A comunidade brasileira se mobiliza para ajudar Camila Bravin, detida pelo ICE em 16 de julho, em Pompano Beach (FL), ao chegar em casa depois de um dia inteiro de trabalho. Mãe de dois filhos, ela é descrita por amigos e familiares como alguém que sempre lutou para dar uma vida melhor às crianças.
Uma campanha foi lançada no GoFundMe para custear um advogado especializado em imigração e as despesas do processo. Quem quiser ajudar pode contribuir com qualquer valor; cada doação aproxima Camila de uma defesa jurídica adequada.
O caso de Camila reflete uma mudança de padrão que a própria redação do AcheiUSA vem percebendo: nas últimas semanas, temos recebido relatos da comunidade brasileira sobre mais abordagens do ICE em locais de grande movimento, como em frente ao Costco, Seabra, além de postos de gasolina e estacionamentos de outros mercados.
Prisões que antes aconteciam majoritariamente em operações programadas agora acontecem no meio da rotina, durante paradas de trânsito comuns. Segundo levantamento da Associated Press com dados da Deportation Data Project (Berkeley), quase 39 mil imigrantes foram presos na Flórida entre 20 de janeiro de 2025 e 11 de março deste ano, mais de três vezes o número registrado no mesmo período do governo anterior.
Parte desse salto tem explicação: agências estaduais e locais, incluindo a Patrulha Rodoviária e departamentos de polícia, firmaram acordos de cooperação com o ICE, o chamado programa 287(g). Elas ganharam poder para interrogar e deter imigrantes, o que faz uma simples abordagem de trânsito, por um vidro escurecido ou uma luz de freio queimada, terminar em detenção migratória.
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Fonte: AcheiUSA