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Chefe da ICE diz que orçamento de US$ 70 bilhões permitirá novos recordes de deportação em massa

O Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) deu início a uma fase de forte endurecimento em suas ações de fiscalização territorial. A mudança de patamar ocorre na esteira da sanção de um expressivo pacote orçamentário de aproximadamente US$ 70 bilhões pelo presidente Donald Trump, montante que garante recursos robustos para o Departamento de Segurança Interna (DHS) e para a Patrulha de Fronteira até o término do atual mandato presidencial.

De acordo com o encarregado pela política de segurança fronteiriça da Casa Branca, Tom Homan, a liberação dessas verbas permitiu que o órgão voltasse a atuar em sua capacidade máxima, atingindo o patamar classificado por ele como modo de “máxima deportação”. A retomada acelerada das abordagens fez com que o mês de junho registrasse o maior volume de detenções da história da agência, com projeções oficiais de que o mês seguinte supere essa marca histórica.

O avanço recente das operações contrapõe-se ao cenário observado nos meses anteriores, quando as atividades operacionais haviam desacelerado devido à paralisação parcial do DHS. O impasse legislativo entre democratas e republicanos estendeu-se até maio, alimentado por intensos debates sobre as táticas utilizadas pelas autoridades federais, impulsionados inclusive por episódios de forte repercussão nacional, como as mortes dos cidadãos americanos Alex Pretti e Renee Good durante ações de fiscalização no estado de Minnesota.

Apesar de a aprovação do orçamento ter garantido o fôlego financeiro necessário para a ampliação das detenções, segundo apurado pelo Blog do Marcelo, a intensificação das incursões voltou a colocar o órgão sob forte escrutínio público e político em Washington. Casos letais registrados recentemente nos estados do Texas e do Maine reacenderam as controvérsias sobre os métodos empregados pelas equipes de imigração na aplicação das diretrizes governamentais.

Fonte: Brazilian Press