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Por que não é mais obrigatório tirar os sapatos em controles de segurança de voo internos nos EUA?

Passageiros que viajarem dentro dos EUA não precisarão mais tirar os sapatos ao passar pelo controle de segurança nos aeroportos — Foto: Mingson Lau/AP

Passageiros que viajarem dentro dos Estados Unidos não precisarão mais tirar os sapatos ao passar pelo controle de segurança nos aeroportos.

A mudança foi anunciada nesta terça-feira (8) pelo Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) e vale apenas para voos domésticos — ou seja, não se aplica a quem embarca do Brasil ou de outros países.

Tradicionalmente, passageiros eram obrigados a retirar os calçados, colocá-los em caixas plásticas e atravessar os detectores de metais descalços, como parte do protocolo da Agência de Segurança no Transporte (TSA).

Segundo o DHS, a dispensa da medida foi possível graças ao uso de tecnologias mais avançadas e a uma abordagem de segurança em várias camadas, que permite identificar ameaças sem a necessidade de remoção dos sapatos.

O governo dos EUA também espera que a novidade reduza o tempo de espera nos aeroportos.

“Esperamos que essa mudança reduza drasticamente o tempo de espera dos passageiros em nossos pontos de controle da TSA, resultando em uma experiência mais agradável e eficiente”, afirmou a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem.

Outros procedimentos tradicionais de segurança continuam valendo, como a verificação de identidade, e as demais etapas da triagem da TSA.

Medida começou após ataque com explosivos escondidos em sapato

A obrigatoriedade de retirar os sapatos foi implementada nos EUA pela TSA em 2006, após o caso de Richard Reid, conhecido como o “homem-bomba do sapato”, segundo o site oficial do órgão.

Em dezembro de 2001, Reid tentou explodir um voo da American Airlines de Paris para Miami com explosivos escondidos no calçado. Ele não conseguiu detonar a carga, e o avião pousou em segurança em Boston após a intervenção de passageiros, segundo a CBS News.

Depois do episódio, a TSA passou a pedir que passageiros removessem os sapatos voluntariamente — prática que se tornou obrigatória anos depois.

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Fonte: G1

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