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Filho adolescente no restaurante é prejuízo na certa

Pedro, o Grande, está fazendo 14 anos. “Czarizei” o nome do meu filho porque o moleque cresce num ritmo difícil de acompanhar. Num dia eu compro um tênis de tamanho 39; no outro, ele está calçando 41. A vida útil de suas roupas é ridiculamente curta: enquanto tentamos repor o figurino, o pobre rapaz desfila pelo bairro com calças pula-brejo e camisetas baby look.

O processo consome quantidades extraordinárias de alimento. Sem exagero algum, o magricela come o dobro do que eu como. Todos sabemos que adolescente é uma draga, mas a gente tende a borrar da memória o próprio histórico —fui do tipo que devorava seis pedaços de pizza.

Quando se trata de comer fora, um menino em fase de crescimento desafia o planejamento e representa um impacto substancial na conta do restaurante.

O cenário ideal —caso você possa e se disponha a pagar por isso— envolve rodízio ou bufê livre. Neles, a pessoa pode exercer a adolescência sem freios. Repete o prato quantas vezes quiser, sem se preocupar com dinheiro nem precisar de um antiácido.

No outro lado da balança está o bufê cobrado por peso. Quando o menor chega com uma pilha de comida da altura do pico da Bandeira, você já sente aquela dor no bolso; no segundo prato, você liga para o gerente e pede para elevar o limite do cartão.

Não raro, o infante se serve uma terceira vez. Nessa situação, o adulto deve lembrá-lo de que dinheiro não dá em árvore. Às vezes funciona.

Nas casas à la carte, deixar o jovem escolher costuma resultar em suicídio financeiro. Ele vai pedir o filé mais caro ou o prato especial de camarão, fora do cardápio, que o garçom oferece à mesa, sem mencionar valores.

A melhor forma de evitar estresse e surpresas é cozinhar para o filho adolescente. Assim, você determina o menu e pode preparar quantidades de comida incompatíveis com as porções de um restaurante.

Para o meu querido Pedrão, a receita de um de seus pratos favoritos: o bife à milanesa, que aqui faço à argentina. A diferença está no tempero de alho e salsinha, que você mistura aos ovos e à farinha de rosca.

Milanesa à argentina

Rendimento: 1 porção
Dificuldade: fácil
Tempo de preparo: 15 minutos

Ingredientes

  • 1 bife magro de 200 g a 300 g (filé, alcatra,
  • coxão mole, peito de frango ou filé de porco)
  • 1 ovo
  • 1 xícara de farinha de rosca
  • 1 dente de alho triturado
  • 1 colher (sopa) de salsinha picada
  • Óleo vegetal
  • Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de fazer

  • Coloque o bife entre duas lâminas de filme plástico e, com um martelo ou rolo de madeira, bata a carne para obter um filé fino, de altura uniforme
  • Numa frigideira, coloque óleo suficiente para cobrir o bife. Aqueça em fogo médio-alto por alguns minutos
  • Num prato fundo, bata o ovo. Misture o alho e a salsinha à farinha de rosca. Distribua sobre um prato raso
  • Tempere a carne com sal e pimenta. Passe o bife no ovo e na mistura de farinha, até ficar totalmente empanado
  • Frite a carne, virando-a quando o lado de baixo estiver dourado. Escorra em papel-toalha e sirva

Fonte: Folha de S.Paulo