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Luxo e silêncio atraem ricaços às ilhas Turks e Caicos

Para além da beleza da água do Caribe, com seu estonteante azul, a primeira coisa que chama a atenção de quem se aproxima das praias das Ilhas Turks e Caicos é o silêncio. Ele compõe o cenário rotineiro de quem se hospeda num dos resorts deste paraíso turístico (e fiscal) de visitantes endinheirados que diariamente têm o arquipélago como destino.

O território integra a Coroa Britânica desde 1962. Mas foi só na década de 1980 que o turismo se consolidou, com a inauguração de um resort em Providenciales, a principal das 40 ilhas do arquipélago, onde um modesto aeroporto contrasta com o luxo dos desses hotéis.

A capital mesmo é Cockburn Town, que fica na ilha de Grand Turk, porta de entrada dos cruzeiros e a menor do arquipélago, com muita arquitetura colonial. Ela é uma das duas que compõem as Turks (a outra é Salt Cay). As demais são as Caicos, entre elas a própria Providenciales, North Caicos e Middle Caicos (que são conectadas por estrada), East Caicos e South Caicos.

A maioria dos visitantes começa a viagem em Providenciales e se conectam às demais ilhas por ferries ou por voos, regulares ou privados. Parrot Cay, Pine Cay e North Caicos possuem serviços de ferry. Já as outras ilhas são acessíveis somente por via aérea.

É em Providenciales que fica a badalada praia Grace Bay —eleita em 2023 uma das melhores do mundo. Outras praias, mais selvagens digamos, são Long Bay, Blue Hills Beach e Pelican Beach.

É lá também, dentro de uma reserva natural de 7.000 hectares (o equivalente a 9.803 campos de futebol), que está o Amanyara Resort, do grupo Aman, um local de contemplação, luxo e muita discrição, onde o turista sempre tem a impressão de estar sozinho, já que quase não se encontram outros hóspedes, que se dividem pelos atrativos locais.

Ali, diárias partem da casa dos US$ 3.898, ou cerca de R$ 20.481, nos meses de março e abril.

Seja jantando numa mesa exclusiva às margens das rochas e do mar do Caribe, nas vilas privadas com três ou quatro chalés que o resort abriga, no beach club ou no restaurante convencional, o turista encontrará pratos típicos locais e menu mediterrâneo, regado a vinhos, mojitos e rum.

A gastronomia da ilha, aliás, uma mistura de influências orientais e tradições nativas, em pratos com lagosta, caracol, peixe frito e sopa de frango, por exemplo.

Nos requintados chalés do Amanyara, o silêncio também é o que predomina. Sem vizinhos próximos, o único som que se

ouve é o da água das piscinas privativas ou dos pássaros na vegetação selvagem e preservada.

O mesmo vale, principalmente, para o spa do hotel, que tem sessões de meditação, tratamentos para pele e cabelo e até retiros de bem-estar, que são bastante procurados pelos discretos hóspedes.

Com todo esse silêncio, o tempo parece passar mais devagar, razão pela qual Turks e Caicos acabou se tornando um destino ideal para quem busca autoconexão —sozinho, em casal ou mesmo com amigos e familiares.

Para os brasileiros, as conexões mais convenientes partem de Miami (2h de voo), com a American Airlines. Para entrar no arquipélago, não é preciso visto, mas como boa parte dos voos até lá partem dos Estados Unidos, é preciso ter o visto americano.

Fonte: Folha de S.Paulo

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