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A vazão das Cataratas do Iguaçu chegou a 15,8 milhões de litros por segundo às 11h da manhã desta quarta-feira (14), a maior registrada em 2026 até o momento. A Trilha das Cataratas e seus mirantes seguem abertos, com exceção do trecho inferior do Espaço Naipi, enquanto a passarela das Cataratas, em frente ao Salto Floriano, está interditada desde o último domingo (11).
A alta é resultado das chuvas que atingem o Paraná desde o fim de semana. Nesse cenário, a concessionária Urbia, responsável pela gestão do parque, iniciou o protocolo de segurança: o Circuito São João e o Espaço Usina foram fechados na segunda-feira (12) e as grades da passarela das Cataratas foram retiradas na terça-feira (13) para garantir a passagem da água.
Do lado argentino, o parque segue aberto para visitas, mas com as três trilhas panorâmicas interditadas. Em comunicado oficial, a gestão do Parque Nacional Iguazú informou que os circuitos Superior e Inferior estão fechados. A passarela argentina da Garganta do Diabo foi desmontada em agosto, com previsão de reabertura em dezembro.
A vazão atual é mais de dez vezes a média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo. O número recorde das Cataratas é de junho de 2014, quando a vazão atingiu 46,3 milhões de litros por segundo, mais de 30 vezes o normal.
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O que está interditado:
Passarela das Cataratas;
Mirante inferior do Espaço Naipi;
Circuito São João;
Espaço Usina;
Caminho do Poço Preto.
Trilha da Canafístula.
Fechado para obras: Caminho das Bananeiras.
Disponível para visitação: Trilha das Cataratas.
Como funciona o monitoramento
A equipe técnica do parque acompanha o volume do Rio Iguaçu diariamente e, em caso de temporal, o monitoramento acontece a cada hora. Quando a vazão ultrapassa 8,5 milhões de litros por segundo e tem tendência a aumentar, a passarela das Cataratas é fechada. A partir dos 9 milhões de litros por segundo, as grades são retiradas para que a correnteza possa passar livremente.
A reabertura da passarela e das trilhas depende da redução do volume para, no mínimo, 8,5 milhões de litros por segundo. Há também avaliação da equipe e do engenheiro responsável.
As previsões indicam que o Paraná deve ser afetado pelo excesso de chuva até o fim de outubro. A expectativa é de que a maioria do estado acumule entre 100 e 300 milímetros de água nas próximas semanas. Em algumas projeções, o volume pode chegar a 500 milímetros.
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Fonte: Viagem e Turismo
