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A seleção brasileira chega às oitavas de final em evolução, e Carlo Ancelotti parece ter encontrado sua equipe ideal, diz o ex-jogador brasileiro Lucas Leiva, comentarista de esporte da BBC. Para ele, o time ganhou confiança a cada jogo, e Matheus Cunha tem sido peça-chave com sua movimentação, atuando como um atacante que também recua para criar jogadas, em um estilo comparado ao de Roberto Firmino.
“A lesão de Raphinha abriu espaço para Rayan, o que aumentou a liberdade de Cunha e de Vinicius Jr. Agora, Ancelotti tem diferentes opções para o ataque, mas Cunha conquistou a confiança dos torcedores e se tornou o favorito para a posição de centroavante”, diz Leiva.
Segundo ele, o principal mérito de Ancelotti é sua capacidade de adaptação. “O Brasil não busca dominar a posse de bola o tempo todo, mas controlar os jogos com pressão organizada e aproveitar os erros do adversário, estratégia que funcionou na fase de grupos.”
Ele afirma que a equipe também mudou do 4-2-3-1 para o 4-3-3, dando mais proteção a Casemiro e equilíbrio ao meio-campo. “Os laterais têm papel mais defensivo do que em gerações anteriores, permitindo que Vinicius Jr. permaneça mais avançado”, avalia.
Com apenas um gol sofrido e sete marcados na fase de grupos, Lucas Leiva vê motivos para otimismo antes do confronto com o Japão. “Após um início cercado de dúvidas, a confiança da torcida brasileira voltou graças ao bom desempenho da equipe”, afirma.
Fonte: BBC
