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Ubatuba, Copacabana e praias do Nordeste são as favoritas dos paulistanos

Em um país com extensão litorânea de quase 11 mil quilômetros, era de se esperar que os moradores da cidade de São Paulo se dividissem bastante ao escolher a melhor praia do Brasil na pesquisa Datafolha: houve um empate entre seis localidades, quatro delas no Nordeste.

Dentro do estado de São Paulo, a favorita mais uma vez foi Ubatuba (4%), que pelo terceiro ano seguido liderou entre os destinos praianos no Sudeste. Na mesma região do país, Copacabana (4%) também figurou entre as melhores praias do Brasil na preferência dos entrevistados.

As eleitas pelos paulistanos no Nordeste foram Fernando de Noronha (4%), Porto de Galinhas (4%), Maragogi (3%) e Maceió (3%).

Quando a escolha se restringiu às praias nordestinas, os locais mais citados no Datafolha foram Porto de Galinhas (6%), Maragogi (6%), Maceió (5%), Jericoacoara (4%), Pipa (4%) e Natal (4%).

A maioria dos destinos mais queridos pelos paulistanos no Nordeste não é de difícil acesso.

Dois deles são capitais de estado: Maceió (AL) e Natal (RN). Jericoacoara (CE) e Fernando de Noronha (PE) têm aeroporto próprio. Porto de Galinhas (PE) fica a uma hora de estrada do aeroporto de Recife. Maragogi (AL) está a duas horas de carro da capital de Alagoas, tempo semelhante ao que separa o aeroporto de Natal da praia de Pipa (RN).

Maceió e Natal, cidades cuja população se aproxima de 1 milhão de habitantes, são bons destinos para quem busca praias bonitas, mas não dispensa infraestrutura urbana robusta, ampla rede hoteleira e gastronomia diversa.

As duas capitais também funcionam como porta de acesso para outros destinos idílicos. É o caso das dunas da praia de Genipabu, em Extremoz (RN), a 30 km da capital potiguar, cenário de novelas como “Tieta do Agreste”e “Flor do Caribe”.

Em Maragogi, a 130 km de Maceió, e em Porto de Galinhas, um dos maiores atrativos são as piscinas naturais, de águas cristalinas e temperatura agradável, que se formam nos períodos de maré baixa.

No pelotão da frente dos preferidos entre os moradores de São Paulo, a única ilha é Fernando de Noronha, a 600 km do continente.

“Noronhar-se”, neologismo cunhado pela atriz Bruna Marquezine em 2018, ainda é um privilégio para poucos, mas hoje menos inacessível aos paulistanos graças aos voos diretos da Gol e da Latam que partem do aeroporto de Guarulhos.

A ilha não recebe navios de cruzeiro desde 2013, e a tentativa de retomá-los em 2020 foi abortada no ano seguinte.

As restrições ambientais em Fernando de Noronha se justificam para manter o cenário de paraíso tropical, quase inexplorado pelo homem, composto por formações rochosas exuberantes e praias de água verde-esmeralda, onde podem ser observados peixes, baleias, golfinhos, tartarugas marinhas e aves tropicais.

Também bastante lembrada pelos paulistanos, Copacabana destoa de grande parte das outras praias eleitas por se afastar do arquétipo de natureza intocada. Seu cenário é também deslumbrante, mas profundamente urbano.

Nos últimos anos, a praia se estabeleceu como rota de megashows de artistas como Madonna, Lady Gaga e Shakira, e viu em abril a inauguração do Museu da Imagem e do Som, depois de 16 anos de obras e confusões típicas do purgatório da beleza e do caos.

Turistas receosos com a qualidade da água do mar de Copacabana podem curti-la numa boa: com raras exceções em um ou outro trecho, a praia tem figurado consistentemente como própria para banho nos boletins de balneabilidade do governo do estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Folha de S.Paulo