A crise econômica pela qual passa o Brasil fez com que o país atrasasse o pagamento a organismos internacionais. Os atrasos vêm desde pelo menos 2015, ainda no governo de Dilma Rousseff. Em nota, o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão diz que vem realizando “esforços robustos” para colocar os pagamentos em dia e que, até o final do ano passado efetuou “muitos pagamentos”.
Para fazer parte de determinados organismos internacionais, ter poder de decisão e para ser beneficiado pelos serviços prestados por essas organizações, os países têm que pagar as chamadas cotas, usadas para a manutenção das entidades.
Somente ao Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) o governo brasileiro deve o equivalente a uma cota e meia, de acordo com IICA no Brasil. A dívida era maior, mas no final do ano passado, o Brasil quitou o equivalente a uma cota no dia 22 de dezembro, segundo o Planejamento.
No caso do IICA o valor é determinado com base na tabela da Organização dos Estados Americanos (OEA), que leva em consideração, entre outras questões, a situação econômica dos países membros.
A cota para o Brasil, de US$ 3.643.200, foi definida em 2015 levando em consideração a situação econômica do país no período dos cinco anos anteriores, desde 2010, ou seja, período antes do agravamento da crise econômica.