Por que as startups mexem com a cabeça (e o coração) dos investidores?

Nunca se viu um processo tão intenso de investimentos, fusões e aquisições quanto nos…

Nunca se viu um processo tão intenso de investimentos, fusões e aquisições quanto nos últimos dois anos – muitos envolvendo startups – e não há indícios de que vá diminuir em curto ou médio prazo. É preciso conhecer os fatores, bem como riscos e limitações, que estão por trás dessa movimentação.

O aporte em  startups somou um recorde global de US$ 156 bilhões no segundo trimestre, sustentado por fortes investimentos em empresas nos Estados Unidos, mostrou um estudo da CB Insights divulgado em julho. Trata-se de uma recuperação impressionante – o investimento privado cresceu 157% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a pandemia da Covid-19 começou a devastar economias. Já um levantamento da plataforma Transactional Track Record mostra que, entre janeiro e maio deste ano, o número de fusões e aquisições avançou 36% na comparação com o mesmo período do ano passado – foram 693 negócios.

Essa tendência não se restringe ao presente: ela deve continuar pelos próximos anos. A competição entre empresas passou a acontecer em nível global, trazendo muito mais ofensores ao crescimento de cada uma. Três fatores influenciam fortemente esse movimento: a necessidade de adquirir novas tecnologias, a busca por uma expansão rápida de mercado e até um desejo de proteção – isto é, “matar” o futuro concorrente antes que ele cresça.

Este último motivador foi bastante comum no mercado de software ao longo dos últimos anos, e oferecia a vantagem de trazer para dentro da empresa talentos humanos dos quais ela não dispunha. A compra da PeopleSoft pela Oracle, consolidada em 2004, é uma das referências desse período. Ainda que com menos frequência, aquisições orientadas por esses objetivos continuam acontecendo ainda hoje.

Efervescência constante

Um elemento adicional a esse processo são os fundos de investimento. Eles criam ainda mais oportunidades de aquisição para o mercado devido à sua própria natureza: dificilmente um fundo permanecerá à frente de uma empresa por mais de dez anos, já que seu resultado vem justamente da venda daquilo que construiu.

Os fundos de private equity compram não uma, mas várias empresas. Eles criam algo maior, mais produtivo e atrativo para a venda. O viés deles é o de consolidação de negócios, e fazem isso de uma maneira muito mais rápida do que o mercado seria capaz de fazer por outros meios ou via Bolsa de Valores.

A verdade é que o mercado de M&A vive um momento especial de “ganha-ganha”: as empresas que têm estratégia de crescimento inorgânico podem comprar soluções e negócios aprimorados pelos fundos de private equity; estes, por sua vez, dispõem de um mercado comprador com investidores ansiosos; e por fim, as empresas candidatas a realizarem seu potencial financeiro através de uma venda encontram mais caminhos e mais recursos para fazê-lo.

Um freio à vista?

Apesar de tantos elementos favoráveis, algo pode ameaçar – ou ao menos impactar – esse cenário: os órgãos encarregados de preservação à concorrência começam a estabelecer novas regras para aprovar essas aquisições, em razão do tamanho de mercado que resulta dessas ações, tornando-o menos competitivo.

Não se pode negar a necessidade de algum nível de controle. O filósofo e doutor em Sociologia tunisiano Pierre Lévy afirma que empresas gigantes como Apple, Google, Microsoft, Amazon, Facebook e outras se tornaram novas formas de Estado, os quais ele chama de Estado-plataforma, ou de tecnopoder.  Eles compõem um elemento especialmente desafiador, uma vez que extrapolam os órgãos reguladores nacionais e passam a requerer a regulamentação de órgãos internacionais. 

Estamos em uma espiral de evolução tecnológica que abre espaço para desdobramentos eventualmente sombrios, mas ela também cria possibilidades inimagináveis. O problema, nesse caso, é que muitas vezes o board das grandes empresas não é capaz de compreender o que está diante deles, mesmo com o auxílio dos especialistas. Só o que temos à frente com a evolução dos dispositivos conectados com o 5G é um universo literalmente imenso. Isso acaba favorecendo um clima de “Corrida do Ouro”, com buscas desenfreadas pelo que pode ser a próxima grande transformação e, por isso mesmo, nem sempre fundamentada em bases sólidas.

E isso é muito bom. Vivemos uma época em que muito mais pessoas admitem tentar criar algo de valor – um comportamento que não era constante há alguns anos, quando ainda vicejava a mentalidade de garantir uma carreira estável, mas não necessariamente produtiva. A valorização do potencial das startups, a ação dos investidores-anjos com seu seed money –  isso é verdadeiramente revolucionário. Representa uma alavanca poderosa para a evolução de produtos e serviços, e mais um instrumento para distribuição de riqueza.

Mas não podemos nos esquecer de que são sempre operações de risco alto. E as razões para não dar certo costumam ser as mesmas: erro estratégico na decisão de escolher o que comprar (e só perceber depois de efetuar a compra); erro na hora de integrar as empresas (se valendo mais da intuição do que da capacidade de fazer o processo adequado); e a própria capacidade de gestão de um negócio com dimensões ampliadas.

Seja como for, os riscos não são suficientes para desacelerar esse movimento – e o passar dos anos tende a refinar o conhecimento sobre essas operações. Por isso, não basta apenas “seguir o fluxo”: as lideranças precisam mergulhar fundo nos mecanismos desse universo se quiserem tirar verdadeiro proveito dele.

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Fonte: Por Sergio Lozinsky

Fonte: Brazilian Times

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