A votação do segundo turno presidencial entre os eleitores brasileiros residentes nos Estados Unidos terminou com a liderança do senador Flávio Bolsonaro, que superou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no somatório geral do país por uma diferença aproximada de 21 mil votos. A despeito desse revés no saldo total em solo americano, Lula assegurou a reeleição para um quarto mandato presidencial.
Conforme apurado pelo Jornal Brazilian Press, o universo eleitoral apto nos EUA era composto por 265.411 cidadãos, registrando-se um índice de abstenção de 67,7%, segundo os registros do Tribunal Superior Eleitoral.
O apurado geral aponta que o candidato do PL alcançou 53.718 preferências, o que equivale a 62,65% dos sufrágios válidos, ao passo que o representante do PT contabilizou 32.023 escolhas, alcançando 37,35%. Das 11 localidades com seções eleitorais montadas em território norte-americano, seis deram vitória ao congressista conservador e cinco optarão pelo chefe do Executivo federal.
A disputa na cidade de Nova York representou o único cenário de inversão de liderança entre os dois pleitos. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro havia ficado à frente na metrópole com 4.684 apoios (47,36%), superando ligeiramente Lula, que obteve 4.570 (46,20%). Na etapa decisiva, contudo, o petista expandiu seu eleitorado na região em cerca de 40%, assumindo o topo do placar com 6.307 votos (52,40%) diante dos 5.730 (47,60%) conferidos ao concorrente. A cidade, caracterizada por forte presença imigrante, tem como prefeito o democrata Zohran Mamdani, gestor que parabenizou o presidente pela conquista ao citar o bordão de que o povo unido jamais será vencido. A aproximação entre ambos já havia registrado um capítulo em 21 de setembro de 2026, ocasião em que se reuniram na residência do embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, durante a Assembleia Geral do organismo internacional, trocando gentilezas e camisas esportivas.
No tocante aos demais pontos de votação dominados por Lula, a costa oeste abrigou a maioria dos triunfos: em São Francisco foram 2.941 indicações (65,18%) contra 1.571 (34,82%); em Chicago, 2.059 (63,84%) perante 1.166 (36,16%); e em Los Angeles, 2.939 (55,03%) em oposição a 2.402 (44,97%). Completando as vitórias do atual mandatário, a capital federal Washington D.C. contabilizou 3.065 urnas favoráveis a ele (57,56%) ante 2.260 (42,44%) direcionadas ao opositor.
Por outro lado, o desempenho de Flávio Bolsonaro mostrou-se predominante na porção leste do território norte-americano, além de uma vitória no estado do Texas. O maior patamar percentual a seu favor ocorreu em Orlando, onde acumulou 8.042 adesões (81,01%) enquanto o oponente obteve 1.885 (18,99%). Em Miami, no mesmo estado da Flórida, o candidato conservador registrou 10.504 apoios (76,64%) contra 3.201 (23,36%). Na região nordeste, Boston apresentou 13.605 eleitores para Flávio (71,58%) e 5.402 para Lula (28,42%), e Hartford somou 1.529 (65,45%) frente a 807 (34,55%). No sudeste, Atlanta computou 3.927 votos (70,13%) comparados a 1.673 (29,88%). Por fim, na cidade texana de Houston, o senador alcançou 2.982 confirmações (63,10%), contra 1.744 (36,90%) destinadas ao presidente reeleito.
Fonte: Brazilian Press