Brasileiros que empreenderam na América inspiram pessoas

Brasileiros que empreenderam na América inspiram pessoas
Os Estado Unidos é um país…

Brasileiros que empreenderam na América inspiram pessoas

Os Estado Unidos é um país reconhecidamente heterogêneo, formado pelas mais diversas etnias e miscigenações. Entretanto, ao longo de séculos, mantém seus fortes valores culturais enraizados. Esses valores são admirados em todo o mundo e são adotados por todos que escolhem a América para viver. Talvez um dos mais fortes, se não o mais forte, é o reconhecimento como “the land of opportunities”, a terra das oportunidades. E o preço de se conquistar esse valor são: o trabalho intenso, a auto-resiliência e a justa competição – igualdade de oportunidades. Nessa matéria você vai conhecer a história de seis brasileiros que conseguiram empreender, abrir seu próprio negócio, depois de muito esforço, e hoje conquistaram o conforto e a segurança de uma vida financeira estável para suas famílias. São histórias que inspiram.

Quem passa pela frente da Cars4U hoje não faz ideia do que está por trás desse empreendimento. O proprietário é Bruno Ceolin, 36 anos, capixaba, da cidade de Vitória, no Espírito Santo/Brasil. Aos 16 anos, chegou a cidade de Lowell/MA para aprender inglês e ganhar experiência. Seu pai acreditava que assim o filho poderia voltar para o Brasil e se diferenciar na busca por um melhor emprego, já que havia terminado o segundo grau. Bruno acompanhou os passos da tia e do primo e aportou em território americano em 2001. Em seus três anos de High School, ele sempre foi um excelente aluno, sendo laureado em algumas disciplinas, como matemática e história americana. Mas trabalhar e estudar não foi fácil. 

 “Estudava pela manhã e à tarde trabalhava como embalador no Market Basket. Como estudante, só podia trabalhar 20h por semana e o dinheiro não dava. Arrumei um trabalho na cozinha de um restaurante. Entrava às 5:00 pm e trabalhava até às 2:00 am fechando o restaurante”, recorda. “Lembro que minha mãe veio me visitar e me pegou dormindo dentro do carro, caiu no choro”, conta Ceolin. Em sua trajetória de quase 20 anos na América, Bruno lembra quando tentou ingressar na faculdade e não conseguiu por não ter o visto de estudante. “Pensei em voltar para o Brasil, mas aqui conseguia me sustentar, não precisava depender dos meus pais. Era independente, o dinheiro falou mais alto”, conta. 

Bruno Ceolin – Cars4You (revenda de carros)

Filho de pai empreendedor, Bruno arrumou um emprego na parte de vendas de uma grande empresa local com um horário flexível baseado em metas. Então, paralelamente, começou a empreender comprando carros em leilões e vendendo através de anúncios em jornal. “Naquela época, não tinha redes sociais, vendíamos pelo jornal para ganhar um dinheiro extra. Na empresa onde estava, via todos ganhando dinheiro em cima da gente, metade de nossas vendas ficava com eles. Pensei, ‘tenho que ter isso também’. Fui para Flórida e minha esposa ficou grávida, em 2008. Quando voltamos vendi um dos carros e o lucro reinvesti. Vi que já tinha uma quantia suficiente para largar o outro trabalho e seguir como empreendedor”. Hoje a Cars4U tem cinco funcionários e 9 anos de atividade. 

 “Se você tiver força de vontade você consegue. O negócio é trabalhar e nunca desistir, cheguei a trabalhar 80h por semana, mas estudei e sempre busquei ser o melhor na minha área. Mesmo se você fizer e errar nunca desista”, aconselha. Hoje, Bruno está se capacitando para investir em imóveis: “quero aprender para ser um profissional da área. Quero estar sempre fornecendo. Mas você tem que já está com a empresa bem estabelecida para dar o segundo passo” orienta.

Márcia Madeira – Yasminn s Family Daycare

Há uma década e meia, Márcia Madeira, 47 anos, iniciou sua jornada à frente do Yasminn’s Family Daycare, espaço ligado à prefeitura de Lowell. Sob o comando diário de 10 crianças, com idades entre 0 e 7 anos, das 6h da manhã às 4h da tarde, a empreendedora se orgulha de si e de sua trajetória nesse país. Hoje formada em Early Childhood Development (pedagogia), a mineira de nascença e carioca de vida, olha para seu passado e agradece a América. “A América é o lugar que o filho chora e o pai não vê. A América foi minha segunda mãe. Me deu a oportunidade de estudar. O estado pagou minha faculdade”, conta agradecida.

A trajetória dessa guerreira não foi fácil. “Quando cheguei aqui, em 1999, mesmo com família – meus pais vieram antes com um dos meus irmãos e eu e o Cláudio (irmão), viemos depois -, andei a pé, em baixo de neve, para ir trabalhar. Trabalhava em uma lanchonete até meia noite. Conheço Lowell inteira, aprendi a dirigir sozinha, não sabia falar inglês nem onde ficava a autoescola. Tudo que consegui conquistar foi Deus à frente, meu melhor amigo”, resume. 

Na época, Márcia e o irmão vieram para ajudar a mãe a cuidar do pai, que ficou muito doente. Após o restabelecimento do pai, foi a vez da mãe sofrer um acidente automobilístico e a mineira teve que assumir os negócios da mãe à frente da empresa de limpeza (House Clean). “Durante muito tempo ajudei minha mãe na limpeza de casas, ela tinha sua própria clientela, mas trabalhar com família é difícil e acabei saindo. Fui morar com amiga”. 

Márcia lembra que saia de casa às 5:00 am para trabalhar em uma fábrica de sanduíche, em New Hampshire, até às 7:00 pm. À noite ela cuidava da filha da amiga, dessa forma, não precisava pagar aluguel. “Comprei meu carro, arrumei namorado americano, e fui trabalhar em uma companhia de eletrônica. Na cara e na coragem. Lá comecei a montar festinhas. Me ofereceram para estudar inglês, das 9h às 10h, segundas e quartas. Terças e quintas tinha aulas de eletrônica”. Ela explica que os proprietários queriam capacitá-la para montar peças com solda, usando microscópio. “Ficava lá das 6h30am às 6h30pm. Só saí quando engravidei da minha filha, Yasminn (2001)”.

A empreendedora nasceu nessa época. “Voltei a trabalhar limpando casas com minha própria carteira. Minha filha ficava em um Daycare (creche) americano. Fiquei muito amiga da dona do Daycare. Nas férias dela, não achava nenhum espaço que oferecesse um serviço digno. Aí veio a ideia de montar um Daycare. Procurei uma casa para comprar e minha mãe me ajudou”. Márcia abriu o primeiro Daycare, foram anos até me formar em pedagogia e pagar créditos em disciplinas de psicologia de adultos e crianças. Também aprendeu espanhol e se aperfeiçoou. Tive o segundo filho. O Daycare cresceu e saiu da sala para a garagem, espaço maior e bem adaptado. “Hoje preparo crianças para chegar à escolinha. Tenho uma assistente part time e uma full time”. Sobre sua história concluiu: “Não desista, corra atrás, aqui é o país das oportunidades. Não espere cair do céu, porque não vem, mas qualquer pessoa tem condições de ter uma boa vida. Estude, corra atrás do melhor, não se acomode com o que tem, aqui nesse país você pode”.

José Nilton do Nascimento – Zero Bala (loja de pneus)

67 Bayne Street, # 4, Lowell, Massachusetts. Esse é um endereço conhecido da comunidade brasileira que chega na região de Dracut, Lowell, em Massachusetts, e Nashua, em New Hampshire. A loja de pneus Zero Bala está próxima da maior idade, 18 anos. Empreendedor nato, o pernambucano, nascido na cidade de Timbaúba, PE/Brasil, José Nilton do Nascimento, 56 anos, veio para América para jogar futebol, em 2001. Professor de geografia em três escolas públicas no Brasil, foi o futebol que trouxe a chance de mudar e poder ajudar o próximo. “Cheguei a ter 10 funcionários, quando oferecia serviços de pintura e funilaria, mas estava muito cansado e fiquei somente com a venda de pneus”, explica.

A veia empreendedora nasceu ainda no Brasil quando Nilton chegou a ter um frigorífico de frutos do mar. “Aqui existe mais solidez, você sabe que as coisas funcionam. Como as pessoas têm mais oportunidade de trabalho, compram mais também. Quando se tem recursos, a economia funciona”. Ele lembra que trabalhava na limpeza à noite e jogava pela manhã, também ganhando por isso. Foi quando fez a compra de uns pneus para ajudar um amigo. “Pensei que vendendo pneus itinerante, seria um bom negócio, mas ele não quis, então procurei uma garagem e um caminhão e comecei a vender nos finais de semana”. Nascia a Zero Bala.

Fé e perseverança são o segredo de Nilton. “Acredite que tudo depende somente do seu esforço. Aqui é a terra da oportunidade. Ofereça um bom serviço que não tem como dar errado”, garante. Hoje a empresa de pneus atende americanos, brasileiros, hispanos, vietnamitas, africanos, afegãos, iraquianos. No entanto, o maior orgulho desse pernambucano é o projeto Tocando de Primeira, fundado em sua cidade natal – Timbaúba, dentro da Fundação Professor Amaro Antônio do Nascimento (homenagem ao pai de Nilton). Há três anos, com recursos da Zero Bala, Nilton montou a escolinha de futebol e música que atende 60 crianças com idades entre 11 e 17 anos no Brasil. “Fazemos todo o acompanhamento junto à família, escola e disciplina do atleta”, conta orgulhoso. (conheça mais sobre o projeto: http://tocandodeprimeira.org/).

Andre e Carmem Pelissari – ACP House Service

Um serviço bastante valorizado e bem pago nos Estados Unidos é o serviço de House Clean (limpeza de casas). Diferente dos brasileiros, os americanos costumam fazer sua própria comida e cuidar da casa e afazeres domésticos pessoalmente. Para se ter o “luxo” de ter uma pessoa limpando e cuidando de sua casa, escritório ou local de trabalho é preciso pagar o preço justo pelo conforto, comodidade e organização. Neste quesito, os imigrantes brasileiros são reconhecidos como um dos melhores. O casal paranaense André e Carmem Pelissari, pais de três filhos americanos-brasileiros, soube aproveitar esse nicho e investir nesse seguimento para empreender. Há 16 anos nascia a ACP Home Service. 

 “Quando chegamos à América, eu tinha dois empregos, um em uma fábrica de sucos e outro em um restaurante. Carmem foi estudar inglês na High School e lá conheceu uma brasileira que a chamou para trabalhar com limpeza”, lembra André, hoje responsável pelo relacionamento da empresa com os clientes, o financeiro e as escalas de trabalho da equipe. “Logo Carmem começou a montar sua própria rede de clientes, que é a parte mais desafiadora da empresa no começo, porque ninguém conhece seu trabalho”, revela. Por se tratar de um serviço muito personalizado é preciso ter confiança e indicação para se conquistar um cliente, além da qualidade do serviço para mantê-lo.

Em todo esse tempo de empresa, o casal revela já ter tido muitos funcionários, inclusive parte deles viraram amigos e até montaram suas próprias empresas, mas ele e a esposa sempre estiveram à frente do negócio, acompanhando e comandando tudo. No entanto, nem tudo foram flores e a decisão de empreender exigiu coragem e garra. “Não gosto muito de mudanças. Quando cheguei, em 2000, havia muitas ofertas de empresas, mas sempre fiquei no mesmo lugar, restaurante. Diante da oferta de compra de uma carteira de clientes fechada de uma amiga que estava de mudança, pensamos, após conversa com amigos da igreja, se for para ser nosso, que o Senhor facilitasse a compra”, lembra emocionado.

“Não tínhamos o valor total em dinheiro, mas ela facilitou o pagamento”, lembra André. “Pagamos tudo em 1 ano e meio. Na compra da carteira de clientes ainda estavam dois carros para trabalho”, recorda. André conta que até hoje tem clientes dessa época, embora a renovação aconteça e seja sadia para o negócio. “Nunca perdemos clientes por motivos de mal serviço. Sempre que deixamos de ofertar nosso serviço foi por fatores externos como mudança, aposentadoria e troca de endereço, venda de casa por troca de emprego ou coisas do tipo”, diz orgulhoso.

Nessa jornada da ACP Home Service, André lembra de um momento difícil. “Como esse tipo de serviço depende muito de mim e da minha esposa, com a chegada das crianças foi difícil. Era difícil dividir, dependemos muito do trabalho físico um do outro. Eu cuido do schedule (horários), do financeiro, pagamentos, contato com clientes. Dependo muito dela (esposa) nas casas, no operacional. Ela sozinha, na época, com bebê e eu trabalhando tomando conta de tudo, foram escolhas difíceis. Para ela foi difícil como mãe ter que escolher entre o trabalho e os filhos. Mas, como o negócio era só eu e ela, fizemos nossas escolhas”. Hoje André deixa um recado aos que querem empreender na América: “continue acreditando, o céu é o limite e não desista de seus sonhos. Aqui é o país onde o sol nasce para todos”.

Oliveira Deli Market Lowell

A coragem para empreender nasce todos os dias em cada canto do mundo. Os mais ousados e que gostam de desafios movem montanhas atrás de seus objetivos. É o caso da londrinense (SC), Larissa, 28 anos, e do goianiense (GO) Silas Lima, 29. Após encontro entre apresentações de amigos em comum veio o namoro. E, há pouco mais de dois meses, eles resolveram empreender ao lado do amigo Kelison Vieria, 39 anos. Kelison, empreendedor experiente e sócio da dupla, está partindo para sua quarta loja (nas cidades de Brighton, Quincy, Lowell e agora Providence) e tem sido essencial para o casal, que está experienciando esse primeiro grande desafio: comandar o Oliveira Deli Market Lowell, na 279 Chelmsford St, Lowell, MA.

Oliveira Deli Market Lowell

Ela administradora e experiente no ramo de vendas de jóias, ele empreendedor nato e com experiência em cozinha, pizzaria, salgados e pastelaria, ambos fazendo o sonho virar realidade. “Em maio eu e Silas nos conhecemos através de um amiga em comum. Namoramos e comecei a ajudá-lo na produção de salgadinhos de festa e fornecimento para 10 mercados que ele tem parceria. Eu também tinha meu trabalho em uma pastelaria em Everest. Silva morava no basement (embaixo) da loja de Kelison, de Brighton. Em agosto, surgiu a ideia da loja de Lowell. Desde junho, Kel tinha o espaço montado mas não achava meios de fazer acontecer – faltava tempo e mão de obra. Surgiu a ideia de entrar com a sociedade. Na ocasião, ele (Silas) falou que tinha coragem de pegar a oportunidade só se eu entrasse com ele”.

Sobre a coragem para empreender ela conta que só “arriscou” por ser aqui, na América. “Jamais teria coragem de empreender no Brasil. Aqui temos respaldo, as taxas são possíveis. Aqui tem muitas facilidades, principalmente junto aos fornecedores. A confiança é outra. Além disso, no Brasil você se preocupa com público alvo, quem vai conseguir consumir seu produto, aqui o poder de compra é grande, não há essa preocupação”.

Entre os grandes desafios que Larissa está vendo nesse início está a língua. “Quando você entra nas negociações, existe uma linguagem muito técnica. Além disso, minha experiência era muito técnica, a prática é outra coisa” Sobre a coragem para o desafio ela diz: “uma das coisas que mais me fez tomar essa decisão é que, se você pode trabalhar em vários empregos, então porque você não pode se desdobrar para você. Trabalho 12 horas por dia, preciso achar tempo para cuidar de casa e estudar, ir atrás do conhecimento que me falta. Se você pode trabalhar para alguém você pode trabalhar para você também. Tem que acreditar. Aqui acredito que as coisas acontecem, por causa desse poder de compra que o país me permite”.

A Oliveira Deli Market Lowell é uma mercearia de produtos brasileiros, mas o casal já pensa em abrir para produtos de outras nacionalidades. “Temos clientes spanos e americanos, temos consumidores para isso”, ressalta. “Entretanto, a vitrine é o nosso açougue, os corte brasileiros chamam muita atenção. Temos o plano para ter o pão de sal também, mas devido à pandemia, não conseguimos trazer nosso forno”, lamenta. Embora recém inaugurado, o casal já comemora a clientela e garante que o maior incentivo vem da comunidade do entorno. “A forma com que os nossos clientes têm abraçado nosso comércio nos faz pensar, será que merecemos isso? Tem gente que passa do trabalho para dar uma espairecida. Acho importante, tá incentivando demais a gente. Não sei se é a cidade, morava em Everest, mas estou encantada”.

Sabor Brasil

Empreender tem seus desafios, principalmente quando se está em outro país, com outra cultura e outra língua. Mas, quando o reconhecimento acontece, faz tudo valer a pena. Shirly Fonseca, 39 anos, e Jairo Nazareno, 42, têm uma história de sucesso no empreendedorismo Americano. O Restaurante Sabor Brasil é conhecido de muitos brasileiros e admirado pelos americanos que moram nos arredores da cidade de Nashua. Lá se vão 14 anos da parceria dessa paraense (PA) e desse tocantinense (TO) 

Para o imigrante conseguir empreender é difícil, principalmente quando não se têm toda a documentação e não se domina a língua. Lembro em uma reunião para tirar uma licença para a venda de bebida que o sotaque me denunciou e logo vem aquela expressão de onde você é? Qual seu status nos EUA? Mas isso nunca foi barreira para parar de sonhar”, incentiva. 

“Tentar e nunca desistir. Se você tem 1% de possibilidade, confia nela e vai. Com toda a dificuldade que temos, eu continuo acreditando que os EUA é a terra das possibilidades. Eu confio 100% na nova administração que está vindo (Governo Joe Biden). Os EUA, na minha opinião, dificilmente quebrarão, mesmo com uma pandemia como o Convid-19”, afirma Shirly. 

A história de empreender da dupla de amigos nasceu da amizade entre o sócio de Shirly e o pai dela. “Ambos trabalhavam em um restaurante brasileiro. Ali nasceu uma irmandade entre os dois. Bem mais novo que meu pai, seu Nelson, ele o considerava como filho. Meus pais e o Jairo começaram a alimentar o sonho de ter o próprio negócio. Minha mãe trabalhava de 7h às 5h da tarde. Meu pai e Jairo trabalhavam dia e noite no restaurante. Eram 80h de trabalho por semana cada um deles. O proprietário do restaurante costumava dizer que Nelson e Jairo eram as duas mãos deles”, lembra saudosa. 

Embora a América nunca tenha estado nos sonhos de Shirly, que até então era estudante de Letras no Brasil e tinha o privilégio de não trabalhar pelas condições da família, ficar longe da família – o pai, a mãe e o irmão vieram buscar novas oportunidades na América – e a greve da faculdade a trouxeram para os EUA. “Não dei conta de ficar sem os meus pais. Nada tinha mais sentido sem eles lá. Cheguei em Lowell em outubro de 2002. Comecei ajudando como garçonete. Era perfeito, minha mãe e meu pai na cozinha eu e Jairo atendendo”. 

Em 2011, os pais de Shirly tiveram que voltar para o Brasil. “Deixei de ser mera filha do dono e hoje estou do lado de Jairo segurando essa peteca”, brinca. Sobre o desafio de empreender ela diz que daqui há alguns meses vai dizer que o Covid-19 foi o maior desafio que passou como empresária. Por agora, ela lembra da crise imobiliária de 2008. “A economia brasileira estava bem, o Brasil era muito bem visto pelo mundo e muita gente foi embora. Lembro do Brasil na capa da Revista Times. A previsão era o país se tornar uma das melhores economias do mundo. Muita gente foi embora na esperança que o PT estivesse salvando o Brasil. Perdemos muitos clientes naquela época. Não fechamos porque não tínhamos contas para pagar, já tínhamos pago o restaurante”, lembra aliviada.

É comum chegar nos finais de semana e encontrar o salão do Sabor Brasil recheado de brasileiros, comida farta e sobremesas saborosas. A simpatia dos donos também é outro diferencial do lugar. A receita do sucesso? Shirly resume: “Não desista, agarre seu sonho é vá. É um privilégio estar aqui. Empreender aqui já é vitorioso”.

Serviço:

  1. Cars 4 U – 194 River St, Haverhill – MA. (978) 322-0153.
  2. Yasminn’s Family Daycare – 50 Burnside St, Lowell – MA. 
  3. Zero Bala Pneus – 67 Payne St, # 4, Lowell – MA. (978) 735-2015
  4. ACP Home Service – Itinerante
  5. Oliveira Deli Market Lowell – 279 Chelmsford St, Lowell – MA. (Insta: @oliveiradelimarketlowell // Face: Oliveira Deli Lowell) (978) 455-1724.
  6. Restaurante Sabor Brasil – 42 Canal St, Nashua, NH. (603) 886-5959.

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Fonte: Redação Brazilian Times/ By Liane Cyreno

Fonte: Brazilian Times

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