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Fácil de integrar ao roteiro a partir de Atlanta (400 km) ou de Macon (270 km), Savannah condensa o charme histórico mais refinado dos Estados Unidos. Sua marca registrada são as alamedas emolduradas por musgo-espanhol, que se somam a praças bucólicas, vias de paralelepípedo e uma arquitetura do século 19 extraordinariamente bem conservada.

Comece sua visita pelo Historic District, o coração da região, tombado como patrimônio nacional. Ali você vai observar casarões coloniais e sobrados vitorianos (alguns abertos à visitação) e mais de vinte praças públicas repletas de carvalhos centenários e, claro, muito musgo-espanhol. A mais famosa delas é o icônico Forsyth Park, que abriga uma fonte belíssima que se tornou um dos cartões-postais da cidade.

Um programa que eu adorei fazer foi caminhar pela River Street, à beira do Rio Savannah. Ali você vai encontrar lojas, restaurantes e antigos armazéns de algodão que hoje funcionam como espaços comerciais.

Aproveite para fazer uma parada no famosíssimo Savannah’s Candy Kitchen, que desde 1990 vende os pralinés que já viraram patrimônio da cidade. São doces macios de origem francesa feitos com amêndoas ou avelãs torradas e envolvidos em açúcar caramelizado. Não tem como explicar de tão bom que é. E se a vontade for grande, você ainda tem uma última chance de matar sua vontade no aeroporto de Atlanta, onde existe uma filial.
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Ali na beira do rio você também pode embarcar em um passeio de barco no Rio Savannah. O Georgia Queen e a Savannah River Queen são barcos a vapor com rodas de pás que reproduzem o estilo das antigas embarcações do século 19. Os cruzeiros oferecem vistas panorâmicas da histórica orla de Savannah, passando por pontos turísticos. Coisa de filme.

Histórias curiosas de Savannah
Savannah ostenta um título no mínimo curioso: a de cidade mais mal-assombrada dos Estados Unidos. Planejada sobre antigos terrenos de sepultamento indígena e marcada por batalhas sangrentas da Revolução Americana e da Guerra Civil, a cidade ainda enfrentou incêndios devastadores e surtos letais de febre amarela, que deixaram milhares de mortos enterrados sob praças e ruas. Esse passado sombrio, aliado ao folclore do Sul americano e à consagrada fama literária e cinematográfica de seus mistérios, consolidou a cidade como o principal epicentro do turismo sobrenatural no país. Savannah oferece diversos tours com histórias de fantasmas e visitas a locais mal-assombrados.

E uma curiosidade me surpreendeu: Savannah é também o berço mundial das Girl Scouts, o grupo das Escoteiras, fundado em 1912 pela savanense Juliette Gordon Low. Visitei a casa onde ela nasceu, a Juliette Gordon Low Birthplace, que hoje é um museu aberto ao público e onde pode-se ter uma ideia do estilo de vida na época, com seus móveis e decoração intactos. Inspirada pelo escotismo britânico, Juliette fundou a organização com uma visão audaciosa para a época: promover a independência, o companheirismo e o desenvolvimento físico e intelectual de jovens mulheres em uma era na qual elas nem sequer tinham direito ao voto.

Bem próximo dali fica o First Girl Scout Headquarters, conhecido como Andrew Low House e que também pode ser visitado. Foi o local onde Juliette sediou as primeiras reuniões do grupo e que hoje funciona como espaço histórico dedicado à trajetória da organização. Aproveite para comprar os autênticos cookies das escoteiras, cujas vendas ajudam a manter as atividades do grupo – a tradição é mantida para ensinar empreendedorismo e planejamento financeiro desde a infância.

Savannah também é uma cidade que preza pela ótima culinária sulista, com pratos como shrimp and grits (camarão salteado com uma papa que lembra polenta mole) e biscuits (pãezinhos amanteigados e folhados), frango frito, ostras e peixes. Aproveite a estada para explorar as diversas opções gastronômicas.
Onde ficar
Para se hospedar, a dica é o Hotel Thompson, que fica em frente ao rio, próximo da River Street e recebe os hóspedes com cerveja. Sim, tem uma torneira de cerveja na recepção.

Além dos quartos bem decorados e confortáveis, com lindos quadros e piso de madeira, a hospedagem oferece spa e piscina.

Na parte gastronômica, o hotel conta com ótimas opções, como o restaurante Fleeting, o Bar by Fleeting para drinks ao som de piano e a Stevedore Bakery para café da manhã.

Também há o imperdível Bar Julian, no rooftop, com um cardápio de pratos rápidos com inspiração mediterrânea e drinks artesanais. É o rooftop bar mais alto de Savannah e a vista não poderia ser mais privilegiada.

Como circular
Savannah é uma cidade para ser explorada a pé, mas ainda assim há opções motorizadas. O DOT Shuttle é uma maneira fácil e gratuita de circular pelo Historic Landmark District (Distrito Histórico). Com 20 paradas e rotas que conectam o centro da cidade ao Forsyth Park, o serviço também faz a ligação com estacionamentos municipais, centros de visitantes e terminais de balsa.
Os veículos circulam a cada 20 minutos, oferecem Wi-Fi gratuito e são identificados por placas roxas e verdes com o símbolo “dot” (não confundir com as placas comuns de ônibus da CAT.) Funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h; aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Savannah Belles Ferry
Aproveite a delícia de estar em uma cidade com rio e pegue uma de suas balsas gratuitas. O Savannah Belles Ferry sai do centro da cidade e cruza o rio Savannah, ligando a badalada River Street à Hutchinson Island, onde fica o centro de convenções da cidade, com paradas nos terminais City Hall, Waving Girl e Trade Center. Um passeio rápido, mas divertido.
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Fonte: Viagem e Turismo
