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Brasileiro que comercializava credenciais federais adulteradas nos EUA tem deportação decretada

Um imigrante de nacionalidade brasileira acabou expulso do território norte-americano e sob custódia legal após criar um complexo esquema de falsificação corporativa e governamental. Mario Cesar Dos Santos Jr., com 50 anos de idade, ingressou nos Estados Unidos no ano de 2016 e continuou vivendo irregularmente no país depois do fim da validade de seu visto original. Durante esse período, o investigado estruturou uma instituição de fachada com o objetivo de comercializar cartões de identificação, diplomas e documentos falsificados portando insígnias ilegítimas do Departamento de Segurança Interna (DHS) e da Polícia Federal Norte-Americana (FBI).

A arquitetura do golpe envolvia a realização de palestras e treinamentos divulgados falsamente como gratuitos. Nos encontros, que contavam com a presença frequente de 30 a 45 pessoas por edição, os participantes desembolsavam de US$ 400 a US$ 450 por credenciais inverídicas. Segundo o apurado pelo Jornal Brazilian Press, os promotores do caso — cujas informações foram replicadas via Fox News — relatam que o réu enganava seus clientes garantindo que os papeis adquiridos serviriam de salvaguarda ou blindagem diante de eventuais abordagens promovidas por agentes oficiais de imigração. A apuração das autoridades aponta que uma única reunião promovida pelo grupo chegou a arrecadar cerca de US$ 14 mil.

A engrenagem de divulgação contava com o suporte de um website próprio, redes virtuais e um canal em aplicativo de mensagens instantâneas reunindo mais de 750 membros ativos. Paralelamente às certificações, o infrator comercializava artigos variados contendo símbolos e marcas piratas do DHS e da Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), tais como vestuários, distintivos metálicos e adesivos.

O cerco policial mobilizou forças-tarefa integradas por investigadores do FBI, da FEMA e do DHS, que utilizaram um colaborador infiltrado de caráter sigiloso para adquirir os itens ilícitos em um dos workshops promovidos e consolidar o conjunto probatório. A interceptação do suspeito foi efetuada em fevereiro no Aeroporto Internacional de Orlando, no momento exato em que ele desembarcava de um voo procedente da cidade de Boston.

Atualmente submetido aos trâmites formais do processo administrativo de remoção do solo norte-americano, o brasileiro confessou culpa diante do Judiciário pelos crimes federais de fraude eletrônica e falsificação de selos públicos oficiais. Enquanto aguarda preso a audiência de determinação da pena — agendada para ocorrer no dia 18 de dezembro —, Mario Cesar responde simultaneamente nas esferas criminal e migratória, podendo receber uma condenação que alcança até 20 anos de reclusão em penitenciária federal.

Fonte: Brazilian Press