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Direita se une, usa o medo e ganha 1º turno na Colômbia

A campanha da direita explorou dois medos. Um, o receio de parte importante da sociedade colombiana em relação ao (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, agora rebatizadas de Força Alternativa Revolucionária do Comum).
Duque prometeu, uma e outra vez, introduzir modificações substanciais ao acordo de paz, mas sem chegar a rasgá-lo.
A principal delas: impedir que assumam os 10 representantes das Farc que teriam suas cadeiras asseguradas pelo acordo de paz, mesmo que não obtivessem votos suficientes para ocupá-las. Não obtiveram mesmo: não chegaram nem a 1% dos votos no pleito parlamentar de março.
Duque quer que, antes de assumir, os 10 passem pela chamada JEP (Jurisdição Especial para a Paz), instância criada pelo acordo para julgar os que praticaram crimes de lesa humanidade.
O segundo medo é o ao “castro-chavismoâ€, construção da direita contra o esquerdista Petro, no sentido de dizer que, se eleito, ele levaria a Colômbia ao mesmo estado falimentar do país vizinho. Pesquisa da empresa Invamer mostrou que 50% dos colombianos acreditam nessa possibilidade.
Petro compensou essa campanha negativa com uma pregação voltada para “um país desencantado e farto da corrupção e da velha política, indignado com o establishment e a exclusão social”, avalia María del Pilar.

Fonte: Folha de S.Paulo