Longa do aclamado musical da Broadway “Hamilton” estreia no Disney+ (Confira o que o criador e elenco tem a dizer)

Cena do musical “Hamilton” no serviço de ‘streaming’ Disney+. (Cortesia: Disney+)

Los Angeles – Se você não teve a oportunidade de assistir um dos mais famosos musicais da Broadway dos últimos tempos, não se preocupe porque “Hamilton” chega na plataforma digital Disney+ (Disney Plus) na sexta-feira, dia 3 de julho.

Na minha opinião, o lançamento de “Hamilton” não poderia ser mais oportuno. Os temas são bem relevantes e mostram que a história se repete.

O inovador musical rap criado por Lin-Manuel Miranda sobre Alexander Hamilton ganhou os prêmios Tony, Grammy e Olivier, além de um Prêmio Pulitzer de Drama e um reconhecimento especial no Kennedy Center Honors.

Por meio da história de um dos principais fundadores americanos e primeiro secretário do Tesouro, Alexander Hamilton. Com a trilha sonora criada por Lin-Manuel Miranda, que mistura hip-hop, jazz & R&B, o espetáculo foi filmado no The Richard Rodgers Theatre, na Broadway, Nova York, em junho de 2016.

O letrista, compositor e produtor Lin-Manuel Miranda, o diretor e produtor Thomas Kail, o supervisor musical e maestro Alex Lacamoire, e o elenco original, incluindo Daveed Diggs, Renée Elise Goldsberry, Christopher Jackson, Okieriete Onaodowan, Phillipa Soo, Jasmine Cephas Jones e Leslie Odom Jr., estiveram em uma coletiva de imprensa, via Zoom, semanas atrás, para falar sobre o musical que agora vai estar disponível no serviço de ‘streaming’.

O filme estava programado para estrear no próximo ano nos cinemas, mas Lin-Manuel explicou que uma das razões por trás da mudança na disponibilidade se deve, em certo modo, ao momento atual que estamos vivendo: “agora neste momento em que não há teatro, temos esse presente, este espetáculo e sou muito grato por isso”.

“Uma das coisas que sempre enfrentamos na Broadway é como os espetáculos são inalcançáveis para muita gente”, disse Daveed Diggs, que interpretou Marquês de Lafayette e Thomas Jefferson. “As pessoas simplesmente não podiam pagar pelo ingresso. E mesmo que você pudesse, havia apenas alguns assentos”.

Lin estava usando um chapéu por causa do seu “péssimo cabelo na quarentena”, insistiu na ideia de democratizar a experiência de “Hamilton”. Mesmo depois de ficar cinco anos em cartaz na Broadway e tendo tido uma produção itinerante exibida simultaneamente, ele ainda acredita que muito mais pessoas vão assistir ao espetáculo entre os dias 3 e 5 de julho no Disney+.

Filmando o espetáculo

Você não precisará se preocupar em chegar ao teatro a tempo, o estacionamento não será um problema e provavelmente você estará mais confortável em casa do que sentado em um assento apertado com espaço limitado para as pernas. Mas, quanto da energia do ‘ao vivo’ uma apresentação gravada pode capturar?

Segundo o diretor Thomas Kail, “a tarefa era tentar criar um documento de como era estar naquele palco. Esse filme é a sua própria experiência e acho que tentamos mostrar o amor que temos por estar no teatro”.

Para a versão final deste longa, Thomas explicou que a “equipe filmou duas apresentações ao vivo”. O espetáculo nunca parou durante as filmagens e as câmeras estavam posicionadas na plateia. O diretor também teve algum tempo com o elenco no teatro sem espectadores. A equipe usou câmeras fixas e câmeras em movimento.

“Com certeza, esse filme é melhor do que o melhor assento do teatro”, disse Lin. “Tommy [Thomas Kail] quebra deliberadamente o proscênio em alguns momentos”.

O longa foi filmado 10 meses antes do elenco ter cantado para a gravação original da Broadway e após inúmeras apresentações. Lin brincou dizendo que “Hamilton” é o melhor filme ensaiado de todos os tempos, “tirando certas cenas de David Fincher”.

Aas atrzies Phillipa Soo, Rnée Elise Goldsberry e Jasmine Cephas Jones em cena do filme “Hamilton”. (Cortesia: Disney+)

Ressonância de “Hamilton” com os dias atuais

Mas a equipe de “Hamilton” sabe que o espetáculo não é mais somente uma peça teatral para alguns. Comentários sobre os protestos antirracistas e as demandas por justiça social que aconteciam em todo o mundo após a morte de George Floyd, em Minneapolis.

“Estou muito animado para ver como [Hamilton] inspira esse movimento”, disse Onaodowan, que interpretou Hercules Mulligan e James Madison. “Estou empolgado com os jovens que estão tristes e com raiva. Eles vão assistir e perceber que podem colocar suas energias na escrita, desafiando as pessoas que estão dizendo coisas que você não gosta de ouvir, como Hamilton fez”.

Já a atriz Phillipa Soo, que interpretou Eliza Hamilton, sublinhou a relevância de ter um elenco tão diverso, especialmente para o público mais jovem. Ela falou sobre jovens pretas, asiáticas e de outras etnias, agradecendo a ela por fazer desse elenco, pois se viam representadas no palco. “É sempre bom lembrar dessa versão que você era e olhar para essas pessoas com quem você teve suas primeiras experiências artísticas”, disse ela.

A história não ‘conversa’ somente com o público daqui, mas também é relevante para público internacional. “Da mesma forma que Les Miserable que foi escrito em francês, foi relevante para o público internacional. Eu espero. A revolução é universal. A história do que você faz com a vida que você tem é universal… espero que tenhamos contado uma história com especificidade suficiente, que seja relevante além do país de origem”, afirmou Lin.

Uma performance cinematográfica inesquecível que combina os melhores elementos de teatro ao vivo, cinema e ‘streaming’ para levar o fenômeno cultural para dentro de nossas casas. Um musical emocionante que teve e continua tendo um profundo impacto na cultura, política e Educação.

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Fonte: Gazeta News

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