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Flores não chegam e decoradores colhem plantas do mato para casamento

Neste sábado (26), Valeria Leão Bittar enfrentou reflexos da paralisação dos caminhoneiros em seu trabalho. A empresa de eventos e decoração que leva o seu nome tinha um casamento marcado em Tiradentes (MG), mas nenhuma flor chegou ao local.
Cooperativas de Holambra (SP), uma das principais cidades fornecedoras de flores no país, têm descartado milhões de hastes, de acordo com o diretor geral da Cooperflora, Milton Hummel. Os produtores da região dependem exclusivamente dos caminhões e, por serem perecíveis, as flores não suportam ficar armazenadas. O mesmo ocorre com flores oriundas de outros municípios.
Para o casamento em Tiradentes, a equipe de Valeria, com a ajuda das famílias dos noivos e de demais profissionais contratados, embrenharam-se mata a dentro para encontrar plantas que pudessem decorar cerimônia e festa.
O blog não conseguiu contato com os noivos. As fotos do evento, no entanto, mostram que o lema do casamento foi “Vai ter festa, sim”, diante da preocupação relacionada aos protestos nas estradas.
Nas redes sociais, não faltaram elogios para o empenho dos profissionais envolvidos.
Na quinta-feira (24), o jornal Estado de Minas publicou reportagem sobre um casamento cancelado no estado.

Fonte: Folha de S.Paulo