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Influenciador goiano detido em centro de imigração nos EUA relata momentos de desespero

O influenciador digital goiano Matheus Fernandes Machado, de 28 anos, conhecido nas redes sociais pelo pseudônimo Ugoianin, enfrenta momentos dramáticos sob custódia das autoridades migratórias norte-americanas. Residente de Goiânia, onde acumula quase 40 mil seguidores criando vídeos de humor e conteúdos dedicados ao Vila Nova — clube pelo qual rodou mais de 2 mil quilômetros de moto até Maceió em julho para assistir a uma partida —, o criador de conteúdo está detido após cruzar irregularmente a fronteira.

Segundo dados do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE), a travessia não autorizada ocorreu no dia 5 de setembro de 2026, nas imediações do Rio Grande, ocasião em que foi abordado e detido pela Patrulha de Fronteira sob a acusação de reentrada ilegal no país. Posteriormente, em 14 de setembro, agentes do ICE o localizaram e assumiram sua custódia federal, mantendo-o preso enquanto os trâmites administrativos de remoção são processados.

Em contato telefônico com familiares, Matheus expressou forte abalo emocional. Durante conversa com a prima Ludmilla Machado, o influenciador chorou e desabafou sobre a rotina no centro de detenção, classificando o ambiente como insuportável ao afirmar que não estava aguentando o local. Conforme relatos da própria família e do detido, ele compartilha uma cela com outros dez homens, dividindo espaço inclusive com indivíduos acusados de delitos de naturezas diversas.

Diante do cenário e do receio sobre qual país será o destino final caso a remoção seja consumada, os parentes buscam contratar um advogado especializado para acompanhar o caso e encontrar alternativas legais. Segundo apurado pelo Jornal Brazilian Press, a agência de imigração norte-americana ressalta em suas diretrizes a existência do programa CBP Home, mecanismo que possibilita auxílio financeiro de US$ 3 mil além da passagem aérea para imigrantes elegíveis que optem espontaneamente pela saída voluntária.

Apesar da mobilização familiar em busca de orientações jurídicas, não há registro público até o momento de que a Justiça dos Estados Unidos tenha concedido liminar ou suspendido o processo de deportação. No âmbito governamental brasileiro, o Gabinete de Assuntos Internacionais do Governo de Goiás informou que ainda não recebeu pedidos formais de auxílio por parte dos parentes, enquanto o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) confirmou estar à disposição para prestar todo o suporte consular cabível assim que for acionado oficialmente.

Fonte: Brazilian Press