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A loja de Londres que há quase 200 anos vende guarda-chuvas



A loja de Londres que há quase 200 anos vende guarda-chuvas | Viagem e Turismo































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Interior da James Smith & Sons (Jorge Royan/Wikimedia Commons)
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Em uma cidade famosa por ter o céu frequentemente cinzento e estar quase sempre sob chuva, não chega a surpreender que uma loja de guarda-chuvas tenha se convertido em atração turística. Em Londres, a James Smith & Sons acumula quase 200 anos de experiência no ramo e, além do produto que segue sendo seu carro-chefe nas vendas depois de tanto tempo – ao lado das bengalas –, também conquista os visitantes pela sensação de viagem no tempo: a loja ocupa o mesmo endereço desde meados do século 19 e conserva a fachada e o interior em estilo vitoriano praticamente intactos.

É bem verdade que Londres não é tão chuvosa quanto o clichê sugere: dados meteorológicos apontam que a cidade não recebe mais precipitação do que a média de outras capitais europeias que não têm a mesma fama, no acumulado do ano. Mas também é fato que há um grande número de dias com alguma chuva, mesmo que em pequena quantidade. É nessas horas que as umbrellas da James Smith & Sons vêm bem a calhar há várias gerações na capital inglesa.

Conheça mais a história desse inusitado ponto comercial.

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A história e as atrações da loja

Fundada em 1830 por James Smith que segue presente no nome do negócio, a casa era mais do que uma loja: também era uma oficina com fabricação própria de guarda-chuvas, como era comum na época. Inicialmente em outro endereço, o negócio começou a bombar duas décadas mais tarde, quando os Smiths estiveram entre os pioneiros a incorporar a tecnologia da armação metálica em seus produtos, tornando seus guarda-chuvas bem mais resistentes e funcionais.

O sucesso do empreendimento ficou refletido pela transferência, em 1857, para o suntuoso prédio que continua sendo o endereço da loja. Nessa época, os filhos de James Smith já tocavam o negócio, que ganhou o “& Sons” como complemento ao nome. Mantendo grande parte de suas características internas e externas desde aquela época, o prédio é tombado pelo patrimônio histórico e garante um vislumbre da arquitetura, mobiliário e comércio típicos da Londres vitoriana.

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A James Smith & Sons opera no edifício conhecido como Hazelwood House, no número 53 da New Oxford Street, colado no British Museum e próximo ao metrô Tottenham Court Road/Holborn. A pé, a dica é seguir pela Oxford Street até o cruzamento com a Tottenham Court Road, a partir de onde a rua original ganha um “New” à frente do nome.

A loja funciona das 10h às  17h30 e fecha aos domingos e feriados. Às quartas, a abertura é às 10h30 e, aos sábados, fecha 15 minutos mais cedo. Saiba mais no site oficial.

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E vale a pena comprar um guarda-chuva?

Que os guarda-chuvas da James Smith & Sons são conhecidos por sua qualidade, não há dúvidas – e os dois séculos de história da loja atestam o sucesso de público e crítica. A questão é que o produto também é bastante salgado para o bolso: como ocorria no século 19, as umbrellas – e bengalas! – exclusivas da casa continuam a ser produzidas de forma artesanal, em uma oficina localizada abaixo da própria loja.

Além da qualidade do produto, uma das marcas que tornaram o estabelecimento famoso são seus cabos entalhados, com diferentes formatos ao gosto do cliente. O conhecimento ancestral das minúcias dos guarda-chuvas também garante um serviço vitalício de consertos: caso algum produto da casa dê problema, o que só costuma ocorrer após vários anos, basta voltar ali que – quase sempre – seus especialistas sabem dar um jeito.

Mas é claro: sair da James Smith & Sons com um produto característico do local pode custar muitas centenas de libras esterlinas, o que talvez não faça muito sentido para quem está de passagem pela cidade e nem pretende voltar ali para usufruir da “assistência técnica” no futuro. A boa notícia é que, por ser uma loja, dá para visitar o local gratuitamente. Uma boa pedida para um passeio diferente em Londres, faça chuva ou faça sol.

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Fonte: Viagem e Turismo