Compras no Japão: liquidações, loja de 100 ienes, brechós

A retomada do turismo no Japão apresenta um atrativo a mais para os brasileiros: comprar produtos de boa qualidade e durabilidade a preços acessíveis. E dessa vez não estamos falando da Black Friday, pois há outras formas de comprar bem e barato durante o ano todo no Japão. Ainda mais agora que o iene, a moeda japonesa, tem passado por uma desvalorização que favorece o bolso dos brasileiros. A JNTO (Organização Nacional de Turismo Japonês) selecionou dicas e curiosidades para os viajantes que querem aproveitar sua viagem ao país para fazer algumas comprinhas. Confira:

Fukubukuro

Espécie de compra surpresa, o fukubukuro é uma sacola fechada contendo uma variedade de produtos não especificados. Em alguns casos está descrito o tipo do produto, como “duas bolsas”, mas não as marcas e modelos. Os compradores não têm como saber exatamente o que estão levando, mas eles têm certeza de que estão pagando um valor total inferior à soma dos produtos contidos na sacola. O fukubukuro é tão popular que já levou alguns consumidores a acampar na porta de lojas durante a noite ou até mesmo por dias para ter a chance de garantir uma sacola. Hoje em dia, é mais comum fazer reservas pelos canais digitais. Seja pela economia ou pela emoção da surpresa, vale a pena ter essa experiência de compra no Japão, comercializada geralmente entre os dias 1 e 2 de janeiro.

Sacolas fukubukuro em exposição. Chiba, Japão
Sacolas fukubukuro em exposição na cidade japonesa de Chiba. Ned Snowman/Shutterstock

Liquidações

Em geral, as temporadas de liquidação no Japão acontecem duas vezes por ano, no início de janeiro e em julho. Anunciadas com antecedência nos sites das lojas, as liquidações duram cerca de um mês, mas os itens mais populares se esgotam rapidamente. Por isso, é recomendável ir às compras o quanto antes. Mas caso o interesse não seja por um produto específico, mas apenas nos preços baixos, é no final da promoção que surgem as melhores ofertas.

Loja da marca japonesa Uniqlo em Osaka, Japão
Loja da marca japonesa Uniqlo em Osaka. August_0802/Shutterstock

Lojas de 100 ienes

As lojas de cem ienes japonesas correspondem às lojas de R$ 1,99 brasileiras no conceito de vender uma variedade de produtos numa mesma faixa de preço, mas não exatamente no valor: cem ienes equivalem a cerca de R$ 3,80 (cotação de novembro de 2022). Nessas lojinhas, é possível encontrar alimentos, itens de decoração, artesanato, utensílios domésticos, acessórios para carros, papelaria, itens de escritório e afins. Uma delas lojas já se tornou conhecida entre os brasileiros, a Daiso (pronuncia-se “daissô”). Outras, com unidades em Tóquio, estão listadas neste link (em inglês). Por fim, existe também a famosa 3COINS, que vende itens a 300 ienes (cerca de R$ 11,50).

Konbini

As konbinis são lojas de conveniência ótimas para compras rápidas: costumam ter camisas, gravatas, roupas íntimas, itens de higiene pessoal e de maquiagem, além de comidas e bebidas. As três principais redes desse tipo de comércio são Lawson, Family Mart e Seven Eleven. Os konbinis são uma parte tão significativa da cultura local que o livro best-seller Querida Konbini, da autora japonesa Sayaka Murata, tem uma desses lojas como pano de fundo para a história da personagem Keiko Furukura e para reflexões sobre o cotidiano na sociedade japonesa.

Mercado no Japão
Geladeira de uma típica konbini japonesa. Joan Tran/Unsplash

Brechós e vintage shopping

O bairro de Shimokitazawa, em Tóquio, é um dos melhores lugares para garimpar artigos alternativos, roupas de segunda mão, discos e itens vintage. Por isso, se tornou uma referência para fashionistas e para aqueles que queiram adquirir itens com personalidade. O brechó mais icônico da região é o New York Joe Exchange, com peças por até 10 mil ienes (cerca de R$ 383). Há mais opções de roupas e acessórios nas lojinhas do Shimokita Garage Department e de peças vintage na Chicago. Para discos, veja a Jet Set Recorts. Há vários cafés espalhados pelo bairro para fazer uma pausa nas compras, como o Bear Pond Espresso.

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Shimokitazawa, Tóquio, Japão
O bairro de Shimokitazawa é para garimpar. Berto Macario/Unsplash
Numeração de roupas e sapatos

As roupas geralmente são numeradas mais ou menos como no Brasil: XS (extra pequeno), S (pequeno), M (médio), L (grande) e XL (extra grande). Mas existem ainda tamanhos acima: 2XL, 3XL, 4XL. Os tamanhos de sapatos e meias são indicados em centímetros: o 34/35 brasileiro equivale a 22,5/23cm e o 41 a 27,5cm, por exemplo. A história complica na hora de comprar sutiãs, que possuem uma numeração diferente do Brasil e dos Estados Unidos – melhor pedir ajuda de algum vendedor na loja.

⇒ O que vale a pena trazer do Japão?

O segmento que mais enlouquece estrangeiros no Japão é o de cosméticos. Afinal, trata-se do berço de marcas reconhecidas mundialmente pelos cuidados com a pele, como é o caso da Shiseido, Kanebo e Bioré. Mas outro setor popular é o da papelaria: o país é um verdadeiro paraíso para os colecionadores de canetas, papéis, adesivos e afins. Os produtos costumam ser de boa qualidade e têm design diferenciado: artigos kawaii (ou seja, “fofinhos”) são clássicos. É claro que os aparelhos eletrônicos também chamam atenção no Japão, mas é preciso estar atento à compatibilidade com a voltagem e o tipo de tomada que você tem em casa e, se necessário, comprar também transformadores e adaptadores.

Itens típicos da cultura japonesa também podem render lembrancinhas interessantes: há quimonos, leques, facas, mangás e produtos derivados dos animes. Do ponto de vista gastronômico, vale a pena levar na mala chá, saquê e doces – existem os wagashi, considerados puramente japoneses, e os yogashi, com alguma influência ocidental. O fato é que não será difícil encontrar presentes: os próprios japoneses têm o costume de comprar omiyage, forma como são chamadas as lembrancinhas de viagem, para os colegas de trabalho. Por isso, a maioria dos pontos turísticos vende caixas ou latas de doces embalados separadamente, além de chaveiros e outros souvenires simpáticos.

Quimono, Japão
Um quimono de verdade custa uma fortuna, mas sobram réplicas em lojas de lembrancinhas. MD Samir Sayek/Unsplash

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Fonte: Viagem e Turismo