Descubra as quatro formas mais usadas pelos brasileiros se legalizarem nos EUA

Sem sombra de dúvida, o “sonho americano” sempre fez parte da realidade dos brasileiros. Mas nunca houve um tempo tão propício para torná-lo realidade, vivendo legalmente nos Estados Unidos. O país vive hoje um “apagão” de mão de obra e, em um mesmo tempo em que muitos de nós, pelas mais variadas razões, queremos deixar o Brasil.

Em 2022 houve um aumento 13 vezes maior no número de brasileiros com ensino superior que tomaram essa decisão e emigraram. Foi o ano em que o governo norte-americano mais aprovou brasileiros pela categoria de vistos EB (employment based) – o Brasil passou da 11ª para a 3ª colocação no ranking de países que tiveram cidadãos aprovados para entrar em solo americano. Dados oficiais mostram que hoje existe quase o dobro de vagas de trabalho em aberto para o número de pessoas desempregadas.

Anita Mignone é advogada de Imigração — Foto: Divulgação

Ter uma advogada americana preparando sua petição é uma condição primordial, pois somente ela pode te representar perante a imigração. A Dra. Anita Mignone é especialista na área de imigração, formada em Direito Criminal e Ciência Política na Pace University e pós-graduada na Brooklyn Law School, e começou sua carreira defendendo imigrantes em processos criminais. É licenciada nos estados de Nova York e Nova Jersey. Brasileira baseada nos EUA desde 1994, atua há mais de 10 anos na área de imigração com muito sucesso em todos os Estados Unidos.

Ariel Yaäri, Diretor Comercial da Mignone Law — Foto: Divulgação

A Mignone Law Firm se especializa em atender imigrantes com uma equipe profissional e a entregar soluções completas, já tendo realizado o sonho de centenas de famílias. Os caminhos mais comuns para os brasileiros se legalizarem nos Estados Unidos sāo:

1.EB-5

Os americanos são muito eficazes. Criaram um visto que oferece a possibilidade de Green Card para quem investir na geração de empregos no país. Basta comprovar a origem lícita e investir US$ 800 mil no país. Todo o núcleo familiar, aplicante, cônjuge e filhos solteiros de até 21 anos recebem diretamente o Green Card. O risco de ter sua entrada negada é baixíssimo, porém é importante escolher um bom projeto. Também é possível aplicar o visto já estando residindo nos EUA. Essa prática tem sido muito usada por empresários, altos executivos e profissionais liberais bem-sucedidos, seja para eles mesmos, ou para seus filhos, sobrinhos ou netos que na maioria das vezes estão estudando nos EUA e pretendem permanecer no país.

2.EB2-NIW

Conhecido como o visto de habilidades especiais, essa subcategoria pretende atrair profissionais qualificados. Ela tem sido mais aproveitada pelos brasileiros – houve um aumento considerável de pedidos entre 2021 e 2022. São dois enquadramentos possíveis. Primeiro, para aqueles com um grau de estudos avançado, minimamente bacharelado, mais cinco anos de carreira profissional progressiva na área de formação, através do Advanced Degree. Segundo, através do Exceptional Ability com comprovações de qualificação acima da média, através de alguns itens de destaque profissional e social. Deve-se atender aos requisitos dos chamados Prongs: que o empreendimento proposto pelo requerente tenha mérito substancial e importância nacional; que o candidato esteja bem posicionado para avançar no empreendimento proposto; e que, em suma, seja positivo para os Estados Unidos renunciar aos requisitos de uma oferta de emprego.

3. E-2

O E-2 é um visto temporário que permite que empreendedores estrangeiros morem nos EUA investindo uma quantia substancial em um negócio no país, seja ele novo ou já existente. É muito utilizado em aquisições de franquias. Para se qualificar para esse visto, o investidor precisa fazer um investimento “substancial” em uma empresa e ser cidadão de um país que mantenha um Tratado de Comércio e Navegação com os Estados Unidos. Os brasileiros com dupla cidadania de vários países da Europa, América do Sul e Oceania podem aproveitar esse caminho.

Para propósitos do visto E-2, o empreendedor deverá entrar nos Estados Unidos exclusivamente para desenvolver e dirigir uma empresa – o requerente precisa ter pelo menos 50% de propriedade da empresa ou posse do seu controle operacional, podendo ser o dono da empresa ou um de seus empregados. Se empregado, ele deve possuir um cargo de executivo ou supervisor, ou possuir habilidades que são altamente especializadas e essenciais para a operação da companhia.

4. Família, casamento e violência doméstica (Vawa)

Os vínculos por laços familiares são uma forma também muito usada para morar nos Estados Unidos. As mais comuns são o casamento com cidadãos americanos e a relação entre pais e filhos. A Mignone Law também tem um histórico de sucesso em legalização por violência doméstica através de Vawa, o Violence Against Women Act, que, embora tenha a denominação focada nas mulheres, atende a todos os gêneros.

Fonte: Brazilian Press