O motivo está no poder que as coleções têm de promover o que muitas empresas tentam, mas não conseguem: reunir pessoas de profissões, classes sociais e idades diferentes em torno de um mesmo objetivo.
“É uma grande oportunidade de chegar até as pessoas, cadastrá-las e divulgar produtos e marcas, nem que seja para fazer vendas no futuro”, afirma Mércia Machado Vergili, da GSPP, consultoria em varejo, serviços e franquias.
A startup curitibana James Delivery decidiu adaptar seu negócio em poucos dias para aproveitar a onda e atrair colecionadores. Seu aplicativo de entrega, que inclui mercadorias tão dÃspares quanto ração e remédio, ganhou há um mês uma aba especial destinada à s figurinhas.
Desde as duas últimas semanas, mais de 1.000 pacotes são entregues diariamente pela empresa na capital paranaense e também na cidade de Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
Em troca, o serviço cobra uma taxa de R$ 5,90 dos clientes que estão até três quilômetros de distância do lugar de origem do produto.
“Tivemos um incremento de 5% no faturamento no perÃodo e pensamos em trabalhar agora com outros produtos sazonais, como venda de camisetas de seleções e cornetas”, diz Lucas Ceschin, 30, advogado e sócio da James Delivery.
