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Cidades de São Paulo podem passar a cobrar taxa de turistas; veja quais são e valores

Cidades turísticas do estado de São Paulo estão criando taxas ambientais

Cidades turísticas do estado de São Paulo estão criando taxas ambientais

No turismo, cidades do estado de São Paulo estão cobrando taxas ambientais dos visitantes.

O turista que chegar de carro a Campos do Jordão, interior de São Paulo, vai ter mais um custo: R$ 13,48 por dia.

É que a Câmara aprovou, esta semana, uma lei que prevê uma Taxa de Preservação Ambiental (TPA). Só depende agora da sanção do prefeito. O dinheiro precisa ser usado em projetos ambientais, para reduzir o impacto provocado pelo turismo.

Outras duas cidades do litoral paulista também vão ter taxas parecidas:

O turista que quiser ir para Ilhabela pode enfrentar uma situação inusitada: como, para chegar até lá, ele precisa passar obrigatoriamente por São Sebastião, se a fila de embarque para a balsa estiver grande e o visitante demorar mais de duas horas entre chegar à cidade e fazer a travessia até a ilha — algo comum na alta temporada — ele terá que pagar as duas taxas ambientais.

“A fila nos traz grandes transtornos em relação à parte de controle de trânsito, lixo, poluição sonora, as pessoas na rua. Quem vier nos visitar pode dar uma pequena contribuição, para que a gente possa continuar cuidando de uma cidade cada vez melhor para eles”, disse o prefeito de São Sebastião, Reinaldo Moreira.

Desde 2023, curtir uma praia em Ubatuba, no litoral de São Paulo, tem preço: vai de R$ 3,69 até R$ 97 por dia.

“Se for pela limpeza da cidade, para nós turistas, é muito bom”, diz a vendedora Eleice Diniz.

“A gente tem que parar para comer no meio do caminho, tem o pedágio. Então é um custo a mais”, afirma o vendedor Guilherme Romano.

A prefeitura de Ubatuba já arrecadou quase R$ 120 milhões para projetos de redução de impacto.

Nem o turismo religioso deve escapar: a prefeitura de Aparecida, que recebe 10 milhões de visitantes por ano, enviou um projeto de cobrança da taxa para a Câmara.

“Melhorar a segurança para o turista, melhorar a logística também do transporte, acho válido, eu acho importante”, diz a empresária Luana Lockes.

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Fonte: G1