagem subterrânea do MASP (Eduardo Ortega/Divulgação)

Em Pietrolina aparecem elementos característicos da produção de Milhazes, como arabescos, listras, formas orgânicas e florais. O mural também estabelece um diálogo com Avenida Paulista (2020), obra da artista que passou a integrar o acervo do MASP durante a retrospectiva dedicada à pintora, em 2020.

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Mural vibrante com formas geométricas e orgânicas em cores fortes como amarelo, azul, rosa, verde e laranja. Elementos incluem um sol, folhas listradas, flores e ondas, criando uma composição abstrata e alegre
Elementos geométricos e orgânicos se combinam em Pietrolina, de Beatriz Milhazes (Eduardo Ortega/Divulgação)

A pintura no túnel retoma o azul que marcou a exposição de Milhazes seis anos atrás. Segundo Amanda Carneiro, a cor passou a ser chamada internamente de “Azul Beatriz” depois de ocupar o piso e as paredes do museu. Agora, o mesmo tom aparece no teto e em uma das paredes da passagem subterrânea.

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Como foi feita a passagem subterrânea

O projeto da passagem começou a ser desenvolvido em 2019 e sua construção foi dividida em seis etapas. As obras tiveram início em 2023 e envolveram estudos técnicos e aprovações de órgãos como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Metrô de São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb).

A construção sob a Avenida Paulista incluiu o remanejamento das redes de água e esgoto, além das estruturas de energia elétrica e telefonia. Também foram realizadas escavações e a recomposição da calçada.

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Para não interromper a circulação de pedestres, foi adotada uma técnica de construção invertida: primeiro, foi feito o teto do túnel e, depois, a escavação foi realizada abaixo da estrutura. Durante as obras, a calçada teve apenas interdições parciais.

Quem é Beatriz Milhazes

Nascida no Rio de Janeiro em 1960, Beatriz Milhazes é pintora, gravadora e ilustradora. Sua produção é marcada pelo uso da cor, de estruturas geométricas, arabescos, florais e elementos decorativos, e também se desdobra em colagem, gravura, tapeçaria e escultura.

Mulher de cabelos cacheados, vestindo blazer e calça brancos, sentada em um banco de madeira em um corredor com paredes artísticas. À esquerda, painéis dourados refletem a luz; à direita, um mural vibrante com formas geométricas e florais coloridas. Um círculo azul no teto ilumina o ambiente
Beatriz Milhazes entre as cores e formas de Pietrolina, sua obra criada especialmente para o túnel do MASP (Rômulo Fialdini/Divulgação)
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As obras de Milhazes fazem parte de acervos de instituições como o MoMA, nos Estados Unidos; a Tate Modern, no Reino Unido; e o Centro Georges Pompidou, na França. No Brasil, trabalhos da artista estão no MASP, na Pinacoteca de São Paulo e no MAM. Ela é considerada uma das artistas brasileiras vivas mais caras e valorizadas do mercado internacional de arte.

No MASP, a artista já teve duas exposições individuais: Beatriz Milhazes: Avenida Paulista, em 2020, e Gabinete Beatriz Milhazes, em 2021. Ela também participou de edições das bienais de Sydney, São Paulo, Xangai e Veneza, além do Carnegie International.

Serviço

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Onde? Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo (SP)

Quando? Terça, das 10h às 20h; quarta e quinta, das 10h às 18h; sexta, das 10h às 21h; sábado e domingo, das 10h às 18h. 

Quanto? R$ 85 (inteira) e R$ 42 (meia-entrada). A entrada é gratuita às terças-feiras durante todo o dia e às sextas, das 18h às 20h30. O agendamento on-line é obrigatório.

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Fonte: Viagem e Turismo