Motoristas de Uber protestam em Orlando por melhores remunerações no trabalho

Os 2.500 motoristas de Uber também reivindicam condições de estacionamento no “Aeroporto de Orlando”

Os motoristas de Uber em Orlando devem fazer um protesto nesta quinta-feira, exigindo reajuste do valor da quilometragem, revisão das políticas de data de prestação de contas e incorporação da gorjeta em viagens longas

Da Redação – Por melhores condições de trabalho, e “salários mais justos” na empresa, motoristas da Uber da cidade de Orlando se preparam para fazer um protesto nesta quinta-feira (15). “Vamos tentar reunir um número maior de motoristas de Orlando, para que um dia não prestemos atendimento por um determinado número de horas para pressionar a empresa a nos atender”, explicou um motorista.

Em um panfleto que circula entre os mais de 2.500 motoristas de Uber em Orlando, o grupo exige reajuste do valor da quilometragem, revisão das políticas de data de prestação de contas e incorporação da gorjeta em viagens longas.

“Atualmente, o Uber está mantendo de 70 a 80% do nosso lucro”, explicou um motorista. “Entre Tampa, Miami, somos os mais mal pagos e os menos beneficiados”, disse outro motorista indignado.

Mas as demandas não param por aí: os motoristas também exigem melhores condições de estacionamento no “Aeroporto Internacional de Orlando”, como a construção de calçadas, atualmente localizadas fora das vias públicas.

Versão da empresa

Em comunicado, a empresa contesta dizendo que os motoristas de Uber recebem em média, US$ 37 por hora, e que também usufruem de um programa de recompensas, sobretaxas de gasolina e vendem exatamente quanto ganham e onde estão antes de uma viagem de petróleo.

Mas, a versão dos motoristas alega que, “uma liga que pagava US$ 27 agora está pagando US$ 20 e US$ 19 é um abuso. Temos que acabar com isso agora”, protesta um motorista.

“Nosso objetivo é que a Uber entenda que seus dividendos são grandes demais para distribuir aos motoristas, não estamos pedindo que aumentem ou atendam nossos clientes”, explicou outro.

Fonte: Nossa Gente