Governo retira restrição à entrada no Brasil de passageiro vindo do Reino Unido, Índia e África do Sul

O governo retirou a restrição à entrada no país de passageiros vindos do Reino Unido, África do Sul e Índia por via aérea.

A mudança na política consta de portaria publicada na terça-feira (5) em edição extra do “Diário Oficial da União”.

A restrição havia sido imposta para evitar a circulação no Brasil de variantes do novo coronavírus identificadas nestes países e são retiradas em um momento de avanço da vacinação contra a doença.

A regra anterior, de 2 de outubro, proibia a entrada no país de voos com origem ou passagem por Reino Unido, África do Sul e Índia e de estrangeiros com passagem por essas regiões nos 14 dias anteriores ao voo para o Brasil.

No caso de voos vindos de outros países, o governo brasileiro exigia a entrega de teste com resultado negativo para Covid realizado pelo brasileiro ou estrangeiro até 72 horas antes do voo.

No caso de passageiros vindos do Reino Unido e Irlanda do Norte, as restrições vigoravam desde dezembro 2020. As impostas àqueles oriundos da África do Sul começaram a valer em janeiro deste ano e, aos vindos da Índia, em maio.

Boletim da Fiocruz alerta para riscos de novas variantes

Boletim da Fiocruz alerta para riscos de novas variantes

Apesar do fim da restrição a voos específicos, a portaria ainda prevê exigências para que passageiros, brasileiros ou estrangeiros vindos de qualquer país, entrem no Brasil. São elas:

  • apresentação à companhia aérea responsável pelo voo, antes do embarque, de documento comprobatório de realização de teste para rastreio da infecção pela Covid-19, com resultado negativo ou não detectável, do tipo teste de antígeno, realizado em até 24 horas anteriores ao momento do embarque, ou laboratorial RT-PCR, realizado em até 72 horas anteriores ao momento do embarque;
  • na hipótese de voo com conexões ou escalas em que o viajante permaneça em área restrita do aeroporto, os prazos serão considerados em relação ao embarque no primeiro trecho da viagem;
  • na hipótese de voo com conexões ou escalas em que o viajante não permanecer em área restrita do aeroporto, em que o viajante realizar migração, e que ultrapasse 72 horas desde a realização do teste RT-PCR ou 24 horas do teste de antígeno, o viajante deverá apresentar documento comprobatório da realização de novo teste, RT-PCR ou de antígeno, com resultado negativo ou não detectável para o coronavírus no check-in para o embarque ao Brasil;
  • apresentação à companhia aérea responsável pelo voo, antes do embarque, de comprovante, impresso ou em meio eletrônico, do preenchimento da Declaração de Saúde do Viajante – DSV, em no máximo vinte quatro horas de antecedência ao embarque para o Brasil, com a concordância sobre as medidas sanitárias que deverão ser cumpridas durante o período em que estiver no país;

Os tripulantes das aeronaves estão isentos de apresentar documento que comprove a realização de teste para identificar a infecção pelo coronavírus.

VÍDEOS: assista a mais notícias sobre

Fonte: G1

Comentários Facebook