Bactérias em praias: quando o cuidado vai além do filtro solar e boias

bactériasApesar de ser um lugar para relaxar, as praias também podem ser focos de transmissão e disseminação de doenças. Isso porque muitas vezes pode estar contaminada pelo despejo de lixo, esgoto ou fezes de animais que passeiam por ela. Os riscos se escondem nas areias. Micose, fascite necrosante, toxoplasmose ou ancilostomideo – o famoso “bicho geográfico” – infecções e doenças de pele que existem nas praias e podem ser evitadas.

No verão, em qualquer lugar onde as temperaturas chegam numa média de 40 graus, a tendência é aumentar a umidade e o calor e, com isso, também o aparecimento de fungos, parasitas e vírus que causam ir além de um simples problema de pele.

O uso do protetor solar é indispensável. Mas procurar saber sobre a praia que se vai visitar também. Se há despejo de esgoto, se permite animais. Tudo isso colabora para proliferação de fungos e bactérias nas areias.

Não vá à praia ou piscina se estiver machucado
Assim como outras bactérias, a ‘vibrio vulnificus’ existe aos milhões e é naturalmente encontrada em águas quentes e salgadas, como no Golfo do México, segundo o Departamento de Saúde da Flórida (Florida Department of Health). O perigo é que a bactéria penetra no corpo humano por meio de ferimentos ou cortes na pele e provoca a fascite necrotizante, infecção que se não for tratada imediatamente com antibióticos, pode causar a amputação do membro ou até mesmo matar.

Tendo em vista os casos recentes da infecção este ano na Flórida, preparamos a matéria especial desta edição: “Diminuem infecções por bactéria carnívora na FL, mas casos da doença ainda assustam”, na página 10, que traz as formas de contaminação, sintomas e principais cuidados.

Não fique molhado por muito tempo
Essa é a principal dica para evitar a micose e infecção urinária. Os fungos costumam proliferar em ambientes quentes e úmidos, e é no verão que aumenta a quantidade de pacientes com este problema, tanto por conta do calor quanto do suor. Não passar muito tempo com a mesma roupa e usar menos tecidos sintéticos também podem ajudar.

Não ande descalço
É difícil resistir à tentação de andar descalço na praia, mas, às vezes, é preciso ter esse cuidado para evitar infecções causadas por bactérias e fungos deixados na areia pelas fezes de animais.

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Bicho geográfico: a ‘larva migrans’, também chamada de bicho geográfico- penetra na pele humana e, ao se locomover, deixa traços e marcas semelhantes a um mapa – por isso o nome popular. A doença provoca vermelhidão na região contaminada, bolhas e coceira. Ainda há o risco de a pessoa desenvolver, caso ela coce muito o local, uma infecção secundária por causa do depósito de bactérias nas unhas.

Toxoplasmose: a contaminação da areia por fezes de gatos representa um risco ainda maior para depósito do parasita toxoplasma gondii, que provoca a doença cujos sintomas são: febre, aumento de gânglios e sinais bioquímicos de lesão hepática. Alguns pacientes, no entanto, têm a invasão da retina e uma corio retinite.

Micose: um nome genérico para infecções por fungos. A mais comum é a ‘Microsporum canis’ transmitida por cães e gatos. As lesões se caracterizam pela coloração avermelhada, com descamação. Se não forem tratadas, as lesões tendem a crescer e atingir áreas extensas da pele. São tratadas geralmente com aplicação local de antimicóticos, porém, em casos extensos, é necessário o uso de medicações sistêmicas.

Referência: Departamento de Saúde da Flórida, Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Dermatologia e Hospital Albert Einsten.

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Fonte: Gazeta News

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