Os medicamentos nos EUA custam, em média, quase três vezes mais do que em outros países de alta renda. A diferença, apontada em levantamentos internacionais, é puxada principalmente pelos remédios de marca, que costumam ter preços muito mais altos no mercado americano.
A discussão voltou ao centro do debate político depois que Donald Trump responsabilizou países europeus pelos preços pagos pelos americanos. Segundo o presidente, governos da Europa negociam valores mais baixos e as farmacêuticas compensam a diferença cobrando mais nos EUA.
Mas pesquisadores da área dizem que a explicação é mais complexa. Nos países europeus, governos e sistemas públicos avaliam o benefício dos medicamentos e negociam diretamente com os fabricantes antes de decidir quanto pagar. Nos EUA, o sistema é fragmentado, com seguradoras, programas públicos, intermediários e descontos que nem sempre chegam ao consumidor.
A diferença também varia com o tipo de remédio. Genéricos podem ser mais baratos nos EUA do que em outros países. O maior peso está nos medicamentos novos, de marca e de alto custo, usados em tratamentos como câncer, diabetes, obesidade e doenças autoimunes.
Ou seja, quem mora nos EUA realmente paga mais por muitos medicamentos, mas culpar a Europa simplifica o problema. O preço alto nos EUA reflete escolhas internas do próprio sistema de saúde: menos controle direto sobre valores e maior poder das farmacêuticas.
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Fonte: AcheiUSA