Veterano deportado retorna aos EUA para receber cidadania

Demorou quase uma década e um processo federal para que o veterano do Corpo de Fuzileiros…

Demorou quase uma década e um processo federal para que o veterano do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, Hector Ocegueda, finalmente voltasse para casa. Após ser condenado por dirigir embriagado, ele foi deportado para o México, país que deixou com seus pais quando ainda era criança.

Ele, que tem 53 anos, viveu os últimos nove anos no México, mas na sexta-feira, dia 09, fez o juramento para se tornar um Cidadão dos EUA – uma medida que lhe permite voltar para sua família no sul da Califórnia.

Enquanto estava no México, ele se candidatou para se tornar um cidadão depois de se conectar com um grupo de veteranos deportados.

De acordo com a lei dos EUA, os veteranos que serviram com honra durante um conflito são elegíveis para se tornarem cidadãos se atenderem a uma série de requisitos, incluindo uma entrevista com um oficial de cidadania.

Ele tinha um agendamento para uma entrevista em Los Angeles, no ano passado, mas não pôde comparecer porque as autoridades de fronteira não permitiram que ele voltasse ao país após sua ordem de deportação.

Ocegueda entrou com uma ação no mês passado, pedindo às autoridades que fizesse a entrevista de cidadania na fronteira, onde poderia comparecer, ou permitir que ele cruzasse para que pudesse marcar uma entrevista em Los Angeles.

Isso ocorreu na semana passada. “Senti que estava voltando para casa quando cruzei aquela fronteira. Fiquei muito feliz”, disse ele.

Um oficial do Departamento de Serviços de Cidadania e Imigração (USCIS, sigla em inglês) entrevistou Ocegueda na quinta-feira, dia 08. Um dia depois, ele deveria prestar juramento de cidadania perante um juiz, em Los Angeles. “Eu sei que o sistema não é perfeito. Estou bravo com o sistema – mas não com este país”, disse ele antes de participar da cerimônia, com sua irmã e outros parentes. “Eu amo este país”, acrescentou.

O caso surge em um momento em que o governo Biden intensificou seus esforços para alcançar militares e veteranos imigrantes. Na semana passada, os Departamentos de Segurança Interna e o de Assuntos de Veteranos anunciaram planos para identificar veteranos deportados, garantir que eles possam acessar os benefícios aos quais têm direito e remover barreiras para a naturalização de membros antigos e atuais que servem as forças armadas do país. O objertivo é colocaer aqueles elegíveis em processo de se tornarem cidadãos do EUA.

A American Civil Liberties Union (aclu) emitiu um relatório em 2016 detalhando os casos de dezenas de veteranos que foram deportados ou enfrentariam a deportação, muitos deles condenados por pequenos delitos. Se esses veteranos tivessem se tornado cidadãos por causa do serviço militar, eles não teriam sido deportados.

Ocegueda chegou aos EUA quando crianã e cresceu na cidade de Artesia, sul da Califórnia. Ele serviu no Corpo de Fuzileiros Navais de 1987 a 1991 e passou mais quatro anos nas reservas antes de ser dispensado com honra. Casou-se, teve duas filhas e obteve o green card através da sua esposa.

Mas Ocegueda também tinha um problema com drogas. Ele foi condenado por dirigir alcoolizado, o que levou os funcionários de imigração a deportá-lo em 2000. Apesar dessa ordem, ele voltou para a Califórnia para ficar com sua família e participou de um programa de tratamento para drogados por meio de um hospital de veteranos local. Mas foi deportado mais duas vezes.

Desde 2012, ele ficou no México, onde trabalhou como motorista e segurança e se conectou com o líder de um grupo de veteranos deportados que o encorajou a buscar a cidadania.

Isso teve um custo. Foi difícil se ajustar à vida em um país que ele deixou quando era menino. Mas nada comparado à dor de estar longe de sua família. Seu casamento estava sofrendo e ele acabou se divorciando. Ele perdeu tempo ao lado de suas filhas.

Agora, Ocegueda disse que espera voltar a estudar para poder trabalhar como auxiliar de enfermagem, encontrar um emprego e passar mais tempo com as pessoas que ama. “Vou levar isso dia após dia”, disse ele. “É ótimo estar aqui com eles”.

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Fonte: Brazilian Times

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