Gestão diz que possibilidade de desabastecimento no AP é mínima. Mesmo assim, de forma preventiva, foi anunciado contingenciamento de 50% do combustível para setores administrativos. Ações preventivas foram anunciadas por gestores do governo do Amapá
Márcio Pinheiro/Ascom GEA
Serviços essenciais como saúde, segurança e assistência social não correm o risco de serem afetados, por pelo menos 20 dias, caso haja desabastecimento de combustível no Amapá. A garantia é de gestores do governo do estado, que anunciaram nesta sexta-feira (25) ações preventivas para evitar que a falta de combustível chegue nas bombas das centrais de abastecimento que servem os órgãos públicos.
Os esclarecimentos foram dados em coletiva realizada no Palácio do Setentrião. A secretária de Administração, Suelen Amoras, ressaltou que o governo não acredita que possa faltar diesel e gasolina no estado. Porém, como forma de prevenção, houve o contingenciamento de combustível para todo o setor administrativo, garantindo prioridade aos veículos que auxiliam saúde e segurança pública.
“Hoje, a situação de abastecimento dos órgãos atendidos pela Central de Abastecimento está 100% sob controle. Foi iniciado contingenciamento de 50% para os veículos do setor administrativo, visando resguardar segurança pública e saúde. O Governo está seguro pelos próximos 20 dias em relação a combustível”, garantiu Suelen Amoras.
Serviços essenciais de segurança e saúde não serão afetados, garante governo
Ascom/CBM
Com cota reduzida também vão funcionar os veículos usados pela Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Técnico-Científica (Politec), Polícia Civil, Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) e Instituto de Defesa do Consumidor (Procon). Esses órgãos são vinculados à Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
“Temos combustível para operar por até 25 dias com segurança, sem prejuízos às atividades. Serviços como transporte de presos, viaturas do 190, ambulâncias e fiscalização do Procon não sofrerão impacto. Além disso, contamos com uma reserva técnica operacional”, informou o secretário de Segurança Pública, Carlos Souza.
Entrega de combustível para comunidades rurais não sofrerá alteração
Reprodução/Rede Amazônica no Amapá
Outra preocupação é referente à distribuição de combustível, principalmente diesel, para as comunidades rurais do estado, que precisam do produto para gerar energia. Segundo a Secretaria de Inclusão e Mobilização Social (Sims), um total de 198 localidades em 9 municípios são abastecidas pelo estado. A titular da pasta também não crê em desabastecimento, mas pede cautela.
“Não haverá redução de cotas para as comunidades, a entrega continua normalizada, seguindo o nosso planejamento. Porém, como forma de evitar surpresas, vamos orientar às comunidades para que utilizem as cotas com atenção”, falou Nazaré Farias.
Em relação a fiscalização do combustível nos postos de combustíveis, o Procon avisou que vem monitorando esses espaços desde o início da semana. Os preços encontrados até o momento variam de R$ 4,8 a R$ 4,68, dependendo da forma de pagamento.
“Vamos notificar cerca de 69 postos de combustíveis de Macapá e Santana, para que nos forneçam as notas fiscais referentes ao mês de maio, para que possamos avaliar como se deu a elevação dos preços e se algum está praticando valor abusivo”, alertou o assessor jurídico do Procon, Roberto Gama.
Em Macapá, caçambeiros ocuparam a Rodovia Duca Serra
Rita Torrinha/G1
O protesto de caminhoneiros por todo o Brasil vem gerando desabastecimento de combustível e outros produtos em várias cidades. No Amapá, a greve geral vem deixando a população preocupada e gerando uma corrida aos postos.
Os caminhoneiros concentraram o protesto em um trecho da Rodovia Estadual Duca Serra, que liga as duas maiores cidades do estado, Macapá e Santana. A mobilização não tem prazo para terminar, avisou os líderes do movimento no estado.
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