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Senador acusa Governo Trump de preparar deportação de mais de 500 crianças imigrantes desacompanhadas

Uma nova crise política envolvendo a área de imigração agita os bastidores do poder em Washington, após o senador democrata pelo Oregon, Ron Wyden, apresentar uma acusação formal contra a atual gestão da Casa Branca. Em correspondência direta enviada ao secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., o parlamentar denunciou que o governo federal está estruturando uma estratégia para deportar cerca de 500 crianças imigrantes que entraram desacompanhadas em solo americano.

De acordo com o senador, fontes confiáveis relatam a criação de um modelo administrativo que visa acelerar esses processos de deportação.

Wyden talks environment, technology at Union County town hall | La Grande Observer

O plano em desenvolvimento foca especificamente nas crianças sob a tutela do Escritório de Reassentamento de Refugiados, braço do departamento de saúde que abriga temporariamente os menores vulneráveis até que sejam localizados patrocinadores ou familiares no país. A grande preocupação que norteia o alerta do senador é que a pressa governamental em executar as saídas enfraqueça a análise jurídica individual dos casos. Sem uma revisão judicial rígida e o devido acompanhamento de advogados, há um risco severo de que as crianças retornem a cenários de perigo em seus países natais sem o devido suporte humanitário.

Por outro lado, representantes do Departamento de Saúde e Serviços Humanos rejeitaram veementemente as acusações e declararam que não existe qualquer plano secreto ou diretriz para a deportação em massa desses menores. A agência governamental garantiu que o foco de sua atuação permanece centrado no acolhimento seguro das crianças e no respeito aos trâmites vigentes, rebatendo as alegações de que estaria violando salvaguardas legais.

Mesmo com as negativas, a revelação elevou o alerta de organizações civis de direitos humanos no país. O avanço dessas tratativas para a remoção rápida tem sido monitorado de perto por grupos de ativistas e, segundo apurado pelo Jornal Brazilian Press, analistas e advogados do setor migratório já se mobilizam para acionar a Justiça caso o governo tente aplicar o rito de deportação acelerada. O clima de desconfiança reacende o debate sobre os limites legais e morais das forças de fiscalização de fronteira, que agora encaram uma forte resistência de parlamentares e entidades que cobram transparência total sobre o destino de centenas de crianças retidas em abrigos federais.

Fonte: Brazilian Press