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O presidente Lula (PT) foi reeleito após derrotar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições, realizado no último domingo (25). Aos 80 anos, o petista se tornou o candidato mais velho a vencer uma eleição presidencial no Brasil e o primeiro a conquistar quatro mandatos no Palácio do Planalto.
Para o turismo, o programa de governo para 2027 a 2030 prevê a continuidade de políticas de promoção do Brasil no exterior, incentivo às viagens domésticas e valorização dos destinos naturais e culturais. O documento também menciona investimentos em aeroportos regionais e estímulos à criação de novas rotas aéreas, com participação do Novo PAC.
As propostas seguem a linha de associar o turismo ao desenvolvimento econômico e regional, mas ainda deixam perguntas sobre como algumas iniciativas serão executadas. O plano apresenta diretrizes para ampliar a atividade e diversificar os destinos, sem estabelecer metas específicas para boa parte das ações voltadas diretamente ao setor.
Na promoção internacional, a intenção é ampliar a divulgação do Brasil e atrair visitantes para além dos destinos já conhecidos no exterior. O programa também prevê desenvolver roteiros que valorizem as características naturais e culturais de diferentes regiões, com o objetivo de distribuir melhor os benefícios econômicos do turismo pelo país.
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No mercado interno, a proposta é incentivar os brasileiros a viajar mais pelo próprio país. A criação de roteiros temáticos ligados à gastronomia, à arte, à música e à cultura aparece como uma das estratégias para diversificar a oferta turística e aproximar o setor da economia criativa.
Ecoturismo e parques nacionais
O plano prevê uma política de valorização dos 75 parques nacionais, associando conservação ambiental, educação, turismo sustentável e desenvolvimento regional. A proposta, no entanto, não detalha quais ações serão adotadas em cada unidade nem estabelece metas específicas para ampliar a visitação ou os investimentos em infraestrutura.
Outra frente é incentivar a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), áreas protegidas mantidas em propriedades privadas. A iniciativa pretende conciliar a preservação da biodiversidade com atividades de turismo sustentável e o fortalecimento das economias locais.
Crédito para empresas do setor
O programa também prevê dar continuidade ao apoio financeiro a empresas e empreendedores do turismo por meio do Fundo Geral de Turismo (Fungetur), que oferece linhas de crédito para negócios do setor.
Segundo os dados apresentados pela campanha, o fundo apoiou mais de 6 mil operações e mobilizou R$ 2,8 bilhões durante o terceiro mandato de Lula. O plano, porém, não especifica mudanças nas condições de financiamento nem estabelece uma nova meta de recursos para o próximo período.
Aeroportos regionais e novas rotas
A infraestrutura é outro ponto com impacto direto sobre o turismo. O programa prevê manter investimentos em aeroportos regionais por meio do Novo PAC e adotar medidas para incentivar novas rotas aéreas.
A proposta é relevante para destinos que dependem da conectividade aérea para atrair visitantes, mas o plano não apresenta, nesse trecho, uma lista de aeroportos prioritários nem um cronograma específico para a expansão das rotas.
De modo geral, o programa indica as áreas em que o governo pretende atuar, da promoção internacional ao ecoturismo e à infraestrutura. O detalhamento das ações, a definição de prioridades e a destinação de recursos serão importantes para avaliar como essas diretrizes se traduzirão em políticas públicas ao longo do mandato.
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Fonte: Viagem e Turismo
