Contágios na Europa estão mais altos que no início da pandemia, alerta OMS

Turistas na praça do Louvre, França. Imagem: France Press.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta quinta-feira, 17, que está preocupada com a redução do tempo planejado de quarentena por parte de alguns países, como a França. 

De acordo com a organização, o grau de contágio da COVID-19 na Europa hoje está mais alto do que no início da pandemia, entre março e abril. Os dados da OMS mostram que, enquanto no dia 1º de abril houve um recorde de 43 mil contágios registrados, hoje o número diário de casos está entre 40 mil e 50 mil.

“Os números de setembro deveriam servir de alerta para todos nós na Europa, onde o número de casos é superior aos registrados em março e abril”, declarou o diretor da OMS Europa, Hans Kluge.
Em 11 de setembro foi registrado um novo recorde absoluto diário, com 54 mil contágios em 24 horas.

De acordo com a organização, o aumento no número diário de casos na Europa foi causado por novos surtos e uma maior quantidade de testes em comparação com o início da pandemia, em março e abril.

A OMS Europa também manifestou preocupação com a redução do período de quarentena em casos de contato com o novo coronavírus em alguns países. A recomendação da organização é de 14 dias, que se baseia no período de incubação e transmissão da doença.
Países com a França, Reino Unido e Irlanda determinaram um número de dias inferior de quarentena.

“Estimulo os países da região a seguir o procedimento científico regular com seus especialistas e a explorar opções seguras de redução do tempo de quarentena”, acrescentou Kluge.

O coronavírus contaminou mais de 29,1 milhões de pessoas no mundo e é responsável por cerca de 925 mil mortes, de acordo com uma recontagem da AFP elaborada com dados oficiais. Na Itália, outro país europeu muito afetados pelo vírus, com mais de 35.500 mortes e mais de 280.000 infecções, cerca de 5,6 milhões de alunos voltaram às salas de aula nesta segunda-feira, após seis meses de fechamento.

Vacina não encerra a pandemia 

Segundo Kluge, a descoberta de uma vacina contra o vírus não vai encerrar a pandemia. “Escuto o tempo todo: ‘a vacina será o fim da epidemia’. Com certeza não”, afirmou. “Não sabemos se a vacina vai ser eficaz para todos os setores da população. Recebemos alguns sinais de que será eficaz para alguns, mas não para outros”, acrescentou.

Diante da multiplicação de focos da doença em todo o mundo, os países voltam a impor fortes medidas de contenção. A Inglaterra, por exemplo, adotará restrições às reuniões sociais, enquanto Israel voltará a impor um confinamento nacional a partir do fim de semana. Com informações da AFP. 

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Fonte: Gazeta News