
A natureza esculpida há milhões de anos guia a visita à cidade de Caldas, no sul de Minas Gerais. Fundado em território de origem vulcânica, o município é repleto de pedras, montanhas da Mantiqueira e cachoeiras e tem em suas fontes de águas sulfurosas uma de suas principais atrações.
E são justamente essas águas que unem essa história dos primórdios a outra mais recente. Segundo a prefeitura da cidade, as propriedades medicinais de fontes do distrito de Pocinhos do Rio Verde já eram conhecidas desde ao menos 1850. Em 1910, começou sua exploração comercial, a partir da criação de um balneário. Com o passar dos anos, empresas se sucederam na administração do empreendimento, até que fosse transferido para a administração municipal.
Atualmente, o Balneário Reynaldo de Oliveira Pimenta, localizado às margens do rio Verde, oferece banhos, sauna, massagens e tratamentos com águas sulfurosas e radioativas que vêm de três fontes locais. Os preços variam de R$ 30 (banho de imersão por 20 minutos) a R$ 200 (pacote de dez banhos). É possível alugar roupões e toalhas.
O balneário está instalado em uma área repleta de árvores, com pistas de caminhada e opções de lazer para as crianças. Com entrada franca, é um ótimo lugar para passar tardes tranquilas.
Pocinhos do Rio Verde é o centro turístico da cidade. Perto do balneário está o Morro do Galo, onde se chega por meio de uma trilha de fácil acesso. O nome, segundo as histórias locais, se refere a um galo que cantaria sempre à meia-noite no local. Do topo, tem-se uma vista geral do distrito. Lá também fica a Capela de Santa Terezinha, construída por uma visitante como promessa por ter se curado após tratamento com as águas da cidade.
Os hotéis da cidade também se concentram ali. Um deles é o Diamond Caldas Grand Hotel, cuja história começou em 1886 pelas mãos do imigrante italiano Nicolau Tambasco, que viu o potencial turístico das águas da cidade. Em 140 anos de funcionamento, o hotel, que afirma ser o mais antigo em funcionamento no país, passou por várias fases e administrações.
Entre os anos 1920 e 1950, foi palco de bailes e recepções diplomáticas, recebeu hóspedes ilustres, como o presidente Getúlio Vargas, e abrigou um luxuoso cassino. Viveu uma crise entre os anos 1970 e 1980, e nas décadas seguintes passou por um processo de recuperação, principalmente da estrutura física.
Mais natureza
Outra opção na cidade para apreciar a natureza é a Pedra do Coração, acessada por trilha e de onde se tem uma vista panorâmica das serras da região. Nela fica a Capela de Santa Bárbara, construída na década de 1950, e uma rampa de voo livre. Já a Pedra Branca, a 1.900 metros de altitude, também oferece uma paisagem deslumbrante. O caminho para chegar a ela é mais difícil e, portanto, recomenda-se a contratação de guia.
E se Caldas se destaca pelas águas e fontes, não fica atrás na oferta de cachoeiras. A do Bacião, como diz o nome, tem uma piscina natural, alimentada por uma pequena queda d’água. Na cascata Antônio Monteiro, no rio Verde, o visitante pode fazer trilhas, apreciar e entrar na corredeira e utilizar a estrutura de lazer, com quiosques e churrasqueiras.
Caldas (MG)
a 240 km de SP
Balneário Reynaldo de Oliveira Pimenta
Pocinhos do Rio Verde – av. Rio Verde, 1077
De terça a domingo
Entrada franca; os tratamentos são pagos. Recomenda-se agendar os serviços
https://caldas.mg.gov.br/nosso-balneario-tabela-de-servicos-precos-e-horarios/
Diamond Caldas Grand Hotel
Av. Rio Verde, 3248
https://grandhotelpocinhos.com.br/
Diária para casal: R$ 1.800, com pensão completa
Fonte: Folha de S.Paulo