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Monteiro terá que se livrar de ‘fantasma’ da ingerência na Petrobras

“Por ter sido braço direito do Parente no equacionamento da dívida da Petrobras, traz certa segurança”, afirma Otto Nagami, professor de economia do Insper.
André Perfeito, economista-chefe da Spinelli Corretora, também diz que as impressões no mercado são de que o nome de Monteiro é bom e transmite confiança.
A dúvida que paira é se ele dará continuidade à política de preços, já que a pressão para mudar esse sistema levou à queda de Parente.
“Pelo discurso do Planalto ontem [sexta], foi dado esse aval [para manter a política], mas a queda de Parente é um fato destoante”, diz Nagami.
Analistas ficaram desconfiados com a frase “não serei empecilho para que alternativas sejam discutidas” na carta de demissão de Parente.
“Quando ele diz que não quer ser empecilho, dá um recado de que essas discussões estão na mesa”, avalia Ana Carla Abrão Costa, economista e ex-secretária de Fazenda de Goiás.
Para a consultoria de risco Eurasia, a saída de Parente é um sinal claro de que o ex-presidente da estatal achava que o governo não conseguiria bancar de forma sustentada o subsídio prometido ao diesel, especialmente se considerada a pressão política por mais descontos.

Fonte: Folha de S.Paulo