Bolsonaro pede visto de turismo ao governo dos EUA. Aprovação pode levar meses

O ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou às autoridades norte-americanas um visto de turismo para que possa permanecer nos Estados Unidos por mais seis meses. A informação foi passada por um dos seus advogados, em entrevista ao jornal britânico Financial Times.

A solicitação por uma nova modalidade de visto foi necessária porque, de acordo com as leis dos EUA, a categoria do documento que Jair Bolsonaro teria usado para ingressar no país – visto de oficial (autoridade) – atingiu a validade prevista de um mês. O ex-presidente do Brasil completou 30 dias em solo norte-americana na segunda-feira (30/1).

A necessidade de emitir um visto de turismo também ocorre em meio às dúvidas sobre por quanto tempo o ex-mandatário pretende permanecer na Flórida. Um dos representantes de Bolsonaro, o advogado Felipe Alexandre, disse que o pedido foi recebido pelas autoridades americanas na sexta-feira. Ao Financial Times, Alexandre disse ter aconselhado Bolsonaro a não deixar o território americano enquanto o visto é processado, algo que pode levar alguns meses.

Bolsonaro busca visto de turista nos EUA, diz jornal

“Eu acho que a Flórida será sua casa temporária fora de casa — disse o advogado ao jornal britânico. Agora, com essa situação, acho que ele precisa de um pouco de estabilidade”, afirmou o advogado do ex-presidente. No fim de semana, o senador Flávio Bolsonaro disse que o retorno de seu pai ao Brasil “pode ser amanhã, daqui a seis meses ou nunca”. Embora Jair Bolsonaro não tenha divulgado quando vai retornar ao país, o ex-presidente combinou com seu médico Antônio Macedo para o encaminhar diretamente a um hospital, assim que aterrissar em solo brasileiro. A necessidade de se internar no Brasil, segundo Macedo, será para que Bolsonaro faça uma cirurgia de correção da alça intestinal que tem causado constantes episódios de suboclusão no órgão. O procedimento é decorrente do tratamento no intestino, após o ex-presidente ter tomado uma facada há cerca de quatro anos, durante a campanha presidencial de 2018.

Fonte: Brazilian Press