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Coober Pedy: A incrível cidade que se enterrou para sobreviver ao calor



Coober Pedy: A incrível cidade que se enterrou para sobreviver ao calor | Viagem e Turismo































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Loja subterrânea em Coober Pedy (Lodo27/Wikimedia Commons)
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A remota Coober Pedy, localizada na ponta norte do estado da Austrália Meridional, é conhecida por um motivo peculiar: com pouco mais de 3 mil habitantes, quase tudo por lá fica embaixo da terra – das casas e lojas aos hotéis e igrejas.

A paisagem que o viajante encontra é digna de um livro de ficção científica. Em pleno tórrido deserto australiano, o horizonte é marcado por uma paisagem repleta de buracos escavados no arenito, onde vive grande parte da população. As moradias subterrâneas lembram aquelas do planeta fictício de Tatooine, cenário marcante da saga Star Wars.

Coober Pedy também detém a alcunha de “Capital Mundial da Opala”, em referência ao belo e excêntrico mineralóide que, durante muito tempo, foi o principal símbolo econômico do município. Boa parte da produção mundial de opalas, inclusive, vem das minas da região, na Cordilheira Stuart, às margens do Grande Deserto de Victoria.

A seguir, saiba mais sobre a história de Coober Pedy e o que fazer por lá.

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A cidade que se enterrou

Muito antes dos assentamentos europeus, o território de Coober Pedy já era percorrido havia milhares de anos por povos aborígenes nômades, que se deslocavam em busca de água e alimentos.

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O garimpo só começou a ganhar força no início de 1915, quando um grupo de exploradores conhecidos como New Colorado Prospecting Syndicate encontraram opalas no local por acidente. Aos poucos, o povoado foi se expandindo e, em 1920, a comunidade aprovou seu nome definitivo: Coober Pedy, uma adaptação de “kupa-piti”, expressão aborígene que, não por acaso, é frequentemente traduzida como “buraco do homem branco”.

Pessoas sentadas em cadeiras vermelhas dentro de uma igreja subterrânea, com paredes e teto de rocha marrom-alaranjada. Ao fundo, um altar com toalha branca, uma cruz dourada iluminada e uma vela acesa. Há nichos com estátuas de santos e luminárias nas paredes rochosas, criando um ambiente acolhedor e místico
Igreja subterrânea em Coober Pedy, Austrália (Phil Whitehouse/Wikimedia Commons)

Entre os anos 1960 e 1980, o garimpo se consolidou por lá como uma indústria milionária. E, para escapar das altas temperaturas que frequentemente se aproximavam dos 50 graus nos meses mais quentes do ano, os moradores passaram a construir suas moradias e estabelecimentos no subsolo.

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Essa tradição formou uma cidade parcialmente subterrânea: casas, lojas, bares, hotéis, cafés e até igrejas foram planejadas sob a superfície. E, nas últimas décadas, com o esgotamento das jazidas e o encarecimento das operações de mineração, Coober Pedy passou a investir no turismo como seu principal pilar econômico – a cidade enterrada, assim, acabou se transformando em uma atração turística pitoresca.

O que fazer por lá

Um dos principais destaques turísticos da região é a Old Timers Mine, uma mina histórica fundada há mais de um século e hoje preservada como museu. O espaço oferece visitas guiadas por antigos túneis escavados à mão, além de uma moradia subterrânea datada de 1960, que mantém os móveis originais.

Quarto subterrâneo com paredes e teto de rocha irregular, cama de casal com colcha de retalhos e ursinho de pelúcia, mesa de centro com vaso de flores amarelas, escrivaninha amarela vintage, televisão antiga e fotos de família na parede
Moradia subterrânea na Old Timers Mine (Old Timers Mine/Divulgação)
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As casas subterrâneas, também chamadas de dugouts, são uma atração à parte. Entre elas, a Faye’s Underground Home está entre as mais visitadas e guarda uma história peculiar: foi construída à mão por três mulheres ao longo de oito anos. Faye Nayler, inclusive, foi a primeira mulher a operar uma mina de opala em Coober Pedy. Com uma estética vintage, a residência ainda abriga uma curiosa piscina subterrânea.

Vasta paisagem desértica com um monte rochoso de topo plano no centro, iluminado por um pôr do sol em tons de rosa e laranja. O solo é avermelhado com vegetação rasteira esparsa, e o céu degrada do azul claro ao rosa pálido no horizonte.
As Breakaways, em Coober Pedy (Ivan Frolov/Unsplash)

Entre as paisagens naturais do deserto australiano, vale dar uma passada no Kanku-Breakaways Conservation Park, uma área de conservação marcada por colinas de cores vivas e cenários áridos — que, segundo relatos, por vezes lembram a superfície de Marte. É um destino propício para apreciar a beleza singular do sul australiano e contemplar um belíssimo pôr do sol.

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Perto dali fica outro destino movimentado, chamado popularmente de “Moon Plain” — em português, Planície da Lua. Trata-se de uma vasta extensão rochosa que se assemelha muito ao solo lunar. De aparência peculiar, a área já serviu de cenário para diversas produções hollywoodianas, como “Mad Max – Além da Cúpula do Trovão”, “Eclipse Mortal” e “Planeta Vermelho”.

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Fonte: Viagem e Turismo