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Medicamento brasileiro reestabelece os movimentos de pacientes com lesão na medula

Depois de mais de duas décadas de pesquisa, cientistas brasileiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveram um tratamento inovador voltado à recuperação de movimentos em pessoas com lesão na medula espinhal. O medicamento experimental, chamado polilaminina, apresentou resultados inéditos em estudos pré-clínicos e em investigações iniciais com seres humanos, reacendendo a esperança de pacientes com paralisia permanente.

A substância é uma proteína presente na placenta humana e atua criando um ambiente favorável para que os neurônios voltem a se comunicar após lesões graves. Em testes experimentais e nos primeiros ensaios clínicos autorizados no Brasil, pessoas tetraplégicas e paraplégicas voltaram a apresentar movimentos — algo até então considerado irreversível pela medicina.

Os dados chamaram a atenção da comunidade científica internacional e levaram a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a autorizar estudos clínicos em humanos, um passo decisivo para avaliar a segurança, a eficácia e as possíveis aplicações futuras.

Um desses pacientes é Bruno Drummond de Freitas, 31 anos, que ficou tetraplégico após um acidente de carro em 2018. Vinte e quatro horas após o trauma, ele recebeu a aplicação da substância. Em pouco tempo conseguiu mexer os dedos e em cerca de seis meses recuperou os movimentos nas pernas. Hoje ele uma vida normal e ativa.

A pesquisa é liderada pela professora Tatiana Coelho Sampaio, da UFRJ, e conta com a parceria do laboratório farmacêutico Cristália, responsável pelo desenvolvimento industrial da substância.

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Fonte: AcheiUSA