Um grupo de brasileiros informou ao Portugal Giro que a advogada cobrou € 30 mil ao todo por taxas e honorários para agendamentos inexistentes na agência de imigração. Em uma lista disponibilizada no grupo com 27 pessoas, há os nomes de 21 pessoas ao lado dos valores pagos. Somados, chegam a quase € 18,5 mil, fora os que ainda não estão incluídos.
Um cabeleireiro desembarcou em Portugal em abril sem vistos de trabalho ou estudo e tentava marcar uma entrevista na Agência de Imigração para iniciar pedido de residência. Ficou seis meses no país, prazo permitido para turistas.
Ele contou que perdeu € 500 no golpe e no fim só tinha o dinheiro para voltar ao Brasil, onde tenta recomeçar a carreira.
– Aluguei uma cadeira em um salão de um amigo para recomeçar – disse ele.
Ele disse que uma amiga, também vítima do golpe, voltou ao Brasil. Fato que foi confirmado pela coluna.
Uma parte dos brasileiros no grupo teria sido convencida que havia um agendamento para recolha de dados biométricos na Associação de Cabo Verde em Sines. Era golpe, segundo eles.
Revoltados, foram para a porta da residência da suposta advogada e chamaram a polícia, que disponibilizou ata para denúncias e apresentação de provas, segundo Diego. O grupo apresenta mensagens onde a suposta advogada fala em notificação para ir à Justiça após ameaças e vidros quebrados. Ela diz que vai devolver tudo em tribunal.
Fonte: Brazilian Press