A Ford quis corrigir o erro, mas já era tarde. Depois de acusar um eletricista de roubar um biscoito de US$ 1,95, a montadora percebeu a falha, ofereceu o cargo de volta e pagou os salários atrasados. Kurt Kromm, de 60 anos, disse não à empresa onde trabalhou por 11 anos.
O caso ganhou repercussão nos Estados Unidos depois que começou na madrugada de 9 de maio, na fábrica Kentucky Truck Plant, em Louisville. Kromm, diabético, notou a glicose baixar no turno da noite e foi a um quiosque de autoatendimento da Aramark comprar biscoitos. Passou o cartão duas vezes; a máquina não travou nem confirmou o pagamento, e ele seguiu o trabalho supondo que a compra tinha sido feita.
Uma semana depois, chefes o chamaram, mostraram gravações de câmeras e o mandaram embora por suspeita de furto, sem espaço para ele se defender. Kromm foi atrás de provas por conta própria: pegou o extrato bancário e achou a cobrança de US$ 1,95, feita às 3h38 daquela madrugada, e enviou tudo à Ford e ao sindicato.
Semanas depois veio a resposta da empresa reconhecendo o erro, com cerca de US$ 33 mil em salários retroativos e o convite para retomar a função. Kromm recusou. Segundo ele, nunca veio um pedido de desculpas de verdade, e a confiança na empresa não deu para reconstruir depois de ser posto para fora sem chance de explicação.
A Aramark disse colaborar com esse tipo de apuração e afirmou manter o foco em opções práticas de alimentação a seus clientes.
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Fonte: AcheiUSA